Novidade! Revelações ocultas sobre a Bíblia e o Cristianismo.

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28 de dezembro de 2010

Por que não sou cristão

Por que não sou cristão, por Bertrand Russell.


Sobre Bertrand Russel, em seu livro WHI I AM NOT A CHRISTIAN -
Porque não sou Cristão, é considerado um dos mais blasfemos documentos filosóficos jamais escritos. Se a religião fornece respostas às perguntas que sempre atormentaram a humanidade - por que estamos aqui, qual a razão da vida, como devemos nos comportar. Russel dissipa esse conforto, deixando-nos com alternativas mais perturbadoras: responsabilidade, autonomia e consciência do que fazemos. Coloca questões que nunca mais poderão ser ignoradas.

Esta palestra foi proferida no dia 6 de março de 1927, na Prefeitura
de Battersea, sob o patrocínio da divisão da zona sul de Londres da
Sociedade Laica Nacional (National Secular Society)..

Como o Presidente desta sociedade já lhes disse, o assunto sobre o qual falarei hoje à noite é “Por que não sou cristão”. Talvez seja melhor, também, para começar, tentar definir o que quero dizer com a palavra “cristão”. É ela usada, hoje em dia, num sentido bastante vago, por um grande número de pessoas, num sentido muito impreciso. Algumas delas só a utilizam para descrever alguém que tenta viver bem. Nesse sentido, acredito que haveria cristãos em todas as seitas e credos; mas não creio que esse seja o sentido adequado da palavra, ainda que apenas por implicar que todas as pessoas que não são cristãs – todos os budistas, confucionistas, maometanos e assim por diante – não tentam viver bem. Quando digo cristão, não quero dizer qualquer pessoa que tente viver de maneira decente de acordo com sua razão.
Penso que é preciso ter uma certa quantidade de crença definida
antes que se adquira o direito de se autodenominar cristão. Essa palavra
não tem um significado tão puro hoje quanto tinha na época de
Santo Agostinho ou de Santo Tomás de Aquino. Naquele tempo, se
um homem afirmasse ser cristão, já se sabia o que ele queria dizer:
ele aceitava. Aceitava todo um conjunto de credos, definidos com
muita precisão, e acreditava em cada sílaba daquilo com toda a força
das suas convicções.

O que é um cristão?

Hoje, a coisa não é bem assim. Quando falamos em cristianismo,
precisamos ser um pouco mais vagos quanto a seu significado. Penso,
no entanto, que existem dois itens distintos e bastante essenciais para
quem se autodenomina cristão. O primeiro é de natureza dogmática
– especificamente, que é necessário acreditar em Deus e na imortalidade.
Se não acreditar nessas duas coisas, penso que ninguém poderá
chamar-se, apropriadamente, cristão. Mais do que isso, como
o próprio nome implica, é necessário ter algum tipo de crença em relação
a Cristo. Os maometanos, por exemplo, também acreditam em
Deus e na imortalidade e, no entanto, não se autodenominam cristãos.
Penso que é necessário ter, no mínimo, a crença de que Cristo foi, se
não divino, o melhor e mais sábio dos homens. Se uma pessoa não
estiver disposta a acreditar nem nisso a respeito de Cristo, penso que
não tem o direito de se autodenominar cristão., fetichistas e assim
por diante; nesse sentido, somos todos cristãos. Logo, presumo que,
quando digo porque não sou cristão, devo dizer duas coisas distintas:
primeiro, por que não acredito em Deus e na imortalidade; e, segundo,
por que não penso que Cristo foi o melhor e mais sábio dos homens,
apesar de atribuir a Ele um alto grau de bondade moral.
Como já disse, antigamente o sentido da palavra era muito mais puro.
Por exemplo, deduzia a crença no inferno. A crença no fogo eterno do
inferno era item essencial da crença cristã até pouquíssimo tempo atrás.
Neste país, como vocês sabem, isso deixou de ser item essencial ...
e o inferno deixou de ser necessário aos cristãos. Em conseqüência,
não devo insistir na obrigatoriedade da crença no inferno para ser um
ristão.

A existência de Deus

Para abordar a questão da existência de Deus, que é uma questão
ampla e séria, pedirei licença para tratar dela de maneira um tanto
resumida – se eu fosse tentar abordá-la de qualquer maneira adequada,
precisaria mantê-los aqui até o Final dos Tempos. Os senhores
sabem, é claro, que a Igreja Católica definiu como dogma o fato
de a existência de Deus poder ser provada pela razão espontânea sem ajuda da razão.
Esse é um dogma um tanto curioso, mas é um dos dogmas deles.
Precisaram introduzí-lo porque, a certa altura, os livres-pensadores
adotaram o hábito de dizer que existiam tais e tais argumentos por
meio dos quais a pura e simples razão poderia concluir que Deus
não existe, mas é claro que eles sabiam, por questão de fé, que Deus
existe. Esses argumentos e razões foram expostos muito longamente,
e a Igreja Católica sentiu a necessidade de dar um basta nisso. Assim,
estabeleceram que a existência de Deus pode ser comprovada pela
razão espontânea, e precisaram determinar o que consideravam
argumentos para comprovar tal fato. Existem, é claro, diversos deles,
mas abordarei apenas alguns.

O argumento da Causa Primeira

Talvez o mais simples e mais fácil de entender seja o argumento da
Causa Primeira. (Defende-se que tudo o que vemos neste mundo
tem uma causa e, à medida que retrocedermos cada vez mais na corrente
de causas, chegaremos e essa Causa Primeira recebe o nome de Deus.)
Tal argumento, suponho, não tem muito peso nos dias de hoje,
porque, em primeiro lugar, já não é mais o que era. Os filósofos e os
homens de ciência têm estudado muito a causa, e ela já não tem nem
de longe a vitalidade que tinha; mas, fora isso, dá para ver que o
argumento de que obrigatoriamente existe uma Causa Primeira não
pode ter nenhuma validade. Posso dizer que, quando eu era jovem e
debatia essas questões com muita seriedade em minha mente, durante
muito tempo aceitei o argumento da Causa Primeira, até o dia
em que, aos dezoito anos, li a autobiografia de John Stuart Mill e
lá encontrei a seguinte frase: “Meu pai me ensinou que a pergunta
‘Quem me fez?’ não pode ser respondida, já que imediatamente
sugere a pergunta seguinte ‘Quem fez Deus?.” Essa frase extremamente
simples me mostrou, como ainda penso, que o argumento da
Causa Primeira é uma falácia. Se tudo precisa ter uma causa, então
também Deus deve ter uma causa. Se é possível que exista qualquer
coisa sem causa, isso tanto pode ser o mundo quanto Deus,
de modo que não pode haver validação nesse argumento.
Não há razão. De modo algum, por que o mundo não possa ter
passado a existir sem uma causa; tampouco, por outro lado tampouco,
existe qualquer razão que o impeça de ter sempre existido.
Não há razão para supor que o mundo teve alguma espécie de
início. A idéia de que as coisas precisam obrigatoriamente ter um
início na verdade se deve à pobreza da nossa imaginação. Portanto,
talvez eu não precise mais perder tempo com o argumento relativo
à Causa Primeira.

O Argumento da Lei Natural

Em seguida, há o argumento muito comum da lei natural. Esse foi
um dos argumentos preferidos ao longo de todo o século XVIII,
principalmente sob a influência de sir Isaac Newton e de sua cosmogonia.
As pessoas observavam os planetas girando em torno do
sol de acordo com a lei da gravidade, e pensavam que Deus tinha
dado um comando a esses planetas para que se movessem daquela
maneira particular, sendo por isso eles assim o faziam. Essa era,
obviamente, uma explicação conveniente e simples, que as poupava do
trabalho de ter de procurar novas explicações mais elaboradas para a lei
da gravidade. Hoje, explicamos a lei da gravidade de uma maneira
um tanto complicada, introduzida por Einstein. Não me proponho a
fazer uma palestra a respeito da interpretação de Einstein para a lei
da gravidade, porque, mais uma vez, isso demoraria algum tempo;
de qualquer forma, já não dispomos mais daquele tipo de lei natural
que existia no sistema newtoniano, onde, por alguma razão que
ninguém era capaz de entender, a natureza agia de maneira uniforme.

Hoje, descobrimos que muitas coisas que acreditávamos serem
leis naturais na verdade são convenções humanas...

Existe, como todos sabemos,uma lei que diz que, ao lançarmos
dados, obteremos dois seis duplo uma vez a cada 36 vezes lances
aproximadamente, e não consideramos isso como prova de que a
queda dos dados é regulada pelo plano divino; ao contrário, se o
dois seis saísse toda vez, poderíamos pensar que o plano divino
existe. As leis da natureza são desse tipo no que diz respeito à maior
parte delas. São médias estatísticas tais como as que emergiriam das
leis do acaso; e isso faz com que essa coisa toda de lei natural seja
muito menos impressionante do que era anteriormente. Bem separado
disso, representa o estado momentâneo da ciência que pode
transformar o amanhã, toda a idéia de que as leis naturais implicam
um determinador das leis se deve à confusão entre as leis naturais e
as humanas. As leis humanas são comandos que ordenam que se aja
de uma certa maneira indicada, de modo que cada um possa escolher se
comportar ou não se comportar; mas as leis naturais são uma descrição
de como as coisas de fato se comportam e, por serem uma mera
descrição do que elas de fato fazem e, não dá para argumentar que existe
obrigatoriamente alguém que lhes disse para fazer isso, porque,
mesmo se supusermos que existe, então a seguinte questão seria suscitada:
“Por que Deus estabeleceu exatamente estas leis naturais, e não outras?”.
Se a resposta for que Ele fez isso apenas a seu bel-prazer, e sem razão
nenhuma, então descobre-se que existe alguma coisa que não está sujeita
à lei, de modo que a linha da lei natural é interrompida. Se for dito, como os
teólogos mais ortodoxos dizem, que em todas as leis estabelecidas
por Deus existe uma razão para que determinada lei fosse promulgada
em detrimento de outras – tendo como razão, é claro, criar o
melhor universo, apesar de ser impossível pensar assim ao examiná-lo –,
se houvesse uma razão para as leis que Deus estabeleceu,
então o próprio Deus estaria sujeito à lei, de modo que não existe
nenhuma vantagem em introduzir Deus como intermediário.
Na verdade, tem-se uma lei alheia e anterior aos éditos divinos, e
Deus não atende ao objetivo, porque Ele não é o legislador supremo.

Em resumo, toda essa discussão a respeito da lei natural não tem mais
nem de longe a força que tinha antigamente.. Os argumentos usados para
a existência de Deus mudam de caráter à medida que o tempo passa.
No início, eram argumentos intelectuais rígidos, que incorporavam
certas idéias errôneas bem definidas. Quando chegamos aos tempos
modernos, elas se tornam menos respeitadas intelectualmente e cada
vez mais afetadas por um tipo de moralização vaga.

O Argumento da Prova Teológica da Existência de Deus

O próximo passo neste processo nos leva ao argumento da
Prova teológica da existência de Deus.
Todos conhecem o argumento do plano divino: tudo no mundo é feito para que consigamos viver nele, e, se o mundo fosse mesmo algum dia um pouquinho diferente, não conseguiríamos habitá-lo. Esse é o argumento da prova da existência
de Deus. Às vezes ele toma uma forma bastante curiosa; por exemplo,
argumenta-se que as lebres têm cauda branca para serem alvo fácil dos
caçadores. Não sei o que as lebres achariam desse destino. Trata-se de
um argumento realmente fácil de parodiar. Todos os senhores conhecem
a observação de Voltaire de que o nariz obviamente foi desenhado
de modo que pudesse segurar os óculos. Esse tipo de paródia revelou-
se nem de perto estar tão distante da verdade quanto podia
parecer no século XVIII, porque desde a época de Darwin
compreendemos de um modo muito melhor por que as criaturas vivas
se adaptam a seu ambiente. Não que o ambiente seja feito para se
adequar a elas, mas elas é que se modificam para adequar-se a ele,
e essa é a base da adaptação. Não existe evidência de plano divino
em relação a isso.
Quando se examina esse argumento teológico da prova da existência
de Deus, parece surpreendente que as pessoas possam acreditar que este
mundo, com todas as coisas que ele contem, com todos os seus defeitos,
deve ser o melhor mundo que a onipotência e a onisciência conseguiram
produzir em milhões de anos. Eu realmente não consigo acreditar nisso.
Os senhores acham que, se tivessem a onipotência e a onisciência e milhões
de anos para aperfeiçoar seu mundo, não seriam capazes de produzir
nada melhor do que a Ku-Klux-Klan ou os fascistas? Ademais,
quando se aceitam as leis comuns da ciência, é necessário supor que
a vida humana e a vida em geral neste planeta morrerão a seu tempo:
trata-se de um estágio de decadência do sistema solar. Em um certo
estágio dessa decadência, obtem-se o tipo de condições de temperatura,
e assim por diante, que são adequadas ao protoplasma, e haverá vida,
durante breve tempo, na vida do sistema solar. Vê-se na Lua o tipo de
coisa que s terra tem: algo morto, frio e sem vida.
Disseram-me que esse tipo de visão é deprimente e, as pessoas
às vezes afirmam que, se acreditassem nisso, não seriam capazes
de continuar vivendo. Não acreditem nisso; não passa de tolice.
Ninguém realmente se preocupa com o que irá acontecer daqui a milhões
de anos. Mesmo que achem que se preocupam muito com isso,
na verdade só estão se enganando. A preocupação delas diz respeito
a algo muito mais mundano – talvez mesmo apenas com a má digestão.
Na verdade, ninguém de fato fica realmente infeliz por pensar que
algo de ruim vai acontecer com este mundo daqui a milhões de anos.
Assim, apesar de obviamente ser uma visão fúnebre supor que a
Vida morrerá – pelo menos suponho que possamos fazer essa afirmação,
apesar de às vezes eu achar que isso é quase um consolo, quando vejo
as coisas que as pessoas fazem com a própria vida –, isso não é tão
terrível a ponto de transformar a vida em um tormento. Essa questão
simplesmente faz com que a gente volte a atenção para outras coisas.

A obra completa dos pensamentos do escritor Prêmio Nobel de
Literatura, professor universitário e livre pensador acerca de religião e
sobre se “Deus existe” e as verdadeiras convicções de Bertrand
Russel podem se encontradas em seus livros também em reedições
recentes. Em Ensaios Céticos, Russel argumenta que devemos estar
preparados para reconhecer a incerteza de nossa crenças. Quando
especialistas em determinado campo não concordam, nos diz ele: é
melhor suspender o julgamento.

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21 de novembro de 2010

OSHO - A Única Saída é Voltar-se para Dentro

A Única Saída é Voltar-se para Dentro


Osho,
Osho o Homem mais perigoso desde Jesus Cristo

Por que hoje em dia o mundo está tão doente?
Por que a tensão e a miséria estão crescendo?


Este é o resultado de todas as idéias idiotas que dominaram a humanidade em seu passado. Isso tinha de acontecer. Todas as religiões são responsáveis por isso. O que elas fizeram, consciente ou inconscientemente, é a causa da miséria, do sofrimento, da angústia de toda a humanidade.
Todas as religiões impuseram a idéia de que Deus (es) criou o mundo e de que Deus é Onisciente, Onipotente e Onipresente. Ele sabe tudo, é todo poderoso, está em todo lugar.
Essa idéia impediu que o homem fizesse qualquer coisa para que a vida se tornasse melhor, mais bela. Quando alguém que sabe tudo, que é todo-poderoso, que está presente em todo o lugar está tomando conta, então o que você pode fazer?
Até onde você pode ver?
Qual pode ser a sua contribuição?
Se Deus é o criador do mundo, você não pode melhorá-lo. Qualquer coisa que você faça, só pode estar causando danos. Você não pode reformá-lo, não pode ser mais sábio que Deus.
Essa idéia é uma das causas básicas de toda a angústia pela qual a humanidade está passando e da qual talvez acabe perecendo. Apenas pense...Da forma que vejo, não há nenhum Deus que está criando o mundo, que está cuidando do mundo. Não jogue esta responsabilidade sobre alguém que não existe. Somos nós que estamos aqui. Somos de todas as maneiras responsáveis por usar ou por frustrar a oportunidade. Remova Deus e ponha o ser humano em seu lugar, e você terá um mundo totalmente diferente. O sofrimento é absolutamente indesejável. A angústia é nossa estupidez. O ser humano pode viver uma vida tremendamente rica, extasiante, feliz. Mas a primeira coisa a fazer é aceitar sua responsabilidade.

Todas as religiões têm lhe ensinado a fugir de sua responsabilidade. Jogue-a sobre Deus...e não há Deus algum. Você nada faz porque pensa que Deus fará tudo – e não há Deus algum para fazer coisa alguma. E então, o que mais você pode esperar? O que está acontecendo. O que aconteceu e o que está por acontecer é a conseqüência natural dessa idéia de um criador. Deveria ser dito ao homens!
“Essa é sua existência.
Você é responsável por tudo que você é, por tudo que você faz e por tudo que ocorre à sua volta.
Seja maduro, não permaneça infantil”.

Mas esse Deus não lhe permite amadurecer. A divindade dele depende de sua imaturidade, de sua infantilidade. Quanto mais estúpido, quanto mais crédulo você for, maior será o Deus. Quanto mais inteligente você for, menor será o Deus. Se você é realmente inteligente, não há Deus algum.

Esta existência esta aí, você está aí; então crie. Mas o Criador não permite que você se torne o Criador. Todo o meu enfoque é que você deve se tornar o criador. Você precisa liberar suas energias criativas. E isso é possível somente se esse Deus, que nada mais é que um Godot, for removido totalmente de sua visão de vida.
Sim, no princípio você se sentirá muito vazio, porque aquele lugar de Deus em você esteve preenchido.Ele esteve aí por milhões de anos; o santuário sagrado em seu coração estava preenchido pela idéia de Deus. Agora, jogando-o fora subitamente, você se sentirá vazio, amedrontado, perdido. Mas é bom sentir-se vazio, é bom sentir-se amedrontado, é bom estar perdido – porque essa é a realidade, e o que você estava sentindo antes era apenas ficção. Ficções não podem ajudar muito – podem dar-lhe algum consolo, mas consolo não é algo bom. O que é necessário é transformação e não consolo. O que é necessário é o tratamento de todas as doenças que você carrega, não consolo. Assim a primeira coisa é: remova Deus. Não espere por nenhum Godot. Não há nenhum, nunca houve.

Friedrich Nietzsche disse...discordo dele, mas minha divergência é totalmente diferente da divergência dos outros que discordam. Nietzche diz: “Deus está morto”. É claro que os cristãos discordam, os muçulmanos discordam, os hindus discordam, os budistas discordam; todos foram contra Nietzsche. Também sou contra, mas meu motivo é que Deus não está morto porque nunca esteve vivo. Até mesmo dizer “Deus está morto” é aceitar que ele existiu e que agora não existe mais. Não. Em primeiro lugar, Deus jamais existiu. O ser humano esteve vivendo sob uma ficção. Porém se Niet disse: “Deus está morto e o homem é livre”. Concordo com essa sentença. Em uma frase ele disse tudo: o homem só pode ser livre se Deus estiver morto; se Deus estiver vivo, então o homem não pode ser livre, de fato o homem não pode existir.

E esta situação, esta miséria, esta tensão crescente é tanta que agora nos países mais avançados, a segunda maior causa de morte não é uma doença, mas o suicídio. Nós nos sentimos totalmente tensos, dia após dia, e parece não haver saída. E a angústia continua crescendo. E nem ao menos podemos perceber a razão pela qual estamos sofrendo. Por que deveríamos sofrer? O que foi que fizemos?
A própria vida parece não ter valor. Chega um ponto na vida de toda pessoa inteligente em que ela percebe que tudo é inútil, sem sentido. Então, por que continuar se arrastando? Por que não acabar com isso? Por que não se livrar disso? A vida nada lhe deu além de dor. E nada lhe dará além de dor. Sim, existe um ópio, em algum lugar. A esperança de que talvez amanhã as coisas sejam diferentes. Talvez, se não hoje, amanhã você conseguirá ter algum momento de êxtase.
...mas a humanidade comum, a pessoa comum, necessita de sonhos – por quê? Porque a vida, na realidade, é tão insatisfatória, tão feia, tão horrivelmente feia. Esses sonhos são substitutos. Eles são belos, trazem fragrância à sua vida, trazem esperança, ficção, eles o ajudam a se manter são. A realidade vai levá-lo à insanidade.

E para mim, Deus, o Espírito Santo e o Filho, e o papa infalível...é claro que ele precisa ser infalível, pois representa o Messias, o filho unigênito de Deus; como pode ser falível?
E toda religião tem coisas semelhantes. Você necessita dessas pessoas. Elas são ficções criadas pela sua miséria. Pessoas astutas usam sua miséria para explorá-lo e para ter uma “viagem” de poder.

O político também precisa dessas pessoas. Até mesmo os políticos como Hitler e Mussolini, receberam as bênçãos do papa. As massas são enganadas. O sacerdote dá a sanção de Deus, certifica que esse é o homem certo para ser o Presidente, esse é o homem certo para ser o vice-presidente, o primeiro-ministro. É claro que o político necessita disso, porque as massas escutarão os sacerdotes; o sacerdote é imparcial, nada tem a ver com política, está acima da política...ele não está! O sacerdote está nas mãos dos políticos. O que estou lhe dizendo é que esses políticos e esses sacerdotes estiveram constantemente em conspiração, trabalhando juntos de mãos dadas. O político tem o poder político; o sacerdote tem o poder religioso. O político protege o sacerdote, o sacerdote abençoa o político – e as massas são exploradas, sugadas. Seu sangue é sugado por ambos. (Nota do Autor: Os maus políticos usam e desviam verbas públicas , nos concedem migalhas e ainda agradecemos. Fica a imensa dor de saber que ainda também na política existem cegos e surdos).
Elimine (esqueça) Deus e você elimina os políticos, a política, o sacerdote, a conspiração entre o sacerdote e o político. E com esses dois eliminados, cinqüenta por cento de suas misérias desaparecem.

A idéia de Deus lhe dá sonhos de uma vida melhor...após a morte, talvez no paraíso ou em outra encarnação. Assim, não há tanto com que se preocupar – esta vida é algo pequeno, que importância ela tem? Em milhões e milhões de anos-luz, que importância têm setenta anos? Eles não contam coisa alguma. Assim, as religiões estiveram dizendo às pessoas: “Setenta anos não contam. Essa miséria vai passar, e se você permitir que passe, sem lutar contra ela, a próxima vida, a vida além da morte; será repleta de recompensas para você”.

Essas são as pessoas que impediram você de mudar qualquer situação sobre a Terra. Particularmente elas impediram a transformação do ser humano, porque todo sofrimento que você vê em toda volta está enraizado no ser humano. E se o ser humano permanecer o mesmo, essa tensão continuará crescendo, essa angústia continuará crescendo. Existe toda a possibilidade de que até o final deste século a humanidade toda venha a cometer suicídio, uma guerra global. E não é muito difícil pensar sobre a possibilidade de isso acontecer, porque as pessoas que estão no poder, as pessoas que têm armas nucleares, são de categoria baixa! Parece que para ser político de sucesso você precisa ser absolutamente estúpido, fanático, mentiroso, prometendo continuamente – sabendo perfeitamente bem que nenhuma promessa será cumprida, enganando, usando lindas palavras e escondendo feias realidades.
Todo o país poderoso está carregado de armas nucleares, a tal ponto que, se quisermos, poderemos destruir setecentas Terras como esta, neste instante. Há tanto poder nuclear disponível que podemos destruir cada pessoa setecentas vezes, embora não seja necessário, uma vez é suficiente. Mas os políticos não querem correr nenhum risco. Seus rostos são apenas máscaras. Dizem uma coisa e fazem outra E o poder está nas mãos desse tipo de gente. Qualquer lunático pode apertar um botão e pode acabar com toda humanidade, com toda vida sobre a Terra.

Mas a situação pode ser mudada. Temos apenas de mudar as premissas do homem: elimine Deus. Elimine céu e inferno, elimine a idéia de uma recompensa futura e elimine a idéia de que algum messias virá para resgatá-lo de seus sofrimentos. Elimine a idéia de que qualquer outra pessoa é responsável pela sua miséria e sofrimento; elimine a idéia de que alguém possa dar significado à sua vida. Deus não existe. Com ele o Espírito Santo desaparece, o Filho desaparece. Deus é o foco da ficção de tudo. Elimine essa idéia central e o palácio inteiro, feito de carta de baralho, simplesmente cai por terra. Apenas um pequeno empurrão é necessário...Aceite a idéia de que você é só, de que nasceu só e de que vai morrer só.
E você precisa aceitar o fato de que está vivendo só; talvez numa multidão, mas está vivendo só; talvez com sua esposa, namorada, namorado. Eles estão sós em suas solitudes. Você está só em sua solicitude, e essas solitudes não se tocam, nunca se tocam.
Mesmo que você viva com alguém durante vinte, trinta, cinqüenta anos, não faz nenhuma diferença, vocês permanecerão estranhos. Sempre e sempre serão estranhos. Aceite o fato de que somos estranhos, de que não sei quem você é, de que você não sabe quem eu sou. Eu próprio não sei quem eu sou, então como você pode saber?
Mas as pessoas estão presumindo que a esposa deveria conhecer o marido, o marido está presumindo que a esposa deveria conhecê-lo . Todos estão funcionando como se cada um pudesse ler a mente do outro e o outro deveria saber, antes que você o diga, suas necessidades, seus problemas. Ele deveria saber, ela deveria saber e deveriam fazer alguma coisa. Ora, tudo isso é tolice. Ninguém conhece ninguém, nem mesmo você, assim não espere que alguma outra pessoa o conheça; isso não é possível pela própria natureza das coisas. Nós somos estranhos. Talvez por acaso nos encontramos e estamos juntos, mas nossa solitude existe. Não esqueça, porque você precisa elaborar isso. E somente a partir daí surge sua redenção, sua salvação. Mas você está fazendo justamente o oposto: como esquecer sua solitude? O namorado, a namorada, ir ao cinema. Ao jogo de futebol, perder-se na multidão, dançar na discoteca, esquecer a si mesmo, beber álcool, tomar drogas, mas de alguma maneira não deixe essa solitude vir até sua mente consciente, é aí que se encontra todo o segredo. Você precisa aceitar sua solitude, que de forma alguma você pode evitar. E não há maneira de evitar a natureza de sua solitude. Ela é sua autêntica realidade, é você.
E você tem fugido de si mesmo. Então haverá infelicidade, haverá problemas. E ao resolver um problema você criará outros dez, e assim por diante. Logo haverá somente problemas circundando-o e você estará se afogando em seus próprios problemas. Então você grita: “Por que as tensões estão aumentando? Por que há tanto sofrimento? Por que há tanta infelicidade?” Como se alguém já tivesse uma resposta pronta para isso. Sim, alguém a tem: você.Cabe a cada um procurar a sua felicidade, não por inclinação, mas por devewr.
E porque encontrei a resposta dentro de mim mesmo, digo isso com autoridade. A autoridade não deriva de nenhum Deus, de nenhum Messias, de nenhum Veda, de nenhum Alcorão ou Bíblia. A autoridade deriva de minha experiência. Durante toda a minha vida vivi entre milhões de pessoas, mas nunca, em nenhum instante, esqueci-me de que estou só, de que minha consciência é inatingível. Ninguém pode alcançá-la. Ela está disponível para mim, porque eu sou ela. Assim, no momento em que você pára de escapar de si mesmo, pára de afogar-se em todo tipo de drogas, relacionamentos, religiões, serviços à humanidade...alguns estão fazendo isso. Mas isso nada mais é que fugir de si mesmo. Seus egos estão satisfeitos porque estão fazendo um serviço à humanidade.

Conheço muitos servidores, grandes servidores, e quando falei com eles e toquei no ponto e os fiz reconhecer a situação, todos eles, literalmente, romperam em lágrimas e disseram: “Talvez você esteja certo, estamos fugindo. Estávamos pensando que iríamos servir essa pobre gente, mas parece que não fomos capazes de resolver nenhum de nossos problemas”. Essa parecia ser a fuga preferida; você pode deixar seus problemas de lado. E como pode ser tão egoísta e se incomodar com seus próprios problemas, quando a humanidade inteira está sofrendo? Quando todos estão sofrendo, ajude-os. Assim você pode deixar seus problemas de lado, dentro de uma linda vestimenta, até mesmo pensar em seus problemas é egoísmo.
Mas com esses problemas, a quem você vai ajudar, e como? Você vai descarregar todos os seus problemas em alguém a quem você vai servir. O marido vai descarregar na esposa, a esposa no marido, os pais nos filhos, e todos estão descarregando seus problemas nos outros, sem perceber que o outro está tentando fazer o mesmo. Pare de descarregar problemas nos outros.

Você precisa resolver seus problemas e cada indivíduo precisa resolver seus próprios problemas. E os problemas não são tantos, é um problema que você não resolveu que criou uma corrente de problemas não resolvidos.
E o problema é: como penetrar em sua solitude sem medo?
E no momento em que você penetra em sua solitude sem medo, solitude uma experiência tão linda e tão extasiante que não há nada que possa ser comparada a ela. Essa penetração em teu “ser” não é problema de forma alguma, é a solução de todos os seus problemas. Mas você fez disso um problema porque deu ouvidos aos outros e os seguiu: cegos seguindo líderes cegos e sacerdotes cegos. Todos estão girando num círculo e todos acreditam que o homem à sua frente é capaz de ver, e o mesmo acontece com o homem que está na frente. Ele está segurando o casaco ou a camisa do outro, acreditando que o outro sabe a onde está indo, e todos estão se movendo num círculo; ninguém está indo a lugar algum. Os seguidores estão seguindo o líder, e o líder está seguindo os seguidores.
Você precisa parar e sair desse jogo estúpido de seguidores e líderes. Você simplesmente precisa ser você mesmo e lembrar que nasceu só, assim estar só é sua realidade; e lembrar que vai morre só, assim o seu “altar” é sua realidade.
E entre o nascimento e a morte, entre esses dois pontos em que você está absolutamente só, como a vida pode ser qualquer outra coisa? A vida é, em cada momento, um estar só.
Portanto aceite, aceite isso com alegria. Entre em sua fé o máximo possível, tantas vezes quantas forem possíveis.

Este é o templo da minha religião.
Ele não é feito de pedras e mármore; é feito de sua consciência.


Entre neste templo, e quanto mais fundo entrar, mais distantes ficarão os problemas. No momento em que tocar o centro de seu ser você chegará em casa. E a partir desse ponto poderá sair e fazer tudo que quiser. E isso será uma ajuda, um serviço, um compartilhar. Você não estará descarregando nada em ninguém.

Por um lado o sacerdote lhe deu o desejo do outro mundo, a ambição pelo outro mundo, pelo amanhã . Por outro lado o político está lhe dando este mundo...você pode tornar-se o presidente. Qualquer um nos Estados Unidos pode tornar-se presidente; todos os cidadãos são iguais. Que absurdo! Nem mesmo dois cidadãos são iguais e apenas o mais astuto se tornará o presidente, não todos. Pelo menos não aqueles que teriam sido de alguma ajuda a alguém. Somente pessoas ambiciosas podem atingir o posto político mais alto em qualquer país, porque essa é uma corrida e você precisa ser totalmente ambicioso para apostar tudo nela. E você não deve se preocupar com o que está fazendo, se está certo ou errado. Você deve se preocupar somente com o objetivo, e fazer tudo o que achar certo se preocupar somente com o objetivo, e fazer tudo que achar certo para atingir esse objetivo. Você não questiona se está certo ou está errado. Se você falha, tudo está errado; se você tem sucesso, tudo está certo. O sucesso é certo, a derrota é errada. É assim que os políticos treinaram a todos.

Jogue fora tudo que os sacerdotes e os maus políticos puseram dentro de você, e à medida que você se livra dessa carga começa a ter dentro de você, começa a ter vislumbres de seu puro ser.

É isso que chamo de meditação.

Uma vez saboreada, ela o transforma, ela o transforma para sempre.

The Rajneesh Bible – volume I

Osho o Homem mais perigoso desde Jesus Cristo!

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Ateus famosos, acessar na Web em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_ateus

“ Veritas vos liberabit – A verdade vos libertará”