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9 de maio de 2010

A outra Bíblia - Os Manuscritos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto - a outra Bíblia.

As escavações em Qumram trouxeram à luz as ruínas de um conjunto de edificações sobre as quais não há consenso entre os arqueólogos: o local pode ter sido um mosteiro, um forte ou um palácio. Um dos inúmeros fragmentos dos pergaminhos e urnas onde ficaram guardados durante 2 mil anos.
Muitos dos eruditos que mantiveram durante décadas o maior segredo em torno dos pergaminhos judaicos encontrados em 1947 terminaram como vítimas da misteriosa descoberta do Mar Morto. Os manuscritos revelam aspectos que eram desconhecidos dos primeiros anos do cristianismo.
John Strugnell era um respeitado erudito, professor das universidades de Oxford, na Inglaterra e Harvard nos Estados Unidos e chefe dos pesquisadores da Escola Bíblica e Arqueológica de Jerusalém, que guarda os pergaminhos do Mar Morto desde 1953. Numa tarde de 1990, ele começou a delirar. Proclamava que o Judaísmo era uma “religião horrorosa, abominável”, que “devia ser apagada da face da Terra, como Jesus havia tentado fazer”. A Escola Bíblica de Jerusalém decidiu demiti-lo, devido à pressão do governo israelense, segundo o qual as declarações se Strugnell ofendiam os judeus e o povo israelense. Oficialmente, Strugnell fora demitido “por motivos de saúde”. Entretanto o ataque de loucura de Strugnell não foi algo fora do comum.

Muitos dos eruditos que mantiveram durante décadas o maior segredo em torno dos manuscritos do Mar Morto teriam terminado vítimas em série de uma misteriosa maldição. Os Manuscritos do Mar Morto são dezenas de rolos de pergaminho e milhares de fragmentos escritos no século I por membros seita judaica dos Essênios e encontrados em 1947 em 11 cavernas de Qumram, às margens do Mar Morto, em Israel. Sua leitura revelaria aspectos desconhecidos dos primeiros anos do cristianismo que o Vaticano preferiria manter em segredo.

Quanto à maldição ligada a esses textos, seria uma dramática ameaça que teve seu antecedente no século XIX, quando o arqueólogo Stanley Shapira encontrou textos Essênios na costa do Mar Morto. Shapira acabou suicidando-se alguns anos mais tarde, depois de um prolongado período de críticas mordazes de seus colegas, que não acreditavam na veracidade do achado e o acusavam de haver falsificado os manuscritos, que se perderam para sempre.

Em 1956, três anos depois que a equipe de estudiosos da Escola Bíblica de Jerusalém, encabeçada pelo padre dominicano Roland de Vaux, passou a custodiar e a pesquisar os manuscritos das cavernas de Qumram, John Allegro se rebelou. Esse renomado pesquisador da Bíblia na Universidade de Oxford e único membro leigo do grupo disse publicamente que:

“Os livros do Novo Testamento eram senão uma versão secundária de certos textos achados no Mar Morto e que o “verdadeiro” Jesus havia vivido durante o século II da nossa era”.

Rapidamente desacreditado por seus antigos colegas, bastou para que Allegro se convertesse em um fanático . Lançado em uma luta cega contra o cristianismo, terminou negando enfaticamente a própria existência de Jesus. Allegro não foi o único erudito da escola dominado por complexas paixões.

Vários estudiosos passaram a abraçar o mais desconsolador ceticismo. O lexicógrafo israelense Geza Vermes, professor em Oxford, converteu-se ao catolicismo e depois voltou ao judaísmo, enquanto seu compatriota David Flusser deixou o judaísmo para se tornar pregador do Evangelho. James Tabor abandonou sua fé protestante para se converter em novo fundador da antiga seita judaica dos Ebionitas. Segundo Tabor, foram os herdeiros dos Essênios que habitaram Qumram nos tempos de Jesus.
Uma das maiores fontes de conflito, que perturbou o relacionamento dos pesquisadores dos manuscritos de Qumram, é o segredo imposto pela escola sobre seus achados. Não faltou quem suspeitasse que se tratava de uma confabulação da Igreja Católica para manter intacta a interpretação da Bíblia (como disseram Michael Baigent e Richard Leigh no Livro A Decepção pelos Rolos do Mar Morto). Somente depois que a Biblioteca Huntington da Califórnia obteve fotografias dos manuscritos em 1991 foi que a Secretaria da arqueologia de Israel permitiu a difusão de microfilmes autorizados dos manuscritos. Contudo, a “liberação” dos pergaminhos não aliviou os ânimos. Pelo contrário, jogou mais lenha na fogueira das discussões.

Entre os textos que os estudiosos da Escola Bíblica de Jerusalém haviam publicado antes de 1991, estão partes da Bíblia judaica - os textos conhecidos como Velho Testamento pela Bíblia cristã – da qual foram achados praticamente todos os livros, exceto o de Éster. Outras duas coleções transcritas nos manuscritos de Qumram são os antigos livros apócrifos e os pseudo-epígrafes. Os apócrifos são textos protobíblicos que, segundo alguns eruditos, deveriam fazer parte das Sagradas Escrituras. Os epigrafes são escritos proféticos que a tradição atribui aos patriarcas bíblicos. Também foram publicados partes dos manuscritos que contêm textos referentes às práticas das seitas dos Fariseus, Saduceus e Essênios. Esses últimos são os manuscritos que provocam mais polêmicas, alimentam fantasias e despertam as maiores desconfianças entre os pesquisadores.
Em 1952, estando pacificada temporariamente a Cisjordânia, área de conflito entre Israel e Jordânia, os estudiosos voltaram às cavernas da região onde, em 1947, um ou dois pastores árabes haviam encontrado os primeiros rolos de pergaminho. Com a ajuda dos beduínos, os pesquisadores da Escola Bíblica e da escola Americana de Estudos Orientais percorreram a região durante ano e encontraram nove cavernas, cujo número agora chegava a 11.

Um método derivado da exploração espacial permite ler fragmentos de manuscritos que se pensava serem indecifráveis. Uma grande parte dos pergaminhos não pode ser lida a olho nu e mesmo com métodos fotográficos com luz infravermelha. Entretanto, com o novo sistema , conhecido como Processamento Multiespectral de Imagens, isso torna-se possível. Duas câmeras de vídeo sensíveis a raios infravermelhos – uma para ondas de mil nanômetros e outra para ondas entre mil e 5 mil nanômetros – fotografam os fragmentos e transmitem seus impulsos a um computador, que discrimina cada pequeno detalhe a partir dos pixels em que se dividem os painéis sensores de vídeo e os reordena digitalmente. Dessa forma aparece, aparece na tela a imagem reconstruída até em seus detalhes mais ínfimos. Geregory Bearman foi quem tornou possível o uso desta técnica para ter documentos quando decidiu aplicar seus conhecimentos de análise por meio de raios infravermelhos das superfícies planetárias, pois é especialista nesse assunto no Laboratório de jato Propulsão da Nasa.

Entretanto, foi na caverna III que apareceu o misterioso rolo de cobre, uma verdadeira exceção entre os manuscritos achados até então.
O rolo de cobre estava no fundo da caverna, escondido entre as pedras soltas e dividido em duas partes. Sem necessidade de abri-lo foi possível ver que estava coberto de textos, pois as incisões feitas pelo escriba eram tão fundas que haviam ficado marcadas em relevo no verso. O rolo pode ser aberto algum tempo depois no Instituto Tecnológico de Manchester, Inglaterra, pois o cobre estava completamente oxidado. Assim que viu uma pequena parte do material, o pesquisador alemão Karl G. Kuhn descobriu que não se tratava de um escrito religioso, mas de uma espécie de mapa do tesouro. Quando foram fotografadas as diversas partes do rolo, os fascinados estudiosos trataram de decifrar o “mapa” para encontrar as “riquezas dos essênios”.
John Allegro, ansioso para encontrar as fabulosas riquezas que o rolo de cobre parecia anunciar, dirigiu-se à região e percorreu, incansável, cada metro da área sem o menor êxito. A frustração derivada dessa experiência foi uma das causas de sua doença e desvario.
O rolo de cobre é completamente diferente dos demais. Em vez de textos religiosos ou históricos, contém exclusivamente uma longa lista de 64 lugares onde há ouro e prata escondidos que dariam toneladas. Até agora, ninguém encontrou uma só pista que pudesse levar a um tesouro de verdade. Especialistas acreditam que o tesouro é imaginário. Nem foi possível descobrir a causa de outra das anomalias próprias do rolo de cobre: a existência de textos em grego, únicos no conjunto de manuscritos do Mar Morto.

A supressão dessas “Escrituras apócrifas” – designação popular de Evangelhos Gnósticos – que registram fatos específicos e documentáveis sobre o início da história cristã, representou o triunfo daquilo que hoje conhecemos como a doutrina central da igreja sobre uma grande variedade de outras formas de pensamentos religiosos.



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