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15 de julho de 2012

Bíblia - Quem escreveu o Novo Testamento?


Bíblia – Quem escreveu o  Novo Testamento?
Inspirado por Bart D. Ehrman

Alunos em seu primeiro curso de nível superior sobre a Bíblia costumam achar surpreendente que não saibamos quem escreveu a maioria dos livros do Novo Testamento. Como tantas pessoas podem reverenciar a Bíblia, achar que é a revelação inspirada de Deus a seu povo, e pessoas comuns nas ruas e nos bancos das igrejas e ainda assim saber tão pouco sobre ela e nunca ouviram falar? Será por que a fé não é uma questão de inteligência.
Como é possível? Esses livros não trazem anexados os nomes dos autores?
Mateus, Marcos, Lucas, João, as epístolas de Paulo, 1 e 2 de Pedro e 1, 2,e 3 de João?
COMO NOMES ERRADOS PODEM ESTAR LIGADOS A LIVROS DE ESCRITURAS?
NÃO SÃO A PALAVRA DE DEUS? As escrituras podem contem mentiras?

Com o tempo, o que foi assustador para mim ver foi ver como havia poucas provas reais das tradicionais atribuições de autoria que eu sempre considerara indiscutíveis e como havia tantas evidências de que muitas dessas atribuições eram erradas.  Havia alguns livros, como os Evangelhos, que tinham sido escritos anonimamente e apenas mais tarde atribuídos a certos autores que provavelmente não os escreveram (apóstolos e amigos dos apóstolos). Outros livros tinham sido escritos por autores que alegavam cinicamente ser alguém que não eram. O Novo Testamento contem fraudes forjadas, escritos por autores que alegaram falsamente ser apóstolos para enganar os leitores?
Embora evidentemente não seja o tipo de coisa que os pastores costumam contar às suas congregações, há mais de um século existe um forte consenso de que MUITOS DOS LIVROS  do Novo Testamento, NÃO FORAM ESCRITOS PELAS PESSOAS CUJOS NOMES ESTÃO LIGADOS A ELES. João, não escreveu João, Mateus não escreveu Mateus...

Mas, se isso é verdade, QUEM OS ESCREVEU?
Então vejamos com quem está a verdade, pois detesto mentiras e falsidades.

QUEM ESCREVEU OS EVANGELHOS?
Conforme Bart D. Erhman, um dos maiores especialistas em estudos bíblicos e origens do cristianismo. É Ph.D em teologia e professor de estudos religiosos nos EUA, autor
De “O que Jesus disse? O que Jesus não disse?, e “ O problema com Deus” e mais de vinte livros.

OS EVANGELHOS COMO RELATOS DE TESTEMUNHAS

- Como já vimos, os Evangelhos estão repletos de pequenas e grandes discrepâncias. Por que há tantas diferenças entre os quatro livros?
Eles são chamados de Mateus, Marcos, Lucas e João porque se convencionou acreditar que tinham sido escritos por Mateus, um discípulo que era coletor de impostos; João, o “discípulo amado” mencionado no quarto Evangelho; Marcos o secretário do discípulo Pedro; e Lucas, o companheiro de viagem de Paulo. Algumas das coisas que ele diz sobre os ensinamentos e as viagens de Paulo estão em contradição com que o próprio Paulo diz em suas epístolas (essa é uma das razões para pensar que o livro não foi escrito por um dos companheiros de Paulo). ESSA TRADIÇÃO remonta A UM SÉCULO APÓS OS LIVROS TEREM SIDO ESCRITOS.

MAS, se Mateus e João foram escritos por discípulos reais de Jesus, por que são diferentes, em todos os níveis?
POR QUE CONTÉM TANTAS  CONTRADIÇÕES?

Por que apresentam visões tão fundamentalmente distintas sobre quem Jesus era?
Mateus e Lucas não chegam a um acordo sobre  o Nascimento Virginal ou a genealogia de Jesus.
Eles se contradizem completamente na “Fuga do Egito”, com Mateus dizendo que José foi “avisado em um sonho” a fugir imediatamente e Lucas dizendo que todos os três permaneceram em Belém até a “purificação de Maria de acordo com as leis de Moisés”, o que demoraria quarenta dias, e então retornaram a Nazaré através de Jerusalém.
O Evangelho de Lucas afirma que o nascimento milagroso ocorreu em um ano em que o imperador César Augusto ordenou um censo com objetivos fiscais, e que isso aconteceu na época em que Herodes reinava na Judéia e Quirino era governador da Síria. Isso é o mais perto da triangulação de datas históricas as que qualquer autor bíblico já chegou.  MAS Herodes morreu quatro anos  “a.C.”, e durante seu reinado o governador da Síria  não era Quirino. Nenhum historiador romano faz menção a qualquer censo de Augusto, mas o cronista judeu Josefo menciona um que ocorreu – sem a exigência custosa de que as pessoas retornassem ao seu local de nascimento e seis anos após o suposto nascimento de Jesus. ISSO, evidentemente, é uma reconstrução oral truncada realizada em um momento consideravelmente posterior ao “fato”.

Os escribas  não conseguem sequer concordar sobre os elementos míticos: eles discordam abertamente sobre o Sermão da Montanha, a unção de Jesus, a traição de Judas e a obsedante “negação” de Pedro.  AINDA, MAIS CHOCANTE, eles não conseguem produzir um mesmo relato da Crucificação ou da Ressurreição. Assim, a única interpretação que temos de descartar é simplesmente a de que todas as quatro tem mandado divino. O livro no qual todos os quatro podem ter se baseado, especulativamente conhecido pelos estudiosos como “Q”, se perdeu para sempre, o que parece algo claramente descuidado da parte do deus que alegadamente o “inspirou”.
Em Mateus, Jesus passa a existir quando é concebido, ou nasce, de uma virgem;
Em João, Jesus é o Verbo de Deus encarnado que estava com Ele no princípio e por intermédio de   quem o Universo foi criado.
Em Mateus, não há uma só palavra sobre o fato de Jesus ser Deus;
Em João, ele é exatamente isso.
Em Mateus, Jesus prega o futuro Reino de Deus e quase nunca fala sobre si mesmo ( e nunca que é divino);
Em João, Jesus, prega quase exclusivamente sobre si mesmo, especialmente sua divindade.
Em Mateus, Jesus se recusa a operar milagres para provar sua identidade;
Em João, essa é praticamente a única razão para ele fazer milagres.

Será que dois seguidores reais de Jesus poderiam ter compreensões tão radicalmente diferentes sobre quem ele era?
É possível. Duas pessoas que trabalharam no governo George W. Bush podem muito bem terem visões   radicalmente diferentes sobre ele (embora eu duvide de que qualquer uma delas o chamasse de divino). Isso levanta uma importante questão metodológica que quero apresentar antes de discutir as evidências para a autoria dos Evangelhos. Quando Jesus chegou a Jerusalém na entrada triunfal, quantos animais ele montava? A resposta em Mateus 21:7. Jesus paga o imposto: Dinheiro saindo da boca de um peixe?

Quando são oferecidas duas explicações, é preciso descartar aquela que explica menos, explica nada ou que produz mais perguntas que respostas.

POR QUE SURGIU A TRADIÇÃO DE QUE ESSES LIVROS FORAM ESCRITOS POR APÓSTOLOS E POR COMPANHEIROS DOS APÓSTOLOS?

Em parte de modo a garantir aos leitores que eles foram escritos por testemunhas oculares e companheiros das testemunhas oculares.
Uma testemunha ocular merece a confiança de que iria contar a verdade sobre o que realmente aconteceu na vida de Jesus. MAS A REALIDADE É QUE não é possível confiar em que as testemunhas ofereçam relatos historicamente precisos. ELAS NUNCA MERECERAM CONFIANÇA E AINDA NÃO MERECEM.
Se testemunhas oculares sempre fizessem relatos historicamente precisos, não teríamos a necessidade de tribunais. Quando precisássemos descobrir o que realmente aconteceu quando um crime foi cometido, bastaria perguntar a alguém. Casos reais demandam muitas testemunhas, porque seus depoimentos diferem entre si. SE DUAS TESTEMUNHAS em um tribunal divergissem tanto quanto MATEUS e JOÃO, imagine como seria difícil chegar a um veredicto.

A VERDADE É QUE todos os Evangelhos foram escritos anonimamente, e nenhum dos autores alega ser  uma testemunha.
Há nomes ligados aos títulos dos Evangelhos (“o Evangelhos segundo Mateus”, mas esses títulos SÃO ACRÉSCIMOS POSTERIORES aos próprios livros, conferidos por editores e escribas para informar aos leitores quem os editores achavam que  eram as autoridades por trás das diferentes versões. Que os títulos não são originalmente dos Evangelhos é algo que fica claro com uma simples reflexão. Quem escreveu Mateus não o chamou de “Evangelho segundo Mateus”. As pessoas que deram esse título a ele estão dizendo a você quem, na opinião delas, o escreveu. Autores nunca dão a seus livros o título de “segundo fulano”

ALÉM DISSO, o Evangelho de Mateus é inteiramente escrito na terceira pessoa, falando sobre o que “eles” – Jesus e os discípulos – estavam fazendo, nunca sobre o que “nós” – Jesus e o restante de nós – estávamos fazendo. Mesmo quando o Evangelho fala sobre Mateus ser chamado a se tornar um discípulo, fala sobre “ele”, não sobre “eu”. Leia você mesmo o relato (Mateus 9:9). Não há nada nele que leve a suspeitar de que o autor fala de si mesmo.
Isso fica ainda mais claro em João. No fim do Evangelho, o autor fala do “discípulo amado”: “Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu: e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro (João 21:24). Observe como autor se diferencia de sua fonte de informações, “o discípulo que dá testemunho” e ele mesmo: “sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” Ele/nós: este autor não é o discípulo. Ele alega ter recebido algumas de suas informações do discípulo.

Quanto aos outros Evangelhos, Marcos não seria um discípulo, mas um companheiro de Pedro, e Lucas era um companheiro de Paulo, que também não era um discípulo. MESMO QUE ELES TIVESSE SIDO DISCÍPULOS ISSO NÃO GARANTIRIA A OBJETIVIDADE OU A VERACIDADE DE SUAS HISTÓRIAS. MAS NA VERDADE NENHUM DOS AUTORES FOI TESTEMUNHA, E NENHUM DELES ALEGA TER SIDO.

QUEM, ENTÃO, ESCREVEU ESSES LIVROS?


Um comentário:

Anônimo disse...

Você bem sabe que as pessoas acreditam na quilo que nossa mente limitada pode compreender, limitamos em compreender somente o que fomos nós enresinados em uma ideologia. E mas fácil acreditar naquilo que podemos compreender e conhecemos do que da quilo que não conhecemos e foge da nossa compreensão.