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22 de maio de 2010

Capítulo 39: Deuses vivos na civilização Mesopotâmica...

Deuses vivos na civilização Mesopotâmica

A Mesopotâmia situa-se no Oriente Médio, entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome já nos sugere tratar-se de uma região fértil, embora localizada em meio a montanhas e desertos: Mesopotâmia vem do grego (”meio” e ”água”) e significa “terra entre rios”. No que se refere à organização socioeconômica, existem grandes semelhanças entre as civilizações egípcias e mesopotâmica, diferenças físico-geográfico podem ser destacadas. Enquanto o Egito apresentava grande isolamento geográfico, o que lhe possibilitou longos períodos de estabilidade política, a Mesopotâmia é, ainda hoje, uma grande planície aberta a invasões por todos os lados. Além disso, o regime de cheias do Tigre e do Eufrates não é tão regular como o do Nilo, por isso inundações violentas e até períodos de seca na região banhada por eles são freqüentes. Politicamente, o Egito caracterizou-se por ter no faraó, o seu principal fator de unidade, enquanto na Mesopotâmia esse fator era a cidade. Logo, enquanto os egípcios entendiam-se como parte de algo maior, que incluía aldeias, nomos e o faraó, acima de tudo, na Mesopotâmia, a identidade era dada pela cidade à qual os indivíduos pertenciam. O sucesso dos empreendimentos feitos nas atividades produtivas levou à formação de cidades com mais de mil habitantes já por volta de 4000 a.ªC., como Uruk. Tais cidades tinham principalmente função militar para proteger a população e a riqueza gerada pela agricultura, tornando possível o controle político da população.
No final do período Neolítico, diversas cidades já haviam sido criadas na região, todas elas autônomas e habitadas por Sumerianos, povo oriundo do planalto vizinho do Irã. Ur, Lagash, além da já citada Uruk, foram os principais centros urbanos, governados por patesis, mistura de chefe militar e rei-sacerdote que controlavam a população, cobrando os impostos e administrando as obras ao lado de numerosos auxiliares. As terras eram consideradas propriedade dos deuses, cabendo ao homem servi-los com o trabalho agrícola e construção de templos.
Os sumérios durante os mais de quatro mil anos chegaram a estabelecer relações comerciais com os países vizinhos até a Índia. Desenvolveram a escrita em letra cuneiforme em pequenas tábuas de barro (os egípcios em papiro), para registrar as transações econômicas. Por volta de 2400 a . C., o povo Acádio, os acadianos que há algum tempo vinham se introduzindo na região, estabeleceram sua hegemonia, através de Sargão. Era ele o Julio César do seu tempo. O rei acádio Sargão I, unificou o centro e o sul do vale, submetendo os sumérios, ao mesmo tempo em que incorporava sua cultura, Porém contínuas invassões estrangeiras inviabilizaram a permanência do Império Acádio, que acabou desaparecendo por volta d 2100 a . C.
Provenientes do deserto árabe, ao sul, os Amoritas estavam entre os povos invasores que derrubaram os acádios. Tendo a Babilônia como sua principal cidade, mantiveram conflitos com as demais cidades da mesopotâmia durante prolongado período. Por volta do século XVIII a . C., Hamurábi, rei da Babilônia, conseguiu unificar toda a região, fundando o Primeiro Império Babilônico. Essa cidade transformou-se num dos maiores centros urbanos da Antiguidade, onde se erguiam monumentos arquitetônicos impressionantes. É o caso da Torre de Babel (foram encontrados apenas vestígios da base), citado na Bíblia, como uma torre construída pelo homem para se chegar ao céu e erguido em homenagem a Marduk, o principal Deus da Mesopotâmia. Hoje sabemos que o conto da Torre de Babel não passa de uma fábula infantil e ignorante.
O rei Hamurábi também organizou o primeiro código de leis de que se tem notícia. O Código de Hamurábi apresenta numerosas penas para delitos domésticos, comerciais, ligados à propriedade, à herança, à escravidão e a falsas acusações, sempre baseadas na Lei de Talião, que pregava o princípio do “olho por olho, dente por dente”. A um ladrão, por exemplo, a pena era ter uma das mãos cortada. O mais remoto Código de Leis da Bíblia é simplesmente a transcrição da lei civil da Babilônia, assíria e aos hititas, na sua forma: Decálogo (Ex 20, 1-17) “atribuído” a Moisés na sua forma primitiva e ética que defendia ele. Os fundadores da cristandade, cujo objetivo era manter o povo em obediência e paz, tiveram o cuidado de fazer acreditar que a deus desagradavam as mesmas coisas que eram proibidas pelas leis.
Apesar da prosperidade conhecida, nesse período novas ondas invasoras de Amoritas Hititas e Cassitas, revoltas internas e a morte de Hamurábi acabaram provocando colapso do império e o surgimento de diversos reinos rivais, que só foram submetidos com a ascensão dos assírios, em torno de 1300 a . C.

Artigos do Código de Hamurábi

Art. 200. Se um homem arrancou um dente de um outro homem livre igual a ele, arrancarão o seu dente.

Art. 201. Se ele arrancou o dente de um homem vulgar, pagar á um terço de uma mina de prata
( equivalente a cerca de 500 gramas).

Art. 202. Se um homem agrediu a face de um outro homem que lhe é superior, será golpeado sessenta vezes diante da assembléia com um chicote de couro de boi.

Art. 229. Se um pedreiro edificou uma casa para um homem, mas não a fortificou e a casa caiu e matou o seu dono, esse pedreiro será morto.

Art. 230. Se causou a morte do filho do dono da casa, matarão o filho desse pedreiro.

Art. 231. Se causou a morte do escravo do dono da casa, ele dará ao dono da casa um escravo equivalente.
Art. 232. Se causou a perda de bens móveis, compensará tudo o que fez perder. Além disso, porque não fortificou a casa que construiu e ela caiu, deverá reconstruir a casa que caiu com seus próprios recursos.

Estabelecidos no norte da Mesopotâmia desde o terceiro milênio anterior à era cristã, os assírios logo cedo organizaram um forte Estado militarizado, usavam cavalos e carros de guerra, além de armas de ferro fundido, superiores às dos povos vizinhos. Tinham como capital a cidade de Assur, nome do seu principal Deus, e sua sociedade era dominada por uma camada de sacerdotes e guerreiros, que submetia a população e cobrava impostos tanto em mercadorias quanto ao trabalho. O primeiro soberano foi Sargão I, e a lenda do seu nascimento é semelhante às que conhecemos sobre Ciro e Rômulo, Críxena, Moisés e Perseu. Diziam ter ele ter nascido de uma virgem. Ao lado da luminosa Babilônia, ficava a superpopulosa e perversa cidade de Nínive, que o Senhor mandou que fosse convertida pelo profeta Jonas (aquele que foi “engolido por uma baleia”).
A mesma Nínive em que o rei mesopotâmico Gilgamesh lutou, com atroz sofrimento físico e moral pela sua imortalidade, sorvendo o “Elixir da Eterna Juventude”, mas se provou para sempre que o limite da condição humana é a morte.
Os assírios apareceram em cena como a nação mais espetacular, mais ambiciosa e também a mais guerreira da história antiga. Com seus carros de guerra recém inventados aterrorizaram durante algum tempo toda a raça humana. As populações vencidas durante a expansão territorial assíria terminavam escravizadas e eram destinadas ao trabalho. Eram famosos pela crueldade com que tratavam os vencidos na guerra. Os assírios, muitas vezes, não apenas escravizavam, mas também faziam isso como uma arte, e experimentavam um prazer cruel, e reproduziam em gravura na delicada posição de quem arrancava a língua e vazavam os olhos de seus prisioneiros, torturavam por esfolamento, castração e amputações em geral, assegurando pelo terror seu poder sobre os derrotados, uma perfeita máquina de guerra para subjugar o mundo e domina-lo. Sob o reinado de Assurbanipal, tendo como capital a cidade de Nínive chegaram a controlar um vasto território do Egito a oeste e passando pela Palestina e Mesopotâmia até o planalto persa. Ocorreu um surto cultural e a organização da maior biblioteca da antiguidade a de Nínive, que concentrou milhares de placas de argila com o registro do conhecimento dessa vasta região. Após a morte de Assurbanipal, o Império Assírio entrou em decadência, em 612 a . C., Nínive foi destruída, e os caldeus deram origem ao Segundo Império Babilônico.
Babilônia voltou a ser a capital de um império, cujo apogeu viria com o governo de Nabucodonosor, quando construíram grandes obras, palácios cercados pelos famosos “Jardins Suspensos da Babilônia” uma das maravilhas antigas do mundo, obras públicas, muralhas defensivas, templos. Em meio à expansão territorial, os babilônios sob o comando de Nabucodonosor, capturaram e escravizaram o povo hebreu, que foi levado para a capital do império, acontecimento conhecido na tradição judaica como Cativeiro da Babilônia. O que realmente conseguiram foi subjugar-se e desaparecer, como força mundial, no curto período de 150 anos e acabaram por se matarem, juntamente com seus inimigos, retardando o progresso humano. Após a morte do grande imperador, o Segundo Império Babilônico, foi invadido pelos persas, comandados por Ciro I, em 539 a .C.

Começa o Império Persa, onde a religião politeísta, estava mais ligada de forma direta à busca de benefícios terrenos. A preocupação com os mortos limitava-se à construção de túmulos cada vez mais seguros, para evitar o retorno dos mortos, e possíveis desgraças daí decorrentes. O governante era apresentado e compreendido pelos seus súditos muito mais como um representante dos deuses do que como uma divindade viva como no Egito. Destacaram-se na ciência, arquitetura e literatura. Observando o céu, os sacerdotes desenvolveram os princípios da astronomia e da astrologia. Os zigurates eram santuários (templos) e torres de observação dos céus. Possibilitaram cálculos do movimento de planetas e estrelas e a posterior elaboração de sofisticados calendários, divididos em 12 meses e a semana em 7 dias, cada um em dois períodos de 12 horas. Desenvolveram cálculos algébricos e dividiram o círculo em 360 graus e calcularam as raízes quadrada e cúbica. Sua arquitetura introduziu o uso de arcos e decoração em baixo-relevo. Na literatura criaram poemas e narrativas épicas como a Epopéia de Gilgamesh, que inspirou a lenda bíblica do dilúvio. O desenvolvimento dos egípcios e mesopotâmicos (hebreus, fenícios e persas), foi quase simultâneo.
Os Persas sofreram influências de muitos povos que dominaram. A religião foi o traço mais original da cultura persa. Primitivamente, conservaram práticas totêmicas, adoravam animais sagrados, o Sol, a Lua, a terra, a água e os ventos, e lhes ofereciam sacrifícios. Até que...
Zoroastro ou Zaratustra reorganizou a religião, cujos princípios estão contidos no Zend Avesta, livro sagrado dos antigos persas. Na nova religião foi estabelecido um dualismo divino, a partir da incessante luta entre o bem (Ormuz ou Ahura-Mazda) e o mal (Arimã).
Segundo o Mazdeísmo, somente no Juízo Final ficaria definida a vitória de uma das forças. Na realidade, era previsto que, ao cabo de 12 mil anos de existência da Terra, o bem triunfaria sobre o mal. Mas o homem através do livre-arbítrio, com o seu comportamento, poderia apressar ou retardar a vitória do bem. O fim do mundo seria marcado pela vinda do Messias, concebido por uma virgem, pela ressurreição dos mortos e pelo julgamento final, quando os bons seriam recompensados com a vida eterna e o paraíso. Essas concepções parecem familiares ? Como chamamos mesmo, plágio ou licença poética? Assim o Mazdaísmo influenciou o Judaísmo que, por sua vez, foi a base para o cristianismo e o islamismo.


O povo hebreu estabeleceu-se na Palestina, região do atual território de Israel, às margens do Rio Jordão, por volta de 2000 a . C. Tinham origem semita, como os cananeus, que já eram habitantes da região mas foram derrotados pelas tribos hebraicas. As principais informações de que dispomos sobre os hebreus são provenientes da Bíblia, mais especificamente do Antigo Testamento. Dados históricos misturam-se com elementos místicos e religiosos, envolvendo os principais personagens da história antiga hebraica, numa aura de “mistério e religiosidade”.
O primeiro grande líder hebreu foi Abraão, considerado o primeiro patriarca (chefe de clã) que pregava uma nova religião monoteísta. Com suas novas idéias revolucionárias, se tornaria o elemento unificador do povo hebreu. Campo fértil das três fé basilares do mundo atual: o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. O Deus único, Javé, também chamado de Jeová ou Jahweh, teria prometido para ele entre os rios Tigre e Eufrates e seus descendentes uma terra onde “jorraria leite e mel”.
De acordo com a Bíblia, Abraão foi sucedido pelos patriarcas Isaac e Jacó. Dos herdeiros deste último descenderam os grupos familiares originais, chamados de as 12 tribos de Israel. Vale ressaltar, contudo, que nenhum dos patriarcas é mencionado em qualquer outro documento que não seja o Antigo Testamento. Além disso, muitos historiadores defendem a tese de que a religião monoteísta onde o Deus de Abraão é Javé (Iahweh, em hebraico) o Deus libertador, só surgiu muito depois da época dos patriarcas.

Crescentes dificuldades econômicas fizeram com que muitos hebreus se dirigissem para o rico vale do Nilo, onde a princípio fossem bem recebidos pelo faraó, mas depois escravizados foram como vimos anteriormente. A resistência à escravidão provocou o fortalecimento da unidade religiosa monoteísta.
A “fuga” dos hebreus do Egito, conhecida como êxodo, teria ocorrido sob a liderança do patriarca Moisés, que teria chegado aos 110 anos com a “visão não diminuída e nem sua força diminuída quando chegou ao monte Nebo”, de onde teria uma clara visão da “Terra Prometida” à qual ele nunca chegaria. E “teria sido” em meio à fuga que Deus lhe deu as duas tábuas de pedra contendo o código de conduta para as futuras gerações de fiéis - os Dez Mandamentos. Essas tábuas teriam sido guardadas pelo profeta Moisés numa arca de ouro e madeira, que é considerada uma das maiores relíquias da religião judaica – e, por tabela, do cristianismo. Enigmático (nunca encontrado estaria enterrada na Etiópia ou enterrada em Jerusalém) e poderoso, o baú (se um pecador ousasse tocar o recipiente, a ira do Senhor o fulminaria no ato) ganhou o nome de Arca da Aliança. Moisés, recebe a lei, porém a “graça” e a “verdade”, passa a ser dada por Jesus Cristo. Diz São João.

Já outros contam que a história, foi diferente e com humor teria sido assim:

Quando Deus fez o mundo, Ele foi aos babilônios e disse:
“Vocês gostariam de ter um mandamento?”
Eles responderam: “Primeiro gostaríamos ver o que é”.
E Ele falou: “Vocês não deveriam cometer adultério”.
Os babilônios disseram: “O que faríamos? Nós não queremos nenhum mandamento, por favor, perdoe-nos”.
Ele foi aos egípcios, e outras raças. Ninguém queria. Todos perguntavam: Qual é o mandamento? – e respondiam:
“Não queremos ficar enjaulados em mandamento algum. Queremos viver por nós mesmos”.
Finalmente ele chegou a Moisés e perguntou-lhe:
“Você quer ter um mandamento?”
Moisés perguntou: “Quanto custa?”
Essa é uma pergunta rara! Deus havia andado pelo mundo todo...e só Moisés perguntou o preço, a primeira que perguntou.
Deus disse: “Não custa nada”.
Moisés falou: “Então ficarei com dez!”
Se não custa nada, por que não ficar com dez?
– foi assim que surgiram os Dez Mandamentos. E ainda esqueceu um importante, o décimo primeiro, não maltratar e abusar das crianças, não praticar a pedofilia.
Toda religião criou seus próprios mandamentos, estranhos antinaturais, por medo ou avareza e fizeram esta pobre humanidade que você vê no mundo. Até o mais rico dos homens não tem a liberdade de agir de acordo com a sua própria consciência. Ele tem que agir de acordo com os princípios dados por outra pessoa, e não se sabe se essa pessoa era um vigarista, impostor, poeta, sonhador. Não há nenhuma evidência. Porque são tantas pessoas que alegam que são encarnações de Deus, que são mensageiros de Deus, Avataras religiosos, messias, salvadores, que são profetas de Deus e todas elas trazem diferentes mensagens. O mais provável é que elas estejam transmitindo epopéias literárias também de Gilgamés dos antigos tempos da civilização assírio-babilônica (mais antiga que a egípcia) , berço da raça humana conforme nos escritos arqueológicos anteriores a Bíblia, para poderem continuar a dominar nossas vidas, por dentro e por fora.
Se Jeová fosse civilizado, como seriam melhor aqueles mandamentos. Todos os mandamentos que eram bons, eram antigos; todos os que eram novos , eram tolos. Se Jeová fosse civilizado, deixaria de fora o mandamento sobre guardar os sábados e em seu lugar colocaria: “Não escravizarás teu semelhante”. Ele omitiria aquele que fala de juramento e colocaria: “ O homem terá apenas uma mulher, e a mulher, apenas um homem”. Deixaria de lado aquele sobre imagens esculpidas e colocaria: “ Não provocarás guerras de extermínio e só desembainharás tua espada em legítima defesa”. Mas o chamado Decálogo, dado pelo Todo-Poderosos, Jeová, a seu profeta Moisés, no Monte dos Sinais, aliás nem era um Decálogo, mas um Vintólogo, como provou Mel Brooks, num documentário sobre a famosa descida de Moisés. O chão era escorregadio, Moisés já estava meio velho, as tábuas (que não eram tábuas, era uma pedra) caíram no chão, quebraram, sobraram só 10 mandamentos. E assim teriam se perdido os melhores e os que sobraram não pegaram. Ou pegaram?
Vocês decidem, vejamos as leis:
I – Eu sou o Senhor que trouxe vocês das terras do Egito e os libertei da escravatura.
II – Não terás outros ídolos (pajés, bispos, padre, papas...) diante de mim em qualquer forma imitando coisas que estão no céu, na terra ou embaixo d´água.
III – Não usaras o meu santo nome em vão
(nem um santo por dia para cada lugarejo).
IV – Respeitarás o sétimo dia afastando-se de atividades produtivas.
(por excesso de respeito os brasileiros descansam muito mais).
V – Honrarás pai e mãe.
(Um de cada vez depois da separação litigiosa).
VI – Não matarás
(Exceto se for líder xiita; em certos estados americanos ou se for uma mulher islâmica adúltera).
VII – Não cometerás adultério
(Com exceção para de vez em quando “dar um tempo”.
VIII – Não roubarás. (A não ser em legítima defesa).
IX – Não prestarás falso testemunho.
(mas poderás ficar calado durante o interrogatório).
X – Não cobiçaras a mulher do próximo.
(Mas não pecarás se procurares a mulher do vizinho).

Após 40 anos de jornada pelo deserto, (ver capítulo onde os arqueólogos trazem novas revelações), os hebreus acabaram retornando à Palestina, já sob a liderança de Josué. A tomada e queda de Jericó, a demolição da muralha e a batalha carecem de fundamentos (sacerdotes não empregaram armas de guerra – mas trombetas). A presença dos hebreus no Egito e o êxodo têm uma cronologia bastante duvidosa, seja pelas várias indicações bíblicas contraditórias, seja pelas confrontações com outras fontes históricas e descobertas geográficas e arqueológicas, constituindo objeto de diferentes interpretações pode nunca ter acontecido.
Os hebreus ocuparam a cidade de Jericó e, mais uma vez divididos em tribos, passaram a nomear juízes para combater os filisteus que ocupavam o litoral da Palestina. Entre esses chefes guerreiros destacam-se Gideão, Sansão e Samuel, que tentou promover a união das várias tribos, mas isso só aconteceu com a liderança de Saul, considerado o primeiro rei dos hebreus.
Davi, o sucessor de Saul, conseguiu lançar as bases para a formação de um verdadeiro estado hebraico, com governo centralizado, exército permanente e organização burocrática. Com Salomão, filho de Davi, o estado hebraico antigo, atingiu seu apogeu com grande desenvolvimento comercial. Foi construído e dedicado a Jeová, o Templo de Jerusalém, conhecido como Templo de Salomão, a capital hebraica. Os elevados impostos e o trabalho compulsório dos camponeses, todavia acabaram gerando descontentamento. O estado unificado não sobreviveu à morte de Salomão. Surgiram disputas pela sucessão. E, a partir daí, aconteceu o Cisma Hebraico, ou seja a divisão dos hebreus em dois reinos: no de Israel, com capital em Samaria, e o de Judá, com capital em Jerusalém.(ver mais em arqueologia). A conseqüencia imediata da divisão foi a invasão estrangeira, inicialmente pelos assírios e mais tarde por Nabucodonosor, que saqueou Jerusalém e levou os hebreus escravizados a Mesopotâmia. A invasão persa à Babilônia libertou-os para que retornassem à Palestina, embora politicamente fossem submetidos aos persas.
Os últimos invasores da Palestina na Antiguidade foram os macedônios e, a seguir, os romanos. A resistência à ocupação romana sofreu brutal repressão, incluindo a destruição de Jerusalém, em 70 d . C., e a dispersão dos hebreus por outras regiões: a chamada Diáspora, que durou centenas de anos.
A contribuição cultural dos antigos hebreus foi o nascimento de uma religião fundada no monoteísmo, crença em único Deus, com fundamento ético. Originada após a época dos patriarcas, tal religião teve importância e influência nas religiões atuais, como o Cristianismo, Islamismo e o Judaísmo. Isso consta nos livros de história e na Bíblia.

Somente em 1948, por uma determinação da Organização das Nações Unidas (ONU) foi criado o Estado de Israel, e os hebreus voltaram a se reunir num mesmo território, constituindo um Estado nacional próprio. A partir de então, seguiram-se muitos e intensos conflitos com os palestinos, povo que havia ocupado a região até esse período e com os países árabes vizinhos. A situação no Oriente Médio, região estratégica do ponto de vista geográfico e econômico, tornou-se mais explosiva ainda, devido à ingerência de potências internacionais com interesse no petróleo. No final dos anos 1990, entendimentos diplomáticos e acordos foram assinados, ganharam força e ampliaram-se as exigências locais e internacionais para o reconhecimento de direitos mútuos de israelenses e palestinos e para uma possível pacificação da região sagrada pelas religiões. Nesse início do século 21, o que aconteceu novamente na região foi o recrudescimento da confrontação e da violência até os dias atuais. É assim que marcha o mundo. Tudo em nome de Deus !


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“Não acredito que, medindo vantagens e desvantagens, a crença religiosa tenha sido uma força a favor do bem.Embora esteja disposto a admitir que em certas épocas e lugares produziu bons resultados, considero–a pertencente à infância do raciocínio humano, a uma fase de desenvolvimento que já está estamos superando.”

Bertrand Russel

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