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2 de março de 2014


Por que as pessoas se tornam ateus?

O que leva uma pessoa ao ateísmo e à irreligiosidade?

 
Esta é uma pergunta muito boa, mas, infelizmente, pode não ser muito fácil de responder, mas fácil de entender.  Há, talvez, como muitas razões para ser ateu, pois há ateus e o “fator deus”.  O que quero dizer com isto é que o caminho para o ateísmo tende a ser muito pessoal e individual, com base nas circunstâncias específicas da vida de uma pessoa, experiências e atitudes.

No entanto, é possível descrever algumas semelhanças gerais que tendem a ser bastante comum entre alguns ateus, especialmente os ateus no Brasil.  É, no entanto, importante lembrar que nada nestas descrições gerais é necessariamente comum a todos os ateus, e mesmo quando ateus fazem partilham características, não se pode presumir que elas são compartilhados com a mesma intensidade.

A razão particular pode desempenhar um papel muito grande para um ateu, um papel muito pequeno para outro, e absolutamente nenhum papel para um terceiro.  Você pode razoavelmente assumir que estas generalidades pode ser verdade, mas para saber se elas são verdadeiras e como verdadeiro. Fazem as perguntas básicas que devem ser feitas sobre qualquer religião: "É verdade?" "É moral?" "É a melhor resposta possível?"

Na opinião do escritor Assis Utsch. Por Que o Ateu é Ateu ?

“ É porque para um ateu Deus é apenas um conceito. A suposta Divindade não é um ser real, mas apenas ideal, pois só existe no plano das ideias. As divindades foram criadas pelo homem desde o primeiro momento em que adquirimos consciência de nossos tormentos – a morte, os perigos, nossas angústias, etc. E a partir daquele instante precisamos de uma Proteção e buscamos uma divindade que nos resguardasse. Nossos primeiros protetores eram os fetiches, totens, xamãs e outros. Depois essas entidades foram se transformando em deuses e finalmente no Deus único.


Para um ateu os chamados livros santos são fábulas mitológicas; são lendas que foram sendo recontadas e recriadas durante milênios. Primeiro de forma oral, depois escritos; eram textos sobre couros, pedras, folhas, numa linguagem precária e recriados ao longo dos vários momentos históricos, sempre variando conforme aquela regra: “Quem conta um conto lhe acrescenta um ponto”.

Surgiram então os profetas e as religiões. Mas estas não passam de superstições mais elaboradas. As crenças alicerçadas sobretudo nos medos mantiveram-se por toda a história da humanidade graças aos costumes, tradições, doutrinação, educação e conveniências de poder. Seus dogmas levaram aos morticínios, dezenas de milhões morreram em conflitos como nas Cruzadas, na Inquisição, nas guerras papais e em milhares de outros desatinos, maiores ou menores.

Para um ateu, se o Universo é eterno, não precisamos de um criador. E ainda que o Universo tenha sido criado, sua criação só poderia ser através de um processo natural, e não teria qualquer relação com o Deus antropomorfo que inventamos. Já as supostas provas de Deus não vão além de alegações, todas elas desmoralizadas.

E só estamos aqui porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas, e evoluíram ".

Uma razão comum para o ateísmo é o contato com uma variedade de religiões.  Não é incomum para um ateu ter sido criado em uma família religiosa e de ter crescido vivendo com a suposição de que sua tradição religiosa representava uma fé verdadeira no Deus Único e Verdadeiro.  No entanto, depois de aprender mais sobre outras tradições religiosas, esta mesma pessoa pode adotar uma atitude muito mais crítica em relação à sua própria religião e até mesmo a religião em geral, acabando e chegando a rejeitar não só essas, mas também a crença na existência de quaisquer deuses. Eu considero que sem estudar história das religiões e a origem do cristianismo é difícil entender o mundo.

Outra possível razão para o ateísmo podem ser originários de más experiências com uma religião.  Uma pessoa pode crescer com ou converter-se para uma fé religiosa que, eventualmente, sentir-se oprimido, hipócrita, mal, ou de outro modo indigno de seguir.  A conseqüência disso para muitos é tornar-se crítica, mas em alguns casos, uma pessoa pode tornar-se crítico de todas as religiões e, como acontece com a explicação anterior, mesmo crítico da crença na existência de deuses. Considere a observação do que ocorre no mercado da fé, aqui e no mundo.

Muitos ateus encontram o seu caminho para a descrença através da ciência. Ao longo dos séculos a ciência tem vindo a oferecer explicações de aspectos da nossa existência, que antes eram de domínio exclusivo da religião. Porque explicações científicas têm sido mais produtivos do que explicações religiosas ou teístas, a capacidade da religião de exigir fidelidade enfraqueceu.  Os  ateus estão em sintonia com a ciência de hoje. A ciência vem rasgando com unhas e dentes esse véu negro e inútil das superstições.  Como resultado, algumas pessoas rejeitam totalmente não só a religião, mas também a crença na existência de um deus. Os ateus assumem responsabilidade por suas próprias vidas e apreciam a aventura de participar de novas descobertas, buscar novo conhecimento, explorar novas possibilidades. Em vez de se satisfazerem com respostas pré-fabricadas para as grandes questões da vida, os  ateus apreciam o caráter aberto de uma busca a liberdade de descoberta que esse proceder traz como sua herança.

A linha mais famosa do ateísmo é a naturalista que, é o contraste da teologia da revelação natural criada pela ortodoxia. Esse tipo de ateísmo afirma que não tem provas na natureza para a existência de Deus, pelo contrário a natureza caminha por si só e é independente da ação ou força sobrenatural. Qualquer relato acerca da natureza deve passar pelos testes da demonstração científica.

 Para eles, os deuses são inúteis como uma explicação para qualquer característica do universo. Consideremos o estudo imparcial dos trabalhos de historiadores, filósofos e cientistas (mitólogos, apologéticos ou neutros) e o confronto de suas conclusões.

Há também argumentos filosóficos que muitos consideram como bem sucedido em refutar a maioria das concepções comuns dos deuses.  Por exemplo, muitos ateus pensam que o argumento do mal torna a crença em um  onipresente (o que significa que o seu deus é em todos os lugares em todos os momentos), onisciente e onipotente deus completamente irracional e ilógico. Embora deuses sem tais atributos, há também uma ausência de boas razões para não acreditar em tais deuses.  Sem uma boa razão, a crença é impossível ou simplesmente não vale a pena ter.

Este último ponto é, em muitos aspectos são mais importantes. Descrença é a posição padrão - ninguém nasce com uma crença.  Crenças são adquiridos por meio da cultura e da educação (tradição e submissão familiar religiosa). 

Frequentemente irreligiosos e ateus dizem mesmo que não existe nenhum deus. Nós baseamos essa posição na observação, na razão e nas evidências. Existem tantas "evidências" sobre a existência de fadas quanto sobre a existência de deuses, contudo não se espera que acreditemos em fadas. Ninguém nos diz que devemos abrir nossos corações para a realidade das fadas antes que vejamos que elas são bem reais. E mais importante: não se espera que provemos que fadas não são reais quando dizemos que não acreditamos nelas.
Não temos nenhum conhecimento sobre fadas ― nenhuma evidência sobre sua existência. Temos estórias sobre fadas, mas é tudo. Como não provados e primitivos, sobrenaturais sobre deuses, demônios, anjos, magia, vida pós-morte, almas e "milagres". Quando você não tem conhecimento sobre algo, das duas uma: ou você permanece sem resposta ou ponto de vista em relação a isso; ou você apenas acredita no que lhe foi ensinado, no que você ouviu, ou no que você sonhou. Sómente quando você tem conhecimento, você pode honestamente ter um posição, ou alegar ter uma resposta. Ambos os ateus e céticos rejeitam o paranormal, sobrenatural, e pensamento mágico que se encontra na religião teísta e superstições populares paranormais. O ceticismo e do ateísmo tem muito mais em comum do que muitos imaginam.

É por isso que a crença em deuses é falsa, e o ateísmo é mais honesto. Porque é mais verdadeiro, mais coerente, mais responsável, mais racional, mais evidente, mais justo, mais simples, mais honrado, mais lúcido, mais inteligente, mais consciente, mais caridoso, mais comprometido com a pratica do bem e a erradicação do mal, sem outorgar isso a nenhum hipotético preposto. Mais livre!

Não há evidências para a existência de deuses, apesar das alegações dos crentes. A  hipótese de crença por fé num deus Super Humano Imaginário, para os  ateus é dispensável. Ateus tem fé em si mesmos.

Não acreditamos, em um Deus Pai, que existe fora do tempo e do espaço, que veio para a Terra, engravidar uma virgem.  Que Deus teve um garoto chamado Jesus (genérico de Apolônio) e o mandou para uma missão suicida.

A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. O ensino religioso é cheio de falhas? É tendencioso? Sim, não resta a menor dúvida quanto a isso. Muitos desses ensinos estão em desacordo com o texto bíblico; o que nos leva a concluir que onde a religião falha. Aliás, o texto bíblico é a maior prova da hipocrisia religiosa, é através dele que se pode comprovar as mentiras que são pregadas nos templos. Ler teologia, os dogmas, ver as acrobacias e os arabescos colaterais que os teólogos fizeram para justificar o injustificável. Jesus e Javé (YHWH, o Deus judaico, NÃO compartilhou sua divindade com quem quer que seja), a unificação destes três em um só, isto é, o dogma da Trindade. Javé, o deus ancestral dos judeus, passa a partilhar sua divindade com o Jesus dos cristãos e mais um terceiro personagem imaterial, o Espírito Santo. Os chamados "unitaristas", discordam dessa crença "trinitarista", logo se percebe que a Trindade não é um consenso mesmo no cristianismo. Os ateus são pessoas que lêem muito sobre religião. O crente crê e basta. O ateu procura entender.

Na opinião do agnóstico Ivo S. Reis. “A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. Antes de se tornarem ateus, agnósticos, irreligiosos ou antiteístas, aqueles que adotaram essas posturas filosóficas dedicaram-se ao intenso estudo da Bíblia, não para descrer, mas para ver se podiam crer, porque precisavam convencer-se. Antes mesmo de concluir os estudos, já estavam plenamente convictos de que não havia nenhum motivo para crer e sim para descrer e condenar. Fora do cristianismo, essas pessoas procuraram Deus em outras religiões e a frustração foi a mesma.

[…]Por tudo isso, continuo achando que, estudando a Bíblia convenientemente , só não abandona a fé quem já estava predisposto a não fazê-lo ou quem, mesmo tendo estudado, não teve coragem ou capacidade para enxergar as impossibilidades e absurdidades bíblicas. Assim vejo eu. Mas as pessoas podem ter uma visão diferente (comentários na Comunidade Irreligiosos).

Quanto a Deus, diria que se o Deus cristão existisse e pudesse ser julgado pela justiça dos homens, teria de ser condenado à prisão perpétua ou à morte, eis que nenhum ser humano jamais conseguiu superá-Lo em atrocidades, injustiças e assassinatos, por Ele cometidos diretamente ou em seu nome ou sob sua ordem e condescendência. Mas deuses não podem ser enjaulados nem mortos. Então, a solução mais sensata que as pessoas encontram é ignorá-Lo e não dar ouvidos à sua voz. Assim nascem os ateus, agnósticos e livres-pensadores irreligiosos”.

A responsabilidade social como cidadão: cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra os cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional. Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania.

“- Cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra outros cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas no mercado da fé; têm o dever de dizer não ao conformismo e subserviência ensinado pelas religiões e utilizados como instrumentos de dominação e pacificação política; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional. Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania. Religiões são fabulescas e superprotegidas constitucionalmente, de tal maneira que criticá-las pode configurar-se como crime. Somente um ateu, livre-pensador, irreligioso, humanista secular ou racionalista, liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências dessas instituições, mesmo correndo riscos. Religiões não favorecem o exercício da liberdade de pensamento e a justa rebeldia.

Vou dar um exemplo hipotético, mas fundamentado em circunstâncias reais e na legislação vigente: se uma escola de samba desejasse apresentar o enredo “Lendas e Mitos Religiosos: As Religiões e suas Práticas”, poderia? O Código Penal diz que não, a CF é contraditória, o regulamento dos desfiles diz que não. Na dúvida, a orientaçao é NÃO AUTORIZAR, à priori.

Alguém tem dúvidas de que os desfiles carnavalescos das escolas de samba são atividades artísticas e de comunicação? Alguém tem dúvida de que um enredo com o tema citado é uma forma de “manifestação do pensamento”? Acho que não. Seria permitido a uma escola de samba sair com esse enredo e ter um carro alegórico denominado Inquisição Católica, mostrando bruxas sendo queimadas, instrumentos de torturas e pessoas sendo torturadas das mais diversas formas? Sendo uma manifestação artística, de comunicação e manifestação do pensamento, de acordo com a constituição, SIM.

Não é certo aí que, por um ato de censura e proibição anticonstiucional, um simples regulamento, sem força de lei, obsta os mandamentos constitucionais? E não é certo também que, apesar disso, ele consegue manter a proibição? Então, uma escola de samba que desejasse fazer humor inteligente e criticar qualquer tipo de religião em seu desfile não o conseguiria. É possível fazer humor e criticar a política e até mesmo o(a) Presidente da República, mas não as religiões. Por quê?

São essas as coisas que causam indignação, levam à descrença e nos faz lembrar da famosa frase do filósofo Voltaire: “Para saber quem o está dominando e oprimindo, simplesmente descubra quem você está proibido de criticar”. (Ivo S. Reis)

Somente um ateu, livre-pensador, humanista secular ou racionalista liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências. Religiões não favorecem isto. Ateus são responsáveis ​​por suas próprias ações, e não atribuem ou dão crédito ao sobrenatural, ou respondem a subornos de uma "vida após a morte" ou ameaças de fogo do inferno. Logo, essas razões somadas às citadas levam as pessoas responsáveis a optar pelo ateísmo. Os ateus são compromissados com as liberdades civis, os direitos humanos, a separação entre Igreja e Estado, a extensão da democracia participativa, não só no governo, mas no local de trabalho e na escola.

Conforme Alfredo Bernacchi, pesquisador e autor de diversos livros (Ateu, Graças a Deus) sobre religiões. Recomendo também o livro “COMO PODE UM DEUS NASCER E NINGUÉM SABER?, disponivel na Web em:


“É bom ser livre. Ficar livre de regrinhas fantasiosas, ficar livre de medos infundados, temores divinos, ficar livre de acreditar em ajudas imaginárias, de proteções irreais, aguardando milagres que não virão jamais. Hoje, eu tenho uma sensação de poder, de liberdade, de capacidade de discernimento e autocontrole, de uma força que vem de dentro de mim, um orgulho interior, uma sensação interna de crescimento, da descoberta de um enigma, uma sensação semelhante a uma criança que acabou de descobrir que Papai Noel é o nosso próprio pai de carne e osso! Ao mesmo tempo, uma desilusão pela fantasia rompida, ao mesmo tempo uma satisfação de haver descoberto o mistério e se tornar um igual, uma sensação de que você deu um passo importante na direção do seu crescimento: “-Deixei de ser criança. Agora estou crescendo para ser um adulto. Não vão mais me enganar com essas bobagens. Agora sou capaz e inteligente”.

Quando concluí que Deus não existia, houve um sentimento ambíguo: Em princípio uma frustração, pela fantasia quebrada. Um lamento, uma lástima. Poxa!... Quem não gostaria que tudo fosse verdade?! Em seguida, o temor de se sentir sozinho nesse mundo, quando as dúvidas te assolam. Há um temor pela desobediência (e se eu estiver errado? – pensava no início) um medo de desrespeitar um Deus!... Claro! Porque assim foi enfiado na minha cabeça. Com o tempo, tudo isso se acabou. Em seguida veio a confiança no meu acerto, o orgulho de ter vencido o preconceito, por me sentir mais
capaz. Sentir que a vida dependia “agora”, principalmente, de mim mesmo. Como se o comandante de um navio tivesse morrido no meio da viagem e você tivesse assumido o comando. E se me perguntarem: Você quer voltar à sua crença anterior? – Não. É a resposta”. (Alfredo Bernacchi)


Como cético e ateu, estou aberto a evidências, qualquer coisa que mostre com provas suficientes. Me mostrem um deus intervencionista, capaz de ouvir pensamentos, criar, conservar ou aniquilar qualquer coisa e se sua existência é possível. Ser ateu exige uma fibra que muitos não possuem. O cristão se porta com honestidade para merecer a recompensa eterna. Nós somos honestos sem esperança de recompensa alguma. Não nos apoiamos em bengalas. Na hora de morrer, não pedimos água à nenhuma divindade. Isto não é para todos.

 Não acrediteis numa coisa, apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições, só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis numa coisa só porque é dita e repetida por muita gente. Não acrediteis numa coisa só pelo testemunho de um sábio antigo. Não acrediteis numa coisa só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la por verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acredite em coisa alguma apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos vossos instrutores. Mas, aquilo que vós mesmos experimentastes, provastes e reconhecestes verdadeiro, aquilo que corresponde ao vosso bem e ao bem dos outros. Isso deveis aceitar, e por isso moldar a vossa conduta.” Siddharta Gautama