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8 de julho de 2012

Livre Arbítrio


LIVRE ARBÍTRIO

DEUSES NÃO INTERFEREM EM NADA!

A imensa maioria dos homens intelectualmente eminentes não acredita na religião cristã, mas esconde esse fato do público, porque tem medo de perder sua renda. (Bertrand Russel).

Tem livre arbítrio quem é obrigado a fazer alguma coisa sob ameaça do castigo de ir para o inferno?

Tem certeza de que você exerce o seu livre arbítrio? Ou está sob ameaça de ir para o inferno?

Quem tem livre arbítrio? Um preso numa cadeia, o preso a regras da igreja, ou um ateu livre?

Um filho que está sendo obrigado a comer algo ou ficar de castigo, está exercendo o seu livre arbítrio?

Se Deus deu o desejo sexual aos homens, porque as igrejas controlam e reprimem? São mais poderosos que Deus?

Como é que pode um cara criar o universo e não conseguir controlar os homens? Tem algum erro aí?

Se o homem tem livre arbítrio, faz o que quer e ninguém o impede, Deus serve pra quê? Só promessas para depois da morte?

Se mesmo, com o livre arbítrio, Deus atende as orações, por que não atendeu as toneladas de orações feitas pelos cristãos, na arenas de Roma, na Rússia (2ª Guerra) no Holocausto dos "seus escolhidos" judeus, nas pestes que dizimaram metade da Europa, nos 400 anos de inquisição, e nas balas perdidas no Rio de Janeiro?

          O seu Deus deu o livre arbítrio para o homem provocar o holocausto. O seu deus otiusus, permitiu o holocausto do seu povo escolhido? Baseado em que, você ama isso? Você ficou feliz também?

Deus quer a felicidade dos homens? Ou sua humilhação, seu medo, reverência, obediência, submissão e servidão?

Esse Deus serve pra quê?
Essa conversa mole foi a mais nova invenção para “tirarem o corpo fora” de deus. Ele deu o Livre Arbítrio e tchau!... Se deus não se manifesta, se deus não protege, nem ama, e “permite” que tudo de ruim aconteça com o homem, pra que existe, então? Só para ser reverenciado, adorado e fim? Quem pode garantir que exista a compensação da vida eterna? E por que, nessas condições, os crédulos vivem fazendo orações com pedidos de milagres? É uma contradição, ou não é.
Aos ateus, a solução do LIVRE ARBÍTRIO é muito simples. Não havendo Deus ou deuses, resta concluir que somos dotados de completa autonomia. O ateísmo é coerente neste sentido, e vai mais longe.
Em não havendo intervenção divina, a que servem as preces, oferendas e orações? Se existe o livre arbítrio, todos os pedidos de ajuda não passam de ilusão, e todas as religiões, portanto, formam um histórico e lamentável engano.
Os ateus ironizam os religiosos quando diante do paradoxo do livre arbítrio. Como explicar o fato de Deus ou deuses interferindo no mundo e na vida? Se admitirmos haver interferência, como sermos livres de fato? E se tais forças podem mudar o curso de vidas, como haver, por exemplo, um Juízo Final para julgar quem não foi livre para agir, por sua própria conta?  Sem qualquer exceção, as religiões esbarram nesse paradoxo. Havendo Deus ou deuses, não faz sentido falar em livre arbítrio, a não ser que não interfiram, o que os torna completamente inúteis.
Portanto, de nada serviriam preces, orações, homenagens, martírios, enfim, tudo somente faz sentido com a esperança de ser recompensado depois.  Se somos livres de verdade, de nada servem os deuses. Caso contrário, não podemos ser responsabilizados pelo que fazemos. Parece não haver saída para isso, restando a cada um optar.

O monoteísmo é recente se comparado ao paganismo. Seu registro mais antigo vem de Akenaton, faraó egípcio do século XIV a.C. que transformou em deus único o Sol, tendo, inclusive, mudado seu nome para Aton. Akenaton foi o Constantino do Egito ao impor o monoteísmo diante de um povo pagão, mas, fez tantos inimigos entre os privilegiados sacerdotes que a mudança pouco durou. Logo após a sua morte, os deuses tradicionais foram retomados e Aton esquecido.
Oriundo do Antigo Egito, o famoso Livro dos Mortos contém as bases fundamentais do Além, servindo de guia seguro às religiões monoteístas. Após morrer, no dia do julgamento final, que se fazia com uma balança, símbolo da justiça e da verdade, cada egípcio deveria pesar seu próprio coração, cujo resultado o levaria a uma eterna vida de prazeres, equivalente ao Paraíso, ou ao contrário, seria devorado por uma fera ou jogado no limbo...
Do Judaísmo veio o cristianismo. Juntos, inspiraram o Islamismo. Portanto, as religiões monoteístas derivam das doutrinas do Egito e da Babilônia, somadas assuas, e outras que foram sendo agregadas, sincretizadas nos livros sagrados. SÃO MITOS QUE PERMANECERM devido a um longo tempo de exposição à ignorância científica, de modo a perpetuar-se na memória dos seus. São paradigmas que permanecem e que mantém crentes dispostos a matar ou morrer por seus credos, incapazes de criticar com isenção a frágil condição humana diante de um misterioso Universo cujos enigmas são ainda maiores e fascinantes.
Parece mais confortável crer em mitos tornados dogmas do que aceitar a insignificância de um minúsculo planetinha perdido na escuridão, habitado por povos que se crêem portadores da verdade revelada e com enormes dificuldades para assimilar a realidade cósmica à qual estamos todos encerrados.

Os monoteístas por seu lado, defendem que Deus pode perfeitamente ajudar a todos que o louvam, que pode interceder por eles, tanto em questões individuais quanto coletivas. Portanto, são como pagãos em suas preces, orações, procissões, sacrifícios, peregrinações, rituais, oferendas, provações, homenagens e martírios. Defendem também que Deus, não passa o tempo todo agindo, que tem outras coisas para fazer, de modo que há uma parcela da vida sobre a qual a humanidade é dotada de livre arbítrio. Resta o problema de como discernir as ações livres daquelas sujeitas à intervenção de Deus.

Os ateus defendem o livre arbítrio em sua totalidade. Os religiosos concordam em parte, mas sem furtar-se da responsabilidade sobre os próprios atos. O consenso geral é o de que somos dotados de ampla liberdade de agir, de modo a sermos responsabilizados pelo resultado de nossas ações, independente de Deus ou deuses. De minha parte acredito e admito que a vida consciente somente faz sentido com o exercício pleno e irrestrito do livre arbítrio.

Não se faz necessário grande conhecimento para filosofar, basta que se tenha angariado alguma formação crítica. Se isso é raro ainda hoje, o que dizer daquele tempo? Nós todos crescemos subordinados e submissos às crenças e valores dos nossos educadores, e por “educadores” podemos entender, no caso, aqueles que exercem influência na nossa formação. Assim, somos educados dentro de padrões culturais que formatam nossa visão do mundo, fazendo com que defendamos posições políticas, sociais, religiosas, morais, enfim, sem sequer entender. Isso chama-se “programação”, algo que existe há milênios.

Nós todos somos programados pela natureza humana e pelas nossas culturas.
QUANDO ACREDITAMOS, por exemplo, num deus exclusivo, acreditamos não por convicção própria, mas porque fomos programados a pensar assim (desde a infância), sem espaço ao menor questionamento. COLOCAR DEUS EM XEQUE é algo “complicado”, e é por isso que a filosofia segue ainda limitada pela teologia.

É incrível que, apesar dos esforços do Iluminismo, dos grandes pensadores da história, SEGUIMOS PRESOS A IDEAIS  CONCEBIDOS  num passado que cremos não mais existir, mas que segue vivo e atuante dentro de muitos,  parte constituinte da nossa programação.
É por isso que é difícil estudar história, porque não fomos programados a nos interessar pela história, afora não nos ter sido passada a bagagem necessária para compreender o que aconteceu no passado. Quanto mais nos afastamos do tempo, mais difícil se torna compreendê-lo, tanto para trás, no estudo do passado, quanto para frente, na projeção do futuro. Somos um subproduto do presente, e tudo o que podemos fazer fora dele é ousar estudar, analisar e tentar tirar conclusões, sempre, cumpre lembrar, dentro das limitações impostas pela nossa própria formação.

A humanidade vive seus dias por conta própria,  forçada a construir o seu próprio destino. Não aquele ritmado por deuses em conflito como no passado. Estamos mesmo, por conta própria. Essa é a mais pura verdade. DEUSES N  ÃO INTERFEREM  NA VIDA HUMANA.





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