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25 de junho de 2012

Toda fé religiosa se baseia em invenciocines

TODA FÉ RELIGIOSA SE BASEIA EM INVENCIONICES

Toda fé religiosa do mundo se baseia em invencionices. Sim.  É essa a definição de fé – aceitação daquilo que imaginamos ser verdade, que não podemos provar. Todas as religiões descrevem Deus através de metáforas, alegorias e hipérboles, desde os primeiros egípcios até o catecismo moderno. As metáforas são uma forma de ajudar nossa mente a processar o improcessável.
Frequentemente tomado como um vago sinônimo de confiança, esperança ou otimismo, o termo reveste-se dum significado singular quando é usado no contexto religioso.

Os crentes referem-se orgulhosamente à sua fé no sagrado como algo de muito valioso e em termos que sugerem reverência e entrega. A fé é, para eles, essencial à sua condição de humanos. Mais do que uma convicção, é algo misterioso que, dizem, os coloca em contacto íntimo com uma divindade um Pai Celestial. Ter fé é uma virtude e um futuro de felicidade perfeita. Não a ter, quase que equivale a uma vazio existencial.
Aparentemente, a fé é mais do que uma mera crença. Contudo, se há alguma diferença entre ambas, esta resulta fundamentalmente da natureza do objeto da fé, bem como da resposta que suscita da parte do crente. A fé exibe a força da convicção do conhecimento, mas não é conhecimento.

 Segundo o filosofo britânico A.C. Grayling, o conhecimento é verificado pelos fatos e depende da existência de uma relação adequada entre a mente e o mundo; ao contrário, a fé existe apenas na mente, não se baseando em nada do que existe no mundo.
Assim, sendo subjetiva e auto sustentável, a fé permite que acreditemos em qualquer coisa, mesmo no maior dos absurdos: que a relva é azul, que sou Napoleão reencarnado, ou que estarei, depois da morte, na presença de um judeu crucificado há dois milênios. A imaginação é o limite para aquilo em que nos permitimos acreditar pela fé.

O termo provém do latim fides (lealdade) e corresponde, na acepção religiosa, à fidelidade a crenças que não se questionam. Segundo uma definição comum, a fé é “a adesão aos dogmas de uma doutrina religiosa”. Por outras palavras, consiste na aceitação de proposições dadas como verdadeiras, unicamente com base em argumentos de autoridade. Contrariamente a todas as outras crenças que temos sobre o mundo, as questões de fé são tenazmente consideradas irrefutáveis e não passíveis de revisão. Isso implica, portanto, a suspensão de todo pensamento crítico, constituindo pois uma perspectiva declaradamente contrária ao debate saudável e à busca do conhecimento. Em lugar disso a fé celebra a paixão pela obediência e pela submissão. Os problemas surgem quando começamos a levar metáforas ao pé da letra. E os problemas começam quando cristãos fervorosos  literalmente acham que Cristo realmente nasceu de uma virgem.

Dada a imensa falibilidade humana, justificar cuidadosamente as nossas crenças estando dispostos a revê-las e a abandoná-las, é parte integrante do que é ser racional. Nesse sentido, é evidente que a fé não é racional. Ao legitimar a crença mesmo mediante informação contrária, a fé é, na verdade, a negação da razão. Nas palavras do especialista bíblico Bart Ehrman, quando alguém de fé crê que um deus onipotente e sumamente bom ouve as suas orações e as atende, e esse mesmo alguém vive num mundo onde uma criança morre de subnutrição a cada cinco segundos sem que esse deus interceda em seu favor, então é evidente que a razão desse crente foi subjugada à sua fé.

Com frequência, as crenças mantidas pela fé são justificadas por uma convicção que se diz ser íntima, endógena e transcendente. Porém, na realidade, a adesão a essas crenças acontece por razões bem mais prosaicas: na prática, resume-se à adoção das crenças religiosas dominantes. A razão de peso que determina que certos crentes tenham fé no deus da Bíblia e não num deus com a forma dum elefante azul ou no Juju da montanha, prende-se normalmente com o fato de esses crentes terem nascido num ponto particular do globo – no fundo, um mero acidente geográfico na sua existência.
Curiosamente, essas pessoas são capazes de aceitar sem pestanejar crenças mirabolantes como o milagre da transubstanciação e a existência de entidades espirituais a que chamam anjos e demônios, mas não crêem com a mesma convicção no banquete celestial que os muçulmanos esperam no paraíso, e muito menos acreditam numa realidade que inclua unicórnios e dragões sem que antes lhes apresentemos razões científicas para tal. Com que justificação acreditam numas coisas mais do que noutras, quando todas se afiguram igualmente improváveis? Arbitrariedade e perversão de toda a coerência lógica são claramente traços essenciais da fé.

Não, definitivamente a fé não é uma virtude nem um estado de graça, como muitos pensam. É apenas a escolha fácil da crença confortável e apaziguadora dos medos. Sem o mínimo de indícios verificáveis não há razão para acreditar para além da própria vontade de acreditar. É absurdo acreditar na “presença real” de Cristo na missa. Eu preferia acreditar que tenho dinheiro em meus bolsos. Se ingerirmos pedaços de hóstia, seremos “salvos”. E se a presença de Deus se encontra nas igrejas, não precisaríamos de pára-raios para nos proteger de súbitos disparos aleatórios. Como observou sabiamente o pensador Pat Condell, a fé não exige qualquer esforço e portanto só pode ser a mais superficial das experiências cognitivas.

Fazemos parte duma cultura que elevou a fé religiosa ao lugar mais alto da hierarquia das virtudes humanas. Alguém que crê que uma peregrinação a Nossa Senhora de Aparecida pode resolver os seus problemas de saúde tem automaticamente maior consideração do que aquele que acredita nos poderes ocultos da bruxaria ou nos efeitos proporcionados pelas pulseiras do senhor do Bom Fim.
Já é hora de reconhecermos que a “fé” não é nada mais do que a licença que as pessoas religiosas dão umas às outras para continuar acreditando, quando não há razões para acreditar. Ou uma pessoa tem bom motivos para acreditar naquilo que acredita, ou não tem. Se houvesse boas razões para acreditar, que Jesus andou sobre as águas , ou que Maomé voou para o céu em um cavalo alado, essas crenças necessariamente fariam parte de nossa descrição racional do universo. Todos reconhecem que confiar na “fé” para decidir sobre questões específicas de fatos históricos é ridículo – isto é, até que a conversa se volte para a origem de livros como a Bíblia e o Corão, a ressurreição de Jesus, as conversas de Maomé com o arcanjo Gabriel ou qualquer outro dogma religioso.

O que é, exatamente, que torna uma crença mais respeitável do que as outras? E porque não tentar resolver os problemas dirigindo orações ao Monstro do Espaguete Voador, a deidade principal do Pastafarianismo? Como nos diz o filósofo Sam Harris, a única razão pela qual uma das opções constitui um passaporte direto para uma instituição psiquiátrica e as outras não, é porque algumas convicções são partilhadas por um grande número de pessoas há demasiado tempo.
Claro que todos temos todo o direito de abraçar as imposturas que bem entendermos, contanto que não ponhamos a vida de ninguém em perigo (o que, tratando-se de fé religiosa, nem sempre é garantido). Se a religião permanecesse uma questão dentro de si mesma, uma neurose do foro privado de cada um, pouco haveria a objetar quanto a ela.
O problema é que a aceitação cega com que se acolhe artigos de fé inconsequentes, é a mesma que se concede às doutrinas da Igreja relativas a assuntos muito concretos da sociedade e do mundo. Tacitamente e sem muito questionar, os crentes reconhecem no clero autoridade competente para deliberar sobre assuntos da moral e da ética, aprovando por conseguinte as doutrinas retrógradas e preconceituosas que deles emanam sobre matérias tão importantes como, por exemplo, a sexualidade, o aborto e a eutanásia. Eles próprios vão incutindo naqueles que lhes estão mais próximos, posições dogmáticas sobre estes e outros assuntos, desencorajando assim as mentes a uma reflexão franca e puramente racional sobre estas e outras questões tão importantes.

Minha fé em geral não me priva de nada, apenas minha moral me priva... e mais importante que isso e encontro explicações para meus infortúnios no naturalismo e no acaso. Exemplo: Se alguém próximo morre de forma estúpida, consigo na maioria das vezes achar o erro humano causador e impor a esse erro essa tragédia... por mais doloroso que chega... sei que as reações foram causadas por ações... Outro exemplo, não me privo de nada, assim se um dia tiver um câncer de estômago por exemplo, saberei que além da predisposição genética o alcool que consumi, mesmo que de forma moderada possa ter sido a causa. Se não me esforçar e trabalhar dobrado, provavelmente levarei um vida ordinária. Assim, mesmo tendo fé que a teoria da evolução é real, as ações e reações que sinto por aqui são explicadas de forma satisfatória pela minha crença.. assim a minha fé nada tem a ver com a falta de explicações, razões ou motivos...

Já com o religioso é diferente, para todos os casos acima, existe uma variável nessa equação que na minha não tem, que é a vontade de deus...
Me diga, para você aceitar que sua filha morreu, foi estuprada e morta por bêbados, mas que isso estava em um plano... isso sim requer fé concorda?...
essa é a minha pergunta entendeu?
Nesse caso a fé é válida para aceitar uma crença?
Você poderia pensar sobre o “problema do mal” que: como crente pode passar  por sofrimento pessoal e provações. Deus não promete nada diferente. Entretanto no futuro haverá diferença! Deus prometeu a seus filhos um futuro de felicidade perfeita.

Assim fica complicado entender por que você mesmo sendo um crente, coisas ruins lhe aconteçam... e sempre a resposta é a mesma, são os desígnios do Senhor.
Em nome de Deus as falsas promessas. Se passarmos uma faca em nossos prepúcios, orarmos na direção certa ou ingerirmos pedaços de hóstia, seremos “salvos”.

Acho que temos direito a pelo menos três conclusões provisórias. A primeira é que a religião e as igrejas são fabricadas, e que esse fato é óbvio demais para ser ignorado. A segunda é que a ética e a moralidade independem de fé, e não podem derivar dela. A terceira é que a religião é – porque alega ter uma imunidade especial e divina para suas práticas e crenças – não apenas amoral, mas imoral. Aqueles que alegaram ter um mandato divino para a crueldade  (poderia citar inúmeros exemplos) foram corrompidos e falsificados pelo mal e pela perturbação mental,  e também constituem um perigo maior.

Não temos como saber os nomes de todos esses homens e mulheres , que em todas as épocas e lugares, foram submetidos a uma repressão impiedosa. Pela mesma razão, também não temos como saber quantas pessoas ostensivamente devotas eram secretamente descrentes. Nem quantos arquitetos, pintores e cientistas estavam preservando seus pensamentos íntimos do escrutínio divino.

Nossa espécie nunca ficará sem insensatos, mas eu ouso dizer que deve ter havido pelo menos tantos idiotas crédulos que professaram a fé em Deuses quanto tem havido parvos simplórios que concluíram o contrário.  Pode ser pouco modesto sugerir que as chances beneficiam bastante a inteligência e curiosidade dos ateus, mas o caso é que alguns humanos sempre perceberam a improbabilidade de Deus, o mal feito em seu nome, a probabilidade de que ele seja feito pelo homem e a disponibilidade de crenças e explicações alternativas menos danosas.

Uma visita ao hospício mostra que a fé não prova nada. — Friedrich Nietzsche

“Fé” significa não querer saber o que é a verdade. — Friedrich Nietzsche

O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão. — Benjamin Franklin

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/05/capitulo-32-crenca-religiosa-faz-as.html
http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2012/05/o-maior-acobertamento-da-historia_26.html
http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/05/com-que-fim-deus-criou-os-homens.html
http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2012/05/o-problema-do-mal-deuses-nao-existem.html

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