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27 de junho de 2012

Mercadores da Fé - Dízimo-Bízimo-Trízimo


Mercadores da Fé

     O que vale para o capitalismo, vale para o mercado das religiões. Algumas destas são maiores do que outras, possuem maior penetração em determinados mercados, têm franquias espalhadas pelo mundo, utilizam-se de propaganda em vários meios de comunicação, algumas cobram uma quantia dos fiéis - é o nome dado aos clientes das religiões - para que estes possam receber, no futuro, a mercadoria vendida.

     Os mercadores cristãos se propõem a entregar uma mercadoria popular, através da benção, para os mais pobres e necessitados, para os mais fracos, os mais doentes, entre outras categorias de posição mais baixa dentro da pirâmide social. A venda, é claro, realiza-se ao custo de um certo privilégio para os negociantes, os assim denominados sacerdotes, que, na imensa maioria das vezes têm muitas posses e são bem-mal-instruídos ( ou muito bem), apenas fazem uso de seu poder mutante de picaretagem suprema, enquanto o mercado consumidor é, na maioria, pobre e de humildes que aceitam esse discurso.

      No cristianismo, o produto principal, Deus e seu filho marqueteiro do vinho Jesus, é produzido à baixo custo, e por isso mesmo é muito cheio de falhas e problemas. Entretanto, só após a Empresa Igreja Católica perder força é que os consumidores começaram a ter mais liberdade de reclamar. Até então, se alguém estivesse insatisfeito com o produto e dissesse isso em voz alta, certamente seria morto, através de uma fogueira, ou forca. A mercadoria foi baseada em outra mercadoria vendida aos egípcios em 3500 antes de cristo, seu nome era Hórus, quase ninguém conhece o produto original, por isso, pensam que não o produto deles, mas sim o dos outros são pirateados.
O judaísmo é a mãe do cristianismo, o pai ninguém sabe quem é, já que sempre andou entre muitos homens.
     No judaísmo, deus é JHVH, como se pronunciaria essa palavra? Realmente, não pode ser pronunciado! JHVH é basicamente o mesmo deus que Deus, porém, mais furioso e justiceiro, assim como o motoqueiro fantasma.
     Os mercadores judeus foram os pioneiros na arte do comércio, inclusive, modificaram sua mercadoria original, JHVH, e venderam para outros, que adicionaram ou retiraram componentes, e renomearam o produto, como é o caso do cristianismo, islamismo e dos rastafaris. Entretanto, a mercadoria JHVH é infinita, e pode ser vendida pelos mercenários para infinitas pessoas, e não se acaba! Por isso, os mercadores judeus ainda possuem o seu JHVEH, doberman guardião do seus donos, os judeus. Para os mercadores judeus, apesar deles terem vendido (ou foram expropriados) o seu JHVH, todos os outros são gentios, são impuros, ou seja, não são considerados como iguais. Para os judeus, eles são os escolhidos, enquanto os outros são condenados, e devem ser absorvidos pelos escolhidos de JHVH.

    O cristianismo é a religião-empresa que possui maior penetração no mundo, por permitir uma série de modificações na embalagem da mercadoria original, cujas negociações iniciais foram feitas por Constantino que dou 10% da sua renda.
Entretanto, esses "aprimoramentos" foram, na verdade, modificações realizadas de modo a fazer com que as pessoas se viciassem na mercadoria, trazendo, assim, um grande mal ao mundo. Mas na verdade, um dos colaboradores do livro, um tal de Deuterônio, pregava a morte de quem não seguisse as ordens descritas no livro, escravidão, submissão do sexo feminino, e o domínio de povos ao redor da sua vila.
     O grande problema é que as religiões-empresas atuais nunca entregam a mercadoria prometida, pelo menos não se tem tal conhecimento. E apesar disso, este mercado não é regulado por leis de proteção ao consumidor, nem tão pouco por leis de comércio internacional. Embora alguns entrem na justiça para reaver o prejuízo.

     Para os pentecostais e outras no meio evangélico, a pobreza é resultado do fracasso pessoal, não de um sistema econômico injusto. A todos a igreja oferece  consolo e, muitas vezes, também uma porta de saída para escapar do crime, do vício e da solidão. Mas cobra caro por isso. Baseada numa particular Teologia da Prosperidade, a Universal, fundada, chefiada e liderada pelo bispo Edir Macedo, emprega quase dez mil pastores e milhares de obreiros, prega que a maior expressão da fé são as oferendas de dinheiro (10% de seus ganhos mensais- o dízimo), além de cheques pré-datados, tíquete-refeição, vale-transporte, 13º salário e cartões de débitos maiscedo (e créditos). A idéia  de que, “toma-lá, dá cá” e “quanto mais se doa, mais Deus dá de volta”, levada ao paroxismo pela eloqüência dos bens treinados pastores da Universal, já fez com que almas crédulas arruinassem suas finanças, seu casamento, sua vida.
       Quando a graça divina não é concedida, a culpa nunca é do b$spo, de Deus ou Jesus, mas do próprio cristão, que teve pouca fé e não se empenhou como deveria. Como se redimir? Aumentando o ritmo das doações financeiras (o trizímo) à igreja, 10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo, como prova a Deus, é claro. Duas vezes por ano, para o rebanho de 8 milhões de fiéis, é organizada a Fogueira Santa de Israel. Trata-se de uma campanha, para estimular as pessoas a fazerem doações altíssimas,  jóias, carros e até imóveis, para mostrar a Deus que aceitam se sacrificar pela igreja.

      A luta pela hegemonia dos mercadores de Deus sempre foi ferrenha, e está longe de terminar. Como todos reivindicam que a sua é a verdadeira mercadoria, sobre a qual teriam todos os direitos, naturalmente surgiram conflitos. Nesses embates, alguns tentam ser mais diplomáticos, mas muitos são mais radicais, o que gerou, e continua gerando, muitas mortes pelo mundo. Um belo exemplo foi o do mercador internacional Osama Bin Laden, que, numa demonstração de pompa e orgulho, tentou pousar seus aviões dentro de dois prédios em Nova Iorque. Este ato imprudente custou a vida de muitas pessoas.

      Os religiosos não gostam quando uso o termo "mercado da fé", por considerá-lo ofensivo e depreciativo. Sinto muito, mas não há como não reconhecer que existe mesmo um mercado da  fé: são contribuições, campanhas, bandas, discos, livros, editoras, programas de rádio e Big Brother das Igrejas na TV, anúncios, cursos, escolas, venda de santinhos e "souvenir", universidades, gravadoras gospel, shows de cantores gospel e agora até (pasmem!) turismo  e cruzeiro marítimo religiosos (este último, o mais novo filão descoberto).
     Embora a motivação seja um "cruzeiro católico", cristãos de todas as denominações são bem-vindos porque esses cruzeiros só são rentáveis se tiverem uma ocupação de mais de 70%. Assim, quanto mais turistas, maior o lucro. Mas a experiência já deu certo no ano passado quando houve a lotação máxima e tem tudo para dar certo neste ano também, a despeito da ausência do padre cantor Fábio de Mello, principal atração do cruzeiro anterior (seu cachê é muito alto, tanto ou mais do que o de Roberto Carlos, mais do que o do Fábio Júnior e mais do que o de Agnaldo Rayol). O cruzeiro é de apenas 4 dias, no litoral Rio-Santos, com pagamentos parcelados em 10 vezes, "sem juros", segundo a CNBB, Regional Sul e a agência "CNS - Viagens Religiosas" (sim, já existem agências de viagens especializadas). Ora, se isso não é um tremendo marketing religioso para um mercado composto de um  público pré-selecionado e com altas motivações para adquirir o pacote turístico, o que mais seria? Como denominar um esforço empreendedor dessa envergadura?
      Falando em turismo e peregrinação, quero lembrar que o Vaticano agora tem interesse em turismo também com excursões a "lugares santos" (muitos criados pela família Constantino), numa forma de enriquecimento interior.
      O Vaticano através da agência de viagens Ópera Romana Pellegrinaggi, ligada à igreja, freta aviões personalizados, decorados e abençoados pelo próprio papa Bento XVI, que dá garantia de chegada e volta, a diversos países como Espanha, Portugal, Itália, Egito, Israel, Polônia e França. Tudo bem, é apenas mais um negócio rentável entre tantos no "mercado da fé"!

     Mas, imagine, um avião “benzido” pelo papa, em plena pane e os passageiros crentes rezando o Pai Nosso ! Mais delicada ainda, seria a situação dos não-crentes, enfrentando a possibilidade do fim, apegando-se a que ? ao Big-Bang ? ao Grande Fluxo da Vida ? a Teoria das Cordas ? Ah...quem consegue, pode rezar simplesmente para que o piloto seja muito, muito bons !.

     Quem não consegue se ver em nenhuma dessas situações , entende, porque o Senhor das Barbas, o Deus Pai e seu filho tradicional ainda estarão entre nós por um bom tempo.

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