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9 de maio de 2010

Tese I: "Deus criou a Terra e o homem"

Tese I: Deus criou a terra e o homem

“No princípio, Deus criou o céu e a terra”.

Com essas palavras simples mas fantásticas, começa o Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. A criação inteira levou 6 (seis) dias, mas o Universo é bilhões de anos mais velho, com estrelas novas que constantemente se formam. Terá sido um ser todo-poderoso e sobrenatural que criou, segundo seu desejo e vontade, o céu, a terra e depois o homem, à sua semelhança ? A interpretação bíblica põe no princípio uma idéia, Deus, cuja autoridade absoluta torna e qualquer dúvida ou interrogação desnecessária e cuja vontade fez surgir o homem e o mundo tal como se apresentam. Não admira, portanto, que a idéia de um Deus, Zeus, Alá, um Buda, um Gaia, criador, único, tenha derrotado e extinguido, complicados mitos politeístas em vastas regiões do mundo e ainda hoje metade da população mundial crê nas primeiras palavras do Livro Sagrado.
Julgamos que todos os povos do mundo sentiram a necessidade de uma intervenção da própria origem, servindo sempre essa interpretação de base à respectiva concepção religiosa. No concernente às tradições dos povos: na Índia um elefante sustentando o globo; no Peru tudo é feito pelo Sol; no Canadá o grão-lebrão é o pai do mundo; na Groelândia o homem saiu de uma concha; a Escandinávia, enfim, viu nascer Asko e Emla; Odino lhes deu alma, Hoenerus o entendimento e Louedur o sangue e a formosura. Egípcios há seis mil anos atrás tinham o seu Deus único e outros milhares de deuses (quase idênticas àqueles dos hebreus e dos muçulmanos em períodos posteriores). O fundador da seita Jônica, considerava a água como princípio universal.

Muitas vezes, as histórias de nossa origem careciam de lógica interna, pelo que as explicações ou os deuses adicionais, se viram forçados a suprir as carências lógicas dos mitos , como acontece até hoje. Esse tipo de lacuna abalou finalmente até a inquestionável autoridade do Gênesis. Por um lado, foram os próprios crentes que, através de uma interpretação demasiado literal da Bíblia, levantaram dúvidas acerca da veracidade da Sagrada Escritura. Em 1650, o teólogo inglês James Ussher, entre outros, deduziu que Deus criou o mundo no ano 4004 a.C. Por outro lado, as discrepâncias entre as palavras da Bíblia e as próprias não cessaram de aumentar.
Copérnico através de cálculos matemáticos e baseando-se em estudos recebidos de cientistas italianos, descobriu que a Terra não se encontrava no centro do universo e a astronomia só virou uma ciência em 1609, quando Galileu fabricou o primeiro telescópio.
Charles Darwin, já havia feito observações que apontavam que todos os animais descendiam de um mesmo ex-símio ancestral comum. Charles Darwin, filho de Erasmo, por meio de sua Teoria da Evolução, derrubou o homem do trono em que se encontrava ao julgar-se o “rei da criação”. Hoje sabemos com toda a certeza, de que os humanos não foram criados instantaneamente do pó e sopro, mas evoluíram em milhões de anos de formas mais simples de vida. Depois de criar os animais, Deus deixa a cargo de Adão dar nomes a eles (Gên:2-20). Nomear os vários milhões de espécies devem ter mantidos Adão ocupado durante algum tempo. Porém os animais não foram criados instantaneamente do chão, mas evoluíram em milhões de anos e ainda não temos todos os nomes deles. A cada ano são descobertas dez mil novas de insetos.
Mas, de que maneira foi criado o homem ? Teria Deus dado ao Universo uma tendência criadora especial cuja finalidade seria o homem ? Teria Deus interferido por meio de “impulsos especiais”, na evolução natural da Terra e do universo, de modo a criar-nos à sua semelhança ? Ou teria Ele até mesmo ordenado, segundo especulações do autor suíço Erich Dänicken, a seres de outras estrelas que “fabricassem” o homem neste planeta ? Ou terá sido tudo um simples acaso ? Essas suposições, abordaremos neste livro.

Uma pergunta realizada desde os tempos mais remotos. Quem nasceu primeiro: O ovo ou a galinha? A explicação do americano Cristopher Langan, tido como o homem mais inteligente (QI 195 pontos) da América que é a mesma de outros genetecistas e especialistas em ciências da evolução:

“Graças à genética moderna, podemos ter certeza de que o ovo veio antes. As mutações que separam uma nova espécie de seus pais geralmente ocorrem no DNA reprodutivo, presente em óvulos e espermatozóides. É isso que dá origem a novas espécies.”

Está também timidamente surgindo uma nova interpretação, mais “moderna”: são os chamados adeptos do Design Inteligente, que acreditam que o mundo foi criado por uma força pré-existente. É uma corrente antievolucionista, mais adaptada aos tempos modernos que propõe uma nova abordagem e que não usa a palavra “Deus”. São novos criacionistas. Segundo eles, como a evolução não aconteceu, a vida só pode ter sido criada por uma inteligência pré-existente. Os partidários do Design Inteligente acreditam que algo, seja um Deus ou até mesmo um extraterrestre, seria o responsável pelas criações da maioria dos seres na Terra, em oposição ao darwinismo, que responsabiliza o mecanismo de seleção natural pela evolução dos seres vivos, inclusive o homem. Em outras palavras, eles não apelam para nenhuma divindade, mas presupõem uma entidade externa e suprema, que não criou o mundo em seis dias, mas também não negam inteiramente o Gênesis. Qual o objetivo do Design Inteligente ? Negar a prova esmagadora da Teoria da Evolução humana, conforme comprovado até hoje, ou impor as suas crenças, com o “objetivo” de tentar unir ciência e religião, não importando se cristã , espírita ou islâmica. Para eles Gênesis, a interpretação, conforme Todd C. Wood, geneticista do Instituto de Pesquisas da criação, seria esta:

“Deus criou o organismo no Gênesis
em um estado maduro, e o genoma é o banco de dados
que garante sua continuidade no estado maduro”

Um grande número de pessoas crédulas dos livros sagrados, continuam ainda hoje,após milhares de anos a preferir as palavras textuais do Gênesis às modernas interpretações científicas do fenômeno da criação e evolução que atestam como é antiga a vida na Terra e mais antigo ainda o nosso planeta.


Vejamos outro exemplo do passado, quando Copérnico disse ao Papa:

“É uma coisa bem pequena e tenho todas as provas de que a Terra é redonda., é o trabalho de toda a minha vida, e isso não vai afetar a sua religiosidade”.

O Papa disse:

“Você não entende. A questão não é se isso afeta a nossa religiosidade ou não; a questão é que a Bíblia é o livro de Deus, o livro sagrado. Se for provado que uma afirmação na Bíblia está errada, isso terá grandes implicações: primeiro, que Deus pode estar errado. Nós não podemos aceitar isso”.

Eles nem mesmo podem aceitar que o papa possa estar errado, então o que dizer sobre Deus. O papa é um político, representante distante, então o que dizer sobre Deus, Jesus representa Deus, o papa representa Jesus – não diretamente, mas através de centenas de papas que morreram antes dele. Ele está conectado com Jesus através deles, e Jesus tem uma linha telefônica direta com Deus. Apenas uma afirmação contra a Bíblia, se for válida, torna Deus falível. E isso não pode ser aceito. Isso cria suspeita sobre a inspiração divina e pode destruir a fé cristã, nada na Bíblia pode estar errado.
Na interpretação de Mencke:

“A velha noção antropomórfica de que todo o universo se centraliza no homem – de que a existência humana é a suprema expressão do processo cósmico – parece galopar alegremente para o balaio das ilusões perdidas. O fato é que a vida do homem, quanto mais estudada à luz da biologia geral, parece cada vez mais vazia de significado. O que no passado, deu a impressão de ser a principal preocupação e obra-prima dos deuses, a espécie humana começa agora a apresentar o aspecto de um subproduto acidental das maquinações vastas, inescrutáveis e provavelmente sem sentido desses mesmos deuses”.

Os cristãos e crentes no Criador, para conquistar o benefício dessa oferta maravilhosa, devem aceitar o fato de antes do nascimento de J.C., houve o pecado de Adão. Que Eva nasceu da costela de Adão. A mulher se tornou uma ramificação do homem. Estava criado o cenário do drama humano, ainda por cima “pecaminoso”. Se Adão e Eva estavam predestinados a comer da fruta, por que foram punidos por isso? Quem é o verdadeiro culpado, se o que fizeram foi sob supervisão divina? A partir de então, o pecado será uma questão que afeta não apenas o relacionamento dos seres humanos com Deus, mas também seu relacionamento com os outros, alvo de seus atos intencionais e violentos. O mesmo Adão que gerou o seu primeiro filho aos cento e trinta anos, teria vivido mais oitocentos. A Bíblia conta dez antepassados desde Adão, o primeiro homem até o Dilúvio. Os cristãos fundamentalistas estão errados ao dizer que a Humanidade veio de um único casal. Isso é geneticamente impossível.
Dessa forma os cristãos, com suas parábolas religiosas, metáforas, alegorias, devem assumir os fatos da história e as evidências da ciência, questões de fé para alguns e perturbador para outros.



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