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9 de maio de 2010

Com que fim Deus criou os homens?

Com que fim Deus criou os homens ?

Deus teria feito o homem para amá-lo e servi-lo ? É o que se acostuma afirmar, o bom Deus, o teria feito “a sua imagem e semelhança”. É uma grande inverdade , mentira e calúnia, contra a qual me insurjo. Acho que tais motivos fúteis, desnecessários, são indignos de um “ser superior”, onipotente , onisciente, onipresente e sobretudo auto-suficiente.

Como humanista e livre pensador, não acredito, nessa alegação. O “criador” não teria colocado o homem sobre a face da terra, sabendo como sabia que sua criatura iria dar no que deu: um predador da natureza, um lobo de si mesmo. Quando se é jovem sempre se está inclinado a receber como verdade toda a frase de efeito de religião. Durante os últimos dez anos , estou com sessenta hoje, com ela não concordo, pois acredito no auto-conhecimento e na crença do amor interno livre e adulto, livre de qualquer Deus . Não creio no fatalismo religioso, como os cristãos e principalmente os islâmicos. Eles acreditam que tudo está antecipadamente definido por Alá, o que é a total negação da autonomia da liberdade humana. Ninguém jamais conseguiu me convencer nesses últimos anos, de que o nosso destino está escrito em algum lugar, num livro qualquer, no céu ou na Terra, nas fases da lua, na posição dos astros, na palma de nossas mãos, em anjos, santos, fadas, etc...

Acredito, ao tomar conhecimento de fatos tidos como fantásticos e surpreendentes na lei das probabilidades e coincidências. Um avião levanta vôo de um lado, no mesmo tempo em que um outro aparelho learjet decola de um aeroporto situado na margem oposta. Horas depois voando sobre a Amazônia, eles se encontram e se chocam em enorme altitude. Quando tal fato acontece, não falta quem diga que a tragédia ocorreu porque assim estava escrito. Escrito onde, por quem ? Pela fatalidade, respondem alguns. Por Alá, dizem ou por um outro Ser Superior, dizem outros, pelo destino afirmam muitos, para unir os mortos num plano superior do Criador. Não creio na resposta mais freqüente segundo tudo emana da vontade de um ser superior. Não só nego, como me revolta esse tipo de ignorância humana, pois se realmente existisse um ser superior, não se permitiria cometer maldades tais. Outro exemplo. Vítimas fatais de acidentes de trânsito. Acredito no fator acaso, o que se define de sorte ou azar. Algo que nunca foi explicado pro qualquer tratado filosófico.
Criou-se o homem na Terra, a religião com suas hipóteses de deuses, as drogas com suas dependências físicas e os viciados para serem salvos ou morrerem conforme os desígnios do criador. Deus não intervém em nossa realidade como se fôssemos marionetes Dele. Ele teria mais e melhores coisas a fazer e, não, “foi à vontade de Deus”.

A Terra fendeu-se, aconteceram terremotos e desastres naturais como erupções de vulcões e enchentes. Os stunamis, os furacões - Katrina e outros - anuais liquidam milhares de vidas inocentes, inclusive de crianças que brincavam e dormiam, de homens e mulheres de fé que amavam, rezavam para seus deuses e santos ou trabalhavam naquele momento. Essa pobre gente todos afogados e mortos. Morreram falando com e rezando para um amigo imaginário. Foi porque assim o determinaram os “desígnios divinos”, quem afirme assim, dizem muitos. Não creio, pois a Terra é do homem, não é de nenhum Deus, somos livres de deuses, deuses não intervêm em nossa realidade diária e nem na vida de bilhões de pessoas. A obra divina é a nossa própria independência. Se existem deuses, podemos pressupor, que então estes seriam os médicos, esses sim, tem o poder da vida e da morte. Muitas vezes são obrigados a tomar a decisão de quem vai viver ou morrer antes de entrar nas emergências médicas , super abarrotadas e sem recursos e sem leitos para internação cirúrgica de emergência nos hospitais públicos do mundo.

A calamidade mundial do vírus HIV (Aids), e existe uma religião que se posiciona contra o uso profilático de preservativos, é obra para punir os homossexuais? Mas não são filhos de Deus ? Não é essa a imagem que faço de Deus, que não pode ser tão cruel assim. Em realidade, quando me contam que nosso planeta, enquanto terra, enquanto obra material, é malfeito, mais e mais me convenço de que ele não é, nunca foi obra divina. Deus (se ele existisse) não seria incompetente assim para construir obras tão imperfeitas e com tanto sofrimento no mundo.

E há, igualmente como vimos antes, a velha questão de quem fez o homem, quando afirmam que foi Deus, por sua semelhança. E porque Deus privilegiou e protegeu um povo em detrimento de outros, como os hebreus acreditavam que fizera?
Deus teria criado o Universo, o mundo, a luz, os animais, as plantas e todo o resto através da palavra. No primeiro capítulo do livro do Gênesis está escrito várias vezes: “Deus disse: faça-se isso, faça-se aquilo...”e as coisas foram sendo criadas. Da mesma maneira também o primeiro homem. Adão, na crença judaica e cristã, foi modelado de barro e ganhou vida com o sussurro divino. Deus dá aos seres humanos “o domínio [...] sobre todo ser vivo”, e todos os animais, “sentem medo” e “terror” diante de nós. O homem é instruído a “submeter” a natureza, e “submeter” é a tradução de uma palavra hebraica com fortes conotações militares. A religião ocidental fez de tudo para afirmar que a natureza não é a história, mas apenas o cenário, que ver a natureza como sagrada era um sacrilégio. Seitas ocidentais sustentavam que, devíamos nos submeter a Deus e todo o resto da natureza devia se submeter a nós. As religiões orientais (hindu-jaina-budista) e o Islã, ao contrário, não se inclinam a considerar a natureza como inimiga. Mas o quê e de que maneira exatamente Deus teria dito para criar tudo? Quem criou Deus? Tudo fruto de antigas tradições e mitologias!

Todos os muçulmanos acreditam que o destino de cada pessoa foi determinado no começo dos tempos e que nenhum mortal tem a capacidade de alterar ou interceder com o plano do Criador , Alah, ou seja se uma pessoa ficasse gravemente doente ou acidente, nada se poderá ser feito e impedir que a pessoa morresse. Pais que se imaginam “Testemunhas de Jeová”, da Igreja, não permitem que seus filhos recebam transfusão de sangue, mesmo em casos de emergência. Na verdade, o verdadeiro problema não é Deus, esse pobre homem que nunca foi visto depois daqueles seis dias quando Ele “criou” o mundo e se ausentou. Desde então ninguém sabe onde ele está, se está doente, ou ficou tão cansado de criar o mundo em seis dias (o Alcorão afirma que foi em seis períodos), que no sétimo descansou...isso é permitido. Mas o que aconteceu na segunda-feira? Nos dias de trabalho você deveria estar de volta. Desde então ele tem estado em férias! É uma eternidade! O mais provável é ele ter nunca existido e ser apenas uma hipótese teológica. A tese de acordo com as religiões e os humanistas, a questão continua sem resposta. A foi criado por B, então Deus de C e Deus de D, e quando chegarem ao fim do alfabeto na letra Z, nada estará resolvido. Então o homem venera , “um Pai nosso que está no céu”, um Deus que não existe, e continua escravizado, esmagado e dominado por essa consciência.
Este mundo, este vasto Universo, que não tem limites, é um contínuo processo de criatividade. Ele ainda está sendo criado e não está completo. Tudo está crescendo, a inteligência do homem está crescendo, sua consciência está crescendo.

A credulidade pode ser uma inocência, ser considerada por alguns inócua em si, mas é um grande convite a que malvados e espertos explorem seus irmãos e irmãs, e portanto campo fértil para umas das grandes vulnerabilidades humanas.

Como escreveu Susan Brownell Anthony:

“Não confio em gente que sabe exatamente o que Deus quer que elas façam. Sempre coincide com aquilo que elas próprias desejam”

Essa vida consiste em pequenos prazeres, mas se juntarmos todos esses pequenos prazeres, sua vida se tornará um prazer em si mesma. Não há necessidade de grandes prazeres para ser feliz

O homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Esse pseudo, essa hipótese de paraíso, é apenas poesia, porque ninguém jamais o viu, ninguém voltou de lá dizendo: “Sim, sou uma testemunha ocular”. Não creio, como livre pensador nas outras idiotices, crenças, supertições e crueldades inventadas que são fáceis de imaginar e culpo as religiões por institucionalizar, propagar e refinar a prática, para terem o poder deste mundo e a bem-aventurança no outro. E no mínimo os “religiosos” deveriam praticar o veganismo.

“Se um Deus bondoso e infinitamente poderoso governa este mundo, como podemos justificar os ciclones, os terremotos, a pestilência e a fome?
Como podemos justificar o câncer, os micróbios, a difteria e milhares de outras doenças que atacam durante a infância ?
Como podemos justificar as bestas selvagens que devoram seres humanos e as serpentes cujas mordidas são letais ?
Como podemos justificar um mundo onde a vida alimenta-se da vida ?
Será que os bicos , garras, dentes e presas foram inventados e produzidos pela infinita misericórdia ?
A bondade infinita deu asas às águias para que suas presas fugazes pudessem ser arrebatadas ?
A bondade infinita criou os animais de rapina com a intenção de que eles devorassem os fracos e desamparados ?
A bondade infinita criou inumeráveis criaturas inúteis que se reproduzem dentro de outros seres e se alimentam de sua carne ?
A sabedoria infinita produziu intencionalmente os seres microscópicos que se alimentam do nervo óptico ? Pense na idéia de cegar um homem para satisfazer o apetite de um micróbio!
Pense na vida alimentando-se da própria vida !
Pense nas vítimas !
Pense no Niágara de sangue derramando-se no precipício da crueldade!”

Robert G. Ingersoll.



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