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9 de maio de 2010

PASCAL: Deus existe ou não existe?

“Deus existe ou não existe ?” A aposta de Pascal

Blaise Pascal, nasceu na França em 1623 e morreu em Paris em 1662. Foi um gênio precoce da geometria e da física, autor aos 17 anos de um Ensaio sobre as Cônicas. Aos 19 concebe uma “máquina aritmética”, precursora das máquinas de calcular. Entre outras obras, em Pensamentos, publicado após a sua morte, temos:

“É pelo coração, mais que pela razão, que Deus se torna real ao homem. Assim, trata-se de vencer as paixões, de cultivar a fé pela obediência, e simultaneamente de procurar na Escritura as provas da verdadeira religião – que tem em Cristo o seu centro medianeiro entre o homem decaído e Deus”.

“Se tudo submetermos à razão, a nossa religião nada terá de misterioso e de sobrenatural. Se chocarmos os princípios da razão, a nossa religião será absurda e ridícula”.

“O homem é, pois, disfarce, mentira, hipocrisia e nada mais, tanto em si mesmo como em relação aos outros. Não quer que lhe digam a verdade, evita dizê-la aos outros; e todas essas disposições, tão desviadas da justiça e da razão, têm uma raiz natural no seu coração”.

“Não podendo curar a morte, a miséria, a ignorância, os homens resolveram, para viverem felizes, não pensar nisso.”

“É o coração que sente Deus, e não a razão. A fé é isso mesmo: Deus sensível ao coração e não à razão”.

“Os homens jamais praticaram o mal tão completo e alegremente como quando o fazem por convicção religiosa.”

Pascal - Investigador, pensador – apologista e moralista dos textos sagrados, polemista ardente e por vezes cruel em matéria religiosa. Travou batalhas nos terrenos da fé e da moral cristã, sua obra “Cartas Provinciais” (18 ao todo), foram relacionadas no Index dos livros proibidos da Igreja Católica. A respeito pronunciou-se Pascal:
“Roma condenou as minhas Cartas; mas o que nelas condenei está condenado no céu – apelo para o teu tribunal, Senhor Jesus!”
Relata que pediu dez anos de saúde para poder escrever sua apologia do Cristianismo, que o mundo viria a conhecer com o nome de “Pensées”, contudo, confessa, Deus lhe deu quatro anos de enfermidade.

Blaise Pascal, em Pensamentos (ed. póstuma 1844), ele apresenta Cristo não como o “Senhor morto” de tantos cristãos, mas o Cristo vivo, sempre-vivo, aquele Cristo que segue com os homens, todos os dias. Amar era para ele a melhor forma de crer, a “razão do coração que a razão ignora”

Consideremos este ponto e digamos o seguinte:
“Ou Deus existe ou não existe.”
Mas qual das alternativas devemos escolher ? A razão não pode determinar nada: existe um infinito caos a nos dividir. No ponto extremo desta distância infinita, uma moeda está sendo girada e terminará por cair como cara ou coroa.
Em que você aposta ?

De acordo com Pascal, de um jeito ou de outro, todos nós jogamos
dados com Deus, mesmo ele não jogando dados com o Universo.
Pascal admitiu que é impossível “provar” que Deus existe – de fato, afirmou ele, a razão humana é incapaz de provar qualquer coisa com certeza. Isso daria a pensar que Pascal era agnóstico, mas não é verdade.
Afinal, para ele, a principal pergunta residia no fato se convinha a
alguém acreditar na existência de Deus, e sua resposta era que você seria tolo se não acreditasse. Isso faz Pascal um teísta, posto que ele tentou mostrar matematicamente que seria um péssimo negócio não acreditar em Deus.

A matemática que Pascal empregou trabalhava no campo das Probabilidades, que ele ajudou a inventar (ele esperava convencer especialmente seus amigos aristocráticos, que eram jogadores fanáticos). Bom, no modo de ver de Pascal, a crença ou a descrença que você possa ter em Deus implica uma aposta.

Ora, se Deus existe e a “Sagrada Escritura” são verdadeira, sua crença, vai dar-lhe (em tese) infinita felicidade após a morte.

Se Deus não existe, tudo o que você teria a perder acreditando nele seriam os prazeres finitos de uma vida finita. Mesmo porque, se você acha que as chances da existência de Deus são próximas de zero – Pascal sugere que elas estão perto de 50% - a única coisa racional que você pode fazer é jogar o jogo. E como qualquer percentagem finita do infinito tende a ser infinita também, o raciocínio mediante este conceito mostra que você deve acreditar em Deus.
Indo pelo outro lado da moeda, se você se recusa a acreditar em Deus e estiver errado, você será condenado às penas infernais, pois será um pecador. E tomando por base que as probabilidades que isso aconteça são enormes, não restaria nada mais a você do que seguir o glorioso Deus e pensar que vai viver feliz para sempre.
É claro que você poderia ainda resistir à razão, mas isso só aconteceria se você permitisse que suas paixões sufocassem o que você tem de melhor. De acordo com nosso amigo Pascal, os desejos podem ser controlados se você proceder como se acreditasse em Deus e participar de bons rituais cristãos, cantar, bater palma, gritar em voz alta nos cultos (caso ache que Deus está, surdo), entrar em transe!!! E se você se acostuma com isso, termina por descobrir que, largando seus hábitos pouco saudáveis, você fica até mesmo mais feliz que antes e isso, na visão de Pascal, é o verdadeiro pagamento da aposta. Interessante, não é mesmo ?

Se você é um desavisado, o argumento de Pascal pode soar “arrumadinho”, mas devemos imaginar que ele era um grande matemático e sabia trabalhar com números infinitos, e como tal processo acaba por se tornar uma tarefa ardilosa. Pela lógica de Pascal, você seria levado à busca de qualquer promessa de felicidade infinita, religiosa ou não, como a coisa mais racional a ser feita, em caso de haver uma remota chance de sucesso. (Digamos que exista 1% de probabilidade de que a Fonte da Juventude exista; você deveria largar tudo agora e ir em busca dela).

Muito bem ! Para que a Aposta de Pascal funcione, você tem que tomar como certas muitas das coisas que ele quer provar – que se Deus existe. Ele é infinito, onisciente, onipotente, e o verdadeiro autor da Bíblia. Mas, naturalmente, existe um número infinito de outras possibilidades – por exemplo – que Deus exista mas que, na realidade, não ligue muito para o comportamento das pessoas ou (o mais danoso para o argumento de Pascal) que Deus exista mas não seja realmente um ser infinito. Ainda há o caso de que Deus exista, mas é totalmente diverso de tudo que se imaginou a respeito dele, parecendo-nos tão estranho quanto nossos pensamentos, sensações e desejos. Ninguém (muito menos Pascal) poderia provar que uma dessas descrições de Deus seja mais acertada do que outra, mesmo porque, ninguém andou batendo um papinho com o Todo-Poderoso nos últimos milênios, a despeito do que o pessoal tem alegado. Alegado, mas sem provas.

Voltando ao assunto, é muitíssimo difícil agir do que Pascal gostaria de admitir. (E supõe-se que Deus haveria de saber se você estava sendo sincero ou só jogando, afinal ele é onisciente, certo? )

Imaginar que devemos acreditar num Deus, apostando todas as fichas nele porque essa seria a melhor idéia mostra o quão tola e egoísta é essa mente e mais prova que Deus não pode ser bondoso assim..
Se eu preciso acreditar nele para ter certeza de ter uma vida plena de satisfação e bem-aventurança, com uma promessa de pós-vida
assegurado, mostra que ele (Deus) é rancoroso, mau e que não ama tanto assim seus filhos, pois só ajudará aqueles que o venerarem.

Afinal, ele é (em tese) onisciente e sabe de antemão qual número
eu apostarei na roleta celestial.

Tão bondoso assim, só para os donos dos cassinos, em especial os que pertencem a rede dos índios “pele vermelha” norte americanos, que estão construindo o cassino mais caro e luxuoso do mundo na Ásia!

No âmbito da natureza humana, prazeres certos geralmente prevale-
cem sobre os incertos, por mais sedutores que sejam estes últimos. No
calor da paixão, possibilidades infinitas podem vir a parecer bem infi-
nitesimais. As provas de que Deus é impotente ou é mau e não protege a humanidade estão por toda parte nas calamidades e no comportamento humano. A crença em alguém que lhe proverá de bênçãos e presentes, que o livrará do sofrimento e não sei mais o quê mostra que, no fundo, as pessoas acreditam para ter algo em troca, o que é ridículo e justifica a frase de Einstein:

“Se as pessoas são boas só por temerem
o castigo e almejarem uma recompensa,
então realmente somos um grupo muito desprezível.”

Será que alguém ainda acredita que “As doenças são um castigo dos deuses?” Pois podemos assegurar que são muitos as pessoas, e são os mesmos que acreditam em astrologia, que sexta-feira 13 é dia de azar e tem fé e oram para que Deus e JC possa curá-las. Para elas isso significa que há um dedo de Deus na decisão sobre quem deve adoecer e quem deve continuar sadio e ser curado por meios “sobrenaturais”. São muitas as pessoas no mundo que consideram doenças como a AIDS, por exemplo, um castigo de Deus. Elas são fatalistas e não acreditam que a pessoa tem livre-arbítrio mas que é Ele que determina os seus destinos.




********************

“O coração tem razões que a própria razão desconhece”

Blaise PASCAL

Um comentário:

Anônimo disse...

A APOSTA DE PASCAL !

Uma das formas mais usadas pelos crentes em Deus para tentar provar a existência dele ou para tentar fazerem as pessoas acreditarem no suposto deus é se utilizando da aposta de PASCAL em que ele faz as seguintes afirmações:

* Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.

* Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, não terá perdido nada.

* Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, não terá perdido nada.

* Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.

Posso provar facilmente que PASCAL ESTAVA ERRADO, para começarmos todas as religiões que acreditam na salvação eterna exige muito mais do que o simples fato de que a pessoa acredite em Deus.

Judeus: Exigem a circuncisão
Cristãos: Não se pode sexo antes do casamento
Mulçumanos: Parte destes são capazes até de se suicidar e matar por causa de sua religião.

Foram só pequenos exemplos das obrigatoriedades das religiões.

Primeiramente deveríamos escolher a religião correta para se seguir levando em conta que atualmente existem nove principais: Cristianismo, Judaísmo, Hinduísmo, Islamismo, Xintoísmo, Sikhismo, Bahai, Jainismo, Mormonismo… a nossa chance de ir para o suposto e hipotético paraíso cai para 11,1%.

Levando em consideração que dentro destas religiões existem vários seguimentos como no Cristianismo existe o catolicismo, o protestantismo, a igreja ortodoxa, a igreja anglicana a probabilidade cai para menos de 1%.

Pascal ainda afirmou que caso Deus não exista e acreditássemos nele nada perderíamos isto é mais pura e falsa mentira, pois muitas religiões exige a automutilação como forma de se alcançar a salvação e seguimentos como As testemunhas de Jeová, exigem que você não doe sangue nem mesmo para o seu filho a beira da morte.

Resumindo: Mesmo se Deus existisse a probabilidade de que você fosse salvo é de 0,00000(alguma coisa) e não de 50%

pelo raciocínio de Pascal bastando acreditar para ser salvo e crendo em Deus e tendo uma religião você vai perder muita coisa sim, podem ser 10% do seu salário, mulheres, homens, felicidade, conhecimento, momentos de alegria e a verdadeira liberdade que nos foi concedida pela natureza.

Autor: Paulo Silva
muito cético sempre do lado do bem e da verdade.

Fonte: http://livrespensadores.org/artigos/refutando-a-aposta-de-pascal/