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9 de maio de 2010

A Pré-História... Onde fica o cemitério dos deuses mortos ?

A Pré-História e os primeiros humanos

A idéia de Pré-História está ligada também ao Pensamento Eurocêntrico, que contempla a noção de progresso histórico, ou seja, a humanidade evoluiria de estágios menos aperfeiçoados para situações melhores, “conforme o tempo passa e as civilizações se sucedem”. A pré-história corresponderia a um período em que a humanidade estaria ensaiando seus primeiros passos, em que ainda não se organizava em civilizações e engatinhava no domínio de tecnologias essências, como o uso de fogo, dos metais... Ora, assumir que a história começa com a invenção da escrita, mais ou menos 4 mil anos antes de Cristo, leva a acreditar, dentro da perspectiva evolucionista, que à parte da humanidade que havia elaborado sistemas de escrita já “havia se desenvolvido” ,enquanto os grupos cujo desenvolvimento tecnológico corresponderia ainda aos padrões da Idade da Pedra estariam “atrasados”,
Essa idéia permitiu às nações européias considerarem-se superiores
às outras sociedades humanas e serviu para justificar a conquista de pó-
vos, nações, reinos e até de continentes inteiros, geralmente acompan-
hada de violência, exploração, escravização, muitas vezes apresentada
como um “favor” aos submetidos e uma “missão” divina dos conquista-
dores, já que servia para “melhorá-los”, para “civiliza-los”.
Considera-se que não é possível comparar duas culturas diferentes para tentar estabelecer a superioridade de uma em relação a outra, pois nosso julgamento estaria limitado pelos nossos valores (índios tinham seus valores e brancos outros). Tudo depende do ponto de vista. O que sabemos da Pré-história devemos aos fósseis e objetos encontrados nas escavações paleontológicas, que começaram a ocorrer principalmente a partir do século XIX, estenderam-se por todo o século XX e freqüentemente nos oferecem novas descobertas. As pesquisas começaram quando os pesquisadores ficaram convencidos de que os seres humanos tiveram ancestrais biológicos (somos descendentes dos macacos), e isso só foi possível com as descobertas científicas de Darwin.

Para que o macaco se transformasse em homem-macaco, os hominídeos que surgiram na África, levaram outros 300 mil anos para que começasse a andar de cabeça erguida, e matar as suas presas com instrumentos de pedra.
Os primeiros do gênero Australopithecus, diferenciavam-se de outros
primatas pela dentição semelhante à do homem atual, andar bípede e
postura ereta. Uma das espécies ainda era capaz de criar ferramentas e
utilizar instrumentos rudimentares e os instrumentos de pedra. Alguns
desses vestígios, que é posterior ao Australopithecus, foram encontrados
especialmente no Quênia na Etópia e na Tanzânia, em Java e na China.
Quando os primeiros homens caçadores humanos começaram a perse
guir suas vítimas , acossando-as até o esgotamento, o Homo habilis já
havia se tornado o Homo erectus, mais forte e pesado.
Do Homo erectus teriam evoluído o homem de Neandertal e o homem de Cro-Magnon, até chegar à espécie humana atual, há no mínimo 500 mil anos. Durante a evolução física, o homem foi se tornando mais hábil com as mãos, aprendendo a utilizá-las como instrumento de trabalho, o desenvolvimento do cérebro favoreceu a capacidade de raciocino, permitindo-lhe criar ferramentas que facilitavam suas atividades, como preparo de alimentos e, desenvolver suas criatividade e sua capacidade cerebral. Um dos primeiros períodos foi o Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada de 2,7 milhões de anos até 10.000 a .C., quando se dedicou a retirar da natureza seus meios de sustento, através da caça e pesca, em constante busca e deslocamentos para novas áreas.
Na história do homem, após o período da glaciação, surgiu a “revolução neolítica” ou agrícola, abrindo caminho para o período Neolítico ou Idade da Pedra Polida, que se estendeu de aproximadamente 10 000 a . C. a 4 000 a . C., criaram o arco e flecha e utilizaram largamente o fogo, começaram a usar a madeira, para construção de moradias e canoas como para a fabricação de instrumentos de defesa e habilitado a produzir também armas mortíferas mais eficientes. Por meio de técnicas de fundição pelo uso de metais que começou a ser conhecida como Idade dos Metais. Supõe-se que o bronze foi utilizado em diversas áreas do Oriente já por volta de 4 000 a . C., alcançando a Europa e o mundo mediterrâneo cerca de 2 000 mil anos depois.
O desenvolvimento de aldeias em cidades levou ao início da organização de Estados e da escrita (surgidas primeiramente ao que parece, no Oriente próximo, no Egito e na Mesopotâmia. Marcaram o início das primeiras civilizações e a era do homem pré-histórico chegara ao fim.
Cinco mil anos, depois da descoberta do ferro, inventou também a dinamite (”a fé passou a remover montanhas, a dinamite então nem se fala”) e seus métodos de matar tornaram-se ainda mais mortíferos e quase perfeitos.
Foi provavelmente devido às glaciações que bandos de homens paleolíticos chegaram ao continente americano, expulsos de suas regiões de origem, há dezenas de milhares de anos, ou 15 mil anos atrás e outros afirmam, pouco menos de 100 mil anos. A vinda teria sido pelo norte, pelo Estreito de Bering, provavelmente pelos asiáticos
e ao sul, pelo Oceano Pacífico, atravessado por habitantes da Austrália e das ilhas polinésias.
As civilizações, Incas, Maias e Astecas, eram muito desenvolvidas, com enormes cidades, deuses próprios, mitos da criação e vontades divinas. Enquanto Jesus, Buda, Moisés, Maomé, Abraão, eram reverenciados, esses povos morreram sem nunca estarem nas nossas orações. Foram aniquilados, trucidados covardemente pelos enviados cristãos, tudo praticado em nome de Deus e do diabo. Colocados na fogueira, para ver se tinham “alma”. Como pode um Deus divino Projetista, produzir um genocídio indígena desses. Ele estava presente e ao mesmo tempo ausente em detrimento de outros semelhantes. É revoltante, é repugnante, humanos agindo em nome dos seus deuses e dogmas . Se cada homem já tinha seu Deus, o que é feito dos homens criados antes de Adão e Eva, e descendentes de um ancestral comum? Estarão no céu desfrutando do paraíso celeste ou desapareceram para toda a eternidade como os demais animais?
O que foi feito dos homens que viveram na América e morreram há milhares de anos antes da chegada dos “cristãos”, mortos pelos colonizadores e exploradores ?
Estarão no céu, ao lado de outros deuses(as), ou eram considerados seres de outro planeta e não da criação Dele, porque há milhões de anos os índios também acreditavam em outros criadores e seres superiores. Provavelmente o Criador não os teve nos seus planos, um pequeno “lapso de memória” da criação.

Onde fica o cemitério dos deuses mortos ?

Algum enlutado ainda regará as flores de seus túmulos ?
Houve uma época em que Júpiter era o rei dos deuses, e qualquer homem que duvidasse de seu poder era “ipso facto” um bárbaro ou quadrúpede. Haverá hoje um único homem no mundo que adora Júpiter ?
E que fim levou Huitzilopochti ?
Em um só ano – e isto foi há apenas cerca de quinhentos anos – 50 mil rapazes e moças foram mortos em sacrifício a ele. Hoje, se alguém se lembra dele, só pode ser um selvagem errante perdido nos cafundós da floresta mexicana. Falando em Huitzilopochti, logo vem à memória seu irmão Tezcatilpoca era quase tão poderoso: devorava 25 mil virgens por ano. Levem-me a seu túmulo: prometo chorar e depositar uma couronne des perles.
Mas quem sabe onde fica ?
Arianrod, Nuada, Argetiam, Morrigu, Tagd, Goavannon, Gibiniu, Gunfield, Odim, Dagda, Ogma. Ogurvan, Marzin, Dea, Marte, Iuno, Lucina, Diana de Éfeso, Saturno, Robigus, Furrina, Plutão, Cronos, Vesta, Engurra, Zer-panitu, Belus, Merodach, Ubililu, Elum, U-dimmer-an-kia, Marduck, U-sa-sib, Nin, U-Mersi, Perséfone, Tammuz, Istar, Vênus, Lags, Belis, Nirig, Nusku, Nebo, Aa, Em-Mersi, Sin, Assur, Apsu, Beltu, Elali, Qarradu...

Peça a seu vigário que lhe empreste um livro sobre a religião comparada: você encontrará todos eles devidamente listados.

Todos foram deuses da mais alta dignidade – deuses de povos civilizados, adorados e venerados por milhões. Todos eram onipotentes, oniscientes e imortais. E todos estão mortos.”
(H. L. Mencken)

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