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25 de maio de 2010

Capítulo 43: Grandes filósofos gregos

Pitágoras, Sócrates, Platão.
Grandes filósofos gregos

O pensamento grego tinha por base a razão e, por isso, supervalorizava o homem (antropocentrismo), influenciando o racionalismo ocidental dos séculos seguintes até os nossos dias. Sófocles, afirmava:
“Muitos são os prodígios;
entretanto nada é mais prodigioso do que o homem.”


Os artistas e pensadores fizeram da cultura grega uma das mais imponentes pela filosofia e estudo do saber, assim como a filosofia da salvação na Índia e como a filosofia da ética na China.
A civilização grega é igualmente famosa por suas realizações filosóficas. Filosofia, em grego, significa “amor à sabedoria”, ou seja, a busca de explicações racionais para o universo, para a vida, para o homem. Uma prática teórica que tem o todo por objeto, a razão por meio e a sabedoria por fim. Trata-se de pensar melhor, para viver melhor, de forma mais ativa, mais feliz, mais lúcida, mais livre – mais sábia. A verdadeira ciência era a filosofia e a razão constituía a fonte do conhecimento universal. A filosofia no período arcaico da história grega tinha a chamada Escola de Mileto, da qual se destacaram Tales, Anaxímenes e Anaximandro. Na concepção dessa escola, tudo na natureza descendia de um outro elemento básico (água, ar ou matéria).
Buscavam explicações, para o mundo e para a vida, que superassem as compreensões mágicas, mítica e religiosa; perseguiam, enfim, explicações fundadas na racionalidade. Se destacaram também os seguidores de Pitágoras, os Pitagóricos, que desenvolveram também a matemática, e atribuíam aos números a essência do universo, acreditando em sua imobilidade.
Pitágoras, um sábio que dedicou 30 anos a seus estudos em diversas iniciáticas do Oriente, começou seus ensinamentos em Kroton, (Mistérios de Orfeu) onde criou uma escola, que pela primeira vez tomou partido, pelos direitos e oportunidades iguais, tanto para os homens, como para as mulheres. A finalidade da confraria religiosa, cujas doutrinas eram mantidas em segredo pelos iniciados. A finalidade era oferecer aos seus membros uma satisfação interior que a religião externa, oficial, não lhes dava. Quem sabe foi o esse o início que culminou com a Declaração dos Direitos Humanos Universais do Homem e foi inspiração para Ordens Maçônicas.
A Ordem de Pitágoras nos lembra em muito características e rituais e a filosofia da Maçonaria. Era uma sociedade de irmãos que cultivavam a moral e os costumes, uma vez que consideravam o aperfeiçoamento humano e foi politicamente ativa.
A Iniciação Pitagórica exigia uma limpeza do corpo pela abstinência, pelo autodomínio e purificação da mente mediante estudos científicos. Através da repetição de certos rituais e costumes se conseguia, com o tempo, uma definitiva formação da mente e do corpo. Assim, também hoje, nas sociedades iniciáticas, os rituais continuam provocando efeitos de transformação de personalidade de seus participantes. No fim de cada dia, os membros da Escola de Pitágoras, eram obrigados a formular, a si próprios, três perguntas:

O que fiz eu de errado?
O que fiz eu de bem?
O que deixei de fazer e que deveria ter feito?


Os irmãos inicialmente eram exotéricos e depois de um prolongado estudo eram iniciados nos graus esotéricos. O primeiro grau era de Matemáticas. Desenvolviam diversas ciências como a aritmética, geometria, música e tudo que se entendia por ciência naquela época. O segundo grau era dos teóricos, esses eram introduzidos por intermédio dos conhecimentos básicos da natureza e das relações dos números e linhas originais, para o profundo conhecimento do Divino e do destino do homem. O último grau era dos políticos. Eram eles destinados, sendo homens perfeitos, a governar os estados gregos e criar as leis. Esse grau era o ponto máximo da história desta sociedade para qual se orientavam todas as instituições, purificações, ciências e habilidades.
Pitágoras criou elo dentro de uma corrente histórica que até hoje liga a evolução permanente do homem no sentido científico, e mais ainda, no sentido de seu humanismo, pois muitas de suas luzes, provém dele.

Heráclito afirmou que Pitágoras era, entre os homens, o mais perfeito cientista iniciado. No final do século 6 antes de Cristo, opôs-se a certas idéias, afirmando que o universo se achava em constante mudança. Comparou a ordem do mundo à “um fogo eternamente vivo que se acende e apaga conforme a medida”
Os sofistas , pensadores dedicados à crítica das tradições, do Estado, a religião e dos privilégios, e defensores da democracia. Tinham o homem como o alvo de suas preocupações, recriminando os que simplesmente especulavam sobre o universo. Diziam:

“O homem é a medida de todas as coisas”.

A Maçonaria não teria chegado a ser o que é hoje sem esses pensadores e sábios do passado. Os rituais e a filosofia simbólica se baseiam em conhecimentos experiências e iluminação de gerações de sábios que durante a existência milenar da humanidade formaram a Escola Iniciática atual e que sempre evolui com o progresso. Ao contrário de certas religiões com seus dogmas.

Os sofistas não acreditavam em verdades absolutas. Na opinião deles havia visões diferentes sobre o mundo e as coisas, que estavam em contínua transformação.
No final do século V antes de Cristo, filosofia e ciência começaram a se distinguir uma da outra em um processo que seria concluído apenas nos tempos modernos. Nesse período surgiu a Escola Socrática, inspirada no pensamento de Sócrates (470-399 a. C.) cuja filosofia se ocupava primordialmente, do homem e de sua ética.
Para Sócrates que viveu em Atenas, a felicidade e a sabedoria consistiam na prática da virtude. Ao ensinar, ele não assumia a posição de um professor tradicional. Ao contrário, ele dialogava, discutia e fingia que não sabia nada, que era ignorante para forçar as pessoas a usar a razão A partir do pressuposto “Só sei que nada sei”, que consiste justamente na sabedoria de reconhecer a própria ignorância, inicia a busca do saber. Ele estimulava as pessoas a ter opinião própria, mais acertada, pois o verdadeiro conhecimento tem que vir de dentro usando a razão. Durante a conversa conseguia levar o seu interlocutor a ver os pontos fracos de suas próprias reflexões. Todo aquele que conhecesse o bem nunca praticaria o mal. ‘Conhece-te a ti mesmo”, era uma de suas máximas.

Sócrates acusado de “corromper a juventude” encontrou a seguinte acusação afixada em praça pública, conforme costume ateniense:

“Sócrates é culpado de crime; primeiro, por não adorar os deuses que a cidade adora, introduzindo novas divindades de sua criação; depois, por corromper a mocidade. A penalidade devida é – a morte.”

Suas críticas à ordem ateniense, suas criticas contra a injustiça e abuso de poder, na época acabaram por levá-lo à morte, ou seja, foi indiciado por falar de Deus e sabia que iria perder a vida em defesa do livre pensamento e sua recusa em acreditar em qualquer Deus. Foi julgado, acorrentado na cela por trinta dias e condenado a beber cicuta, um tipo de veneno. Quando interpelado pelos juízes, sobre a penalidade que julgava deverem aplicar-lhe, disse:

“Pelo que tenho feito por vós e por vossa cidade, deveríeis
sustentar-me pelo resto de da vida, à custa do governo.”

Sócrates com 70 anos, achou melhor morrer. Não pediu perdão. Achava uma missão sagrada ter dedicado a sua vida à procura do saber, à análise de si mesmo e dos outros. Era preferível morrer com as faculdades intactas, do que a continuar vivendo a consumir-se numa segunda infância indigna e descabida. Não deixou nada escrito (como J.C.) mas mudou o mundo com seus pensamentos. Seu saber consistia em sustentar que todo o seu saber consistia no seguinte: “Sei que nada sei”, “sabia que não sabia nada”. Ele compreende, que nenhum homem sabe verdadeiramente nada, mas o sábio é aquele que reconhece isso. Conhecemos a vida de Sócrates sobretudo a través de Platão que escreveu muitos Diálogos, ou conversas filosóficas, nos quais Sócrates aparece. Quando Platão dá a palavra a Sócrates, não podemos afirmar com toda certeza que foi Sócrates quem realmente disse tais palavras. Outro exemplo conhecido é o de Jesus Cristo. Não podemos saber ao certo se o “Jesus histórico” realmente disse o que Mateus ou Lucas (ou os escritores) dizem que ele disse. Sócrates, diferentemente de Jesus, não se apresentava como divino nem como a encarnação da verdade (ou como o verbo de Deus), não tinha nada para profetizar. Não tinha mensagem alguma para dar, não tinha nenhuma verdade divina para revelar e nenhum dogma para impor. Assim, serão sempre mistérios o que os “históricos” e discípulos realmente disseram a respeito deles.

Platão
(428-347 a . C.) viveu em Atenas. Era poeta e criador de mitos, fundou uma academia filosófica e se tornou o rei dos filósofos, o filósofo-rei. Sonhava com um mundo melhor, defendia a virtude não como produto dos sentidos, mas como algo proveniente das idéias eternas da bondade, justiça.
Essa ênfase transformou-o no “teórico das idéias”, sendo muito conhecido por sua obra A República onde descreve um país imaginário ideal, a primeira Utopia da história. Uma vida de beleza, uma vida de justiça, uma vida de amor, essas três palavras são quase sinônimas, na filosofia de Platão. O homem bom, o homem feliz – pois ser feliz é ser bom – é sempre o homem justo, o homem harmonioso, o homem que almeja a beleza e ambiciona criá-la, quer em descendência viva, quer em obras de arte, quer em nobres ações. Beleza é a senha de imortalidade. Criando uma obra de beleza, vencemos a morte.

Aristóteles foi outro célebre filósofo da corrente socrática.

“Todos os homens têm um desejo natural de saber,
pelo estudo das coisas visíveis pode se chegar a verdade”.


Famoso por sua obra A Política, dizia que não eram as idéias, mas o mundo material o que interessava e por ser biólogo a natureza viva. Deu impulso ao estudo (reino animal, vegetal e mineral) da lógica e linguagem técnica usada ainda hoje pelas mais diversas ciências. Ele estabeleceu uma série de normas rígidas para que conclusões ou provas pudessem ser consideradas válidas. Aristóteles acreditava em três formas de felicidade: a primeira forma de felicidade é uma vida de prazeres e satisfações. A segunda forma: é uma forma de vida como cidadão livre e responsável. E a terceira forma de felicidade é a vida como pesquisador e filósofo. Integrando essas três formas o homem poderá levar uma vida realmente feliz. Mas que, não devemos ser nem covardes, nem audaciosos, mas corajosos. Nem avarentos, nem extravagantes, mas generosos. Através do equilíbrio e da moderação (vale também para a alimentação), podemos nos tornar pessoas “harmônicas” e felizes.

O helenismo originou ainda novas correntes filosóficas, como: o estoicismo, fundada por Zenão, defendia a felicidade como o equilíbrio interior, o qual oferecia ao homem, a possibilidade de aceitar, com serenidade, a dor e o prazer, a ventura e o infortúnio. O epicurismo: pregava a obtenção do prazer, o bem viver do dia de hoje sem medo e sem dor base da felicidade humana, e defendia o alheamento dos aspectos negativos da vida. O ceticismo: caracterizava-se pelo negativismo e defendia que a felicidade consiste em não julgar coisa alguma. Ser cético é pensar que todo pensamento é duvidoso, que não temos acesso a nenhuma certeza absoluta, tudo é incerto. O helenismo ainda acrescentou o despotismo, o poder sem limites de um só, segundo o qual a autoridade do governo era indispensável e inquestionável.
A divisão do Império Macedônico, que se seguiu à morte de Alexandre, possibilitou a conquista da Grécia pelos romanos. Roma teve que se curvar ao esplendor da civilização grega, assimilando muito de suas culturas, especialmente sob a forma helenística.

Para Epicuro, um dos grandes filósofos da Grécia antiga, não há e havia outra vida além desta. Não há outra recompensa além do prazer de vivê-la bem. Nenhuma providência. Nenhum destino, e perguntava: “Por que ter medo da morte?” “Enquanto somos, a morte não existe, e quando ela passa a existir, nós deixamos de ser.”


“Deus deseja impedir o mal, mas não é capaz?
Então não é onipotente. É impotente.
É capaz, mas não deseja? Então é malevolente.
É capaz e deseja? Então por que o mal existe?
Não é capaz e nem deseja?
Então é malévolo.

Então por que lhe chamamos Deus?”



Ele, Epicuro, há cerca de 2.500 anos, resumia sua filosofia libertadora naquilo que ele chamava de Quatro Remédios:

“Não precisamos temer os Deuses.
Não precisamos nos preocupar com a morte.
É fácil alcançar o bem.
É fácil suportar o que nos amedronta”



“Os homens pensam que a epilepsia é divina meramente porque não a compreendem. Se eles denominassem divina qualquer coisa que não compreendem, não haveria fim para as coisas divinas”.
Hipócrates



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