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16 de maio de 2010

Capítulo 29: Vida, alma, ressureição após a morte?

Vida, alma, ressurreição após a morte

Existe claro, a questão da vida após a morte, do castigo ou da recompensa. Todos vivem como se o tempo nunca fosse acabar. Ninguém se dá conta da verdade de que um dia vai morrer, jovem ou velho, por doença ou até subitamente. Ninguém sabe qual será o momento e simplesmente as pessoas esquecem, fazendo de conta que a morte não existe.
As religiões dizem que a pessoa deve ser justa, generosa e solidária. Ora, esse é um dispositivo ético de caráter geral, que deve ser seguido, haja ou não religião. O homem continua perdido em relação ao que fazer com a morte. Continuam acreditando numa força – Deus – que rege o Universo. Uma religião pode exigir muito de você. Tempo, dinheiro, sacrifícios, humilhações, etc... Mas o que elas podem te oferecer? Tirando de lado a auto-enganação nossa de cada dia e as "curas" psicossomáticas eventuais sobra: o Reino dos Céus. Os cristãos continuam a acreditar que depois da morte irão para o céu, terão o paraíso, se Deus quiser! Em suma, a questão de opção religiosa continua sendo uma decisão individual, solitária e a morte continua sendo o Grande Enigma para a qual a religião “tenta” oferecer resposta. É sensato que a religião fundamentalista, não seja um obstáculo para a nossa convivência com a natureza em geral e principalmente com os seres humanos. Quando alguém morre – quem quer que seja que você conheceu, amou e com quem viveu, alguém que se tornou parte do seu ser – alguma coisa morre em você também. Naturalmente, você sentirá falta da pessoa e experimentará um vazio. Isso é natural. Mas esse mesmo vácuo pode ser convertido em porta. A morte para alguns pode ser uma porta.
Na concepção ocidental, a morte é o fim da vida. Esse culto à morte se recusa a perder força e nos faz pensar que as “coisas terrenas” são tudo o que temos ou que iremos ter. Na concepção oriental, é apenas um lindo incidente no longo processo de vida; haverá muitas, muitas mortes. Cada morte é um clímax da sua vida antes de uma nova vida começar – outra forma , outro rótulo, outra consciência. Você não está acabando, está apenas mudando de casa.

Dizem as religiões que além desse mundo existe um lugar de paz, tranqüilidade e alegria, onde não sentiremos mais dor ou medo e onde colheremos frutos doces em retribuição a toda nossa bondade, compaixão e amor. Existem muitas maneiras de ver o céu. E milhões de pessoas em todas as sociedades ainda preferem os mitos da caverna, a tribo e o sacrifício do sangue. Realmente é muito estranho. Se a pessoa que morre está indo para o paraíso, deveríamos fazer uma festa, brindar, dar gritos de euforia. Não seria mais coerente? Oba!!! Nosso amigo (irmão, mãe, pai) está indo para o paraíso! Se esse paraíso é certo, então por que não se suicidam todos logo no início? Na verdade, são grandes distorções religiosas para esquecermos a vida aqui e agora. Quando alguém próximo morre, choramos, nos desesperamos, ficamos mais sensíveis e começamos a refletir a respeito da vida. Mas, quase sempre, aquelas lágrimas não provocam uma transformação, viram apenas um alívio e voltamos para aquela vidinha pouco amorosa, pouco satisfatória, preocupados apenas em levar em frente, sobreviver. Repetimos as mesmas burradas de sempre, até quando sentimos que o tempo está passando e as coisas não estão acontecendo. Afinal sempre tem um amanhã, a vida pra depois. Os filhos crescem e perdemos a saborosa infância deles., os amores se deterioram e vivemos de esperanças que não se realizam, afinal de contas, somos imortais, não é?

Você já reparou que mesmo as pessoas que estão muito próximas da morte, totalmente tomadas por um câncer, ou algo assim, não encaram a s situação? Se iludem, ajudadas, ou até estimuladas palas pessoas que estão na sua volta. Estas, ficam, falando bobagem ao invés de estar presentes de fato com a pessoa, de se despedirem de verdade, contemplando os momentos bonitos que tiveram. O amor, as aventuras... Depois, com um cadáver no caixão, de que adianta chorar e dizer coisas? As pessoas morrem ignorando absolutamente o que está acontecendo.
Vivemos uma vida inconsciente e acabamos morrendo inconscientemente também. Tudo isso é muito pobre. Mas, sabe por que não suportamos esse momento? Porque vivemos muito pouco. Amamos pouco, transamos pouco, temos poucas amizades. A maior parte das pessoas só se importa com superficialidades, então, não consegue encarar a morte, porque é um desespero se dar conta que não realizou nada. Deveríamos na hora da morte querer estar presentes. Olhar para nossos filhos, rir com eles, chorar junto deles, abraça-los, relembrar os momentos bonitos. Estar com nossos amores, ex. atuais, amigos, poder olhar e dizer: “que legal isso que fizemos juntos, isso que vivemos”. Enfim, nos despedir de verdade. O que ser mais rico do que isso? Vamos parar de ter medo, medo, medo. Conscientes de que a morte vai chegar algum dia, podemos experimentar a vida como um verdadeiro imperador, um bem aventurado, encarando as dores. As raivas, os amores, a alegria de uma maneira profunda. Querendo ou não, vamos morrer. E, só depende de nós, se essa será uma despedida bonita e profunda ou aquela desgraça e desespero habitual.

Não há céu ou inferno depois de uma única só vida. Não faz sentido que Deus – ou qualquer outra força reguladora que contenha o conteúdo desse nome – nos jogue aqui na Terra e nos faça néscio ou sábio, faminto ou regalado, oprimido ou poderoso, saudável ou doente, desde o nosso nascimento, tornando-nos assim tão facilmente condenados ou premiados, saudáveis ou enfermos. Mesmo com todos os esclarecimentos, conhecimentos e descobertas da ciência muitos ainda preferem ser “salvos” por pedaços de “hóstias” ingeridas.
O que nos espera além deste mundo material?
Para onde segue a alma depois que termina sua jornada na Terra? Essa, é talvez, a maior indagação do ser humano, em todas as épocas e em todas as culturas desde os primórdios da civilização. Vejamos como as principais religiões e filosofias mundiais definem o céu e o que aguarda ali os fiéis recompensados por sua devoção.

O que a Alma não é,

A mente pode ser explicada sem que se insiram referências a Deus.
Ninguém sabe o que precede o nascimento ou o que vem depois da morte.
Tudo o que podemos estudar é aqui e agora.
A mente está situada no cérebro e não em Deus e não há indícios de que haja alguma coisa no cérebro além de um conjunto de atividades químicas e elétricas.
Se modificarmos o cérebro a mente muda ao mesmo tempo.
Nenhuma parte nossa é espiritual.
As emoções superiores nada mais são do que a predominância de certos neurotransmissores como a serotonina e dopamina.
O corpo, por ser o centro de toda a atividade química, cria a mente.

A religião judaica excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais fez referência à uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno. Os saduceus posteriormente rejeitavam essas doutrinas. Porém após o exílio na Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final. Tudo isso constituía importante ensino por parte dos fariseus.
Nas atuais correntes do Judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações e varia a interpretação dada ao que ocorre na morte se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do Judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação. O entendimento dos conceitos do corpo, alma e espírito, no Judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas As interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.

Na religião judaica - na sua concepção original, após a morte, todos ressuscitarão quando o Messias vier a terra para o Juízo Final. Depois o destino da alma, será ir para o Sheol, espécie de limbo para aguardar o Juízo Final, quando seriam ressuscitados pelo messias, que estabeleceria o reino de Deus na Terra. Na visão judaica atual, ao morrer, as pessoas seguem para o Sheol, um lugar de descanso eterno, onde estão os seus antepassados. A morte não transmite ao judeu um aspecto aterrador. Ao contrário, ela vem apaziguar toda a dor e a tristeza. Os judeus consideravam-se meros hóspedes temporários dessa vida, não significa o fim, mas o começo de uma nova fase e festivo encontro com o Criador. Quanto à reencarnação, alguns ramos acham possível a reencarnação de alguém necessário para a humanidade e a comunicação com os mortos não está na doutrina principal do Judaísmo, mas algumas interpretações admitem essa possibilidade.

No Cristianismo - católicos e protestantes - dizem que após a morte a alma fica no céu ou no inferno até o Juízo final e o destino da alma: o inferno é para sempre para os que não cumpriram os mandamentos. Depois do Juízo Final, as almas do céu e do purgatório irão ressuscitar. Os cristãos acreditam na ressurreição do corpo físico quando Cristo voltar e não acreditam na comunicação com os mortos. São contra a doutrina espírita. A pessoa que não tiver esta confiança em Cristo, não pode ser salva; permanece sob a escravidão de Satanás, sob a ira divina e caminha para a condenação infernal. A adesão à fé cristã, segundo o Cristianismo, possibilita a salvação da alma, e uma escadinha para o céu, como prêmio final, a ressurreição, quando se poderá desfrutar da vida eterna junto ao Pai. Como aconteceu com o próprio Jesus, que voltou do reino dos mortos e ascendeu ao céu. Refletindo sobre a história absurda da “Queda” de Adão (o caso original de alguém ser criado livre e então sufocado com proibições impossíveis de obedecer). Visto que Adão se tornou imperfeito quando pecou, todos os seus descendentes herdaram dele o pecado (Romanos 5:12). Da mesma maneira, todo ser humano herda um “defeito” causado pela “imperfeição de Adão”. É por isso que todos os humanos envelhecem e morrem (Romanos 3:23). Se Adão (filho de Deus) foi condenado à morte por pecar, sua morte deve ter sido adiada, já que ele conseguiu criar uma grande posteridade antes de realmente morrer. Tendo plantado o pensamento subversivo – que proibir Adão de comer de uma árvore por risco de morte e de outra por risco de viver para sempre é absurdo e contraditório. Algo saiu errado, pois muitas adoecem e morrem outras se agridem e matam umas às outras!

No Budismo - A religião fundada por Sidharta Gautama, a vida após a morte. Até alcançarem o nirvana as pessoas estão condenadas a retornar sempre. A alma, passa por metamorfoses ainda durante a vida e também depois da morte. O renascimento acontece enquanto a pessoa permanecer presa a seu carma, que é o acúmulo de ações negativas. Prega os conceitos de reencarnação e carma: ações e pensamentos, positivos e negativos, praticados durante a vida geram uma bagagem capaz de determinar os futuros renascimentos. Esse ciclo só termina quando a alma, livre de todo o sofrimento, chega ao nirvana (que não é Deus), um estado de completa iluminação, ou à Terra Pura, segundo as diferentes tradições. Segundo o estágio da evolução, pode-se reencarnar em um dos seus reinos: dos seres humanos, animais, fantasmas famintos, seres dos infernos, deuses mundanos e seres dos reinos superiores. A coisa mais surpreendente que o Buda disse sobre o eu humano é que ele não tem alma, ele era um crítico da reencarnação. Budistas não acreditam na comunicação com os mortos. Gautama – o Buda, praticamente nada tinha a dizer a respeito de Deus; tampouco alguma vez afirmou ser Deus. De fato, consta que ele disse a seus discípulos: “Se existe Deus, é inconcebível que Ele esteja interessado em meus assuntos do dia-a-dia”, e “não existem deuses que podem ou que irão ajudar o homem”.Conforme no Budismo Theravada:

A alma se perde e só se salva a si mesmo,
Ninguém nos salva a não ser nós mesmos,
Ninguém pode e ninguém tem permissão,
Devemos trilhar o Caminho nós mesmos;
Os Budas só mostram a direção.

No Budismo Tibetano – depois de virmos ao mundo como um bebê plenamente formado, começamos a crescer a cada momento, para nos tornarmos adultos. Esse processo físico ocorre semana a semana, mês a mês, até que chega um tempo em que percebemos que as coisas estão ficando um pouco piores e não pouco melhores. Não estamos mais crescendo; estamos envelhecendo. Perdemos certas capacidades: nossa vista enfraquece, nossa audição, falha, nosso raciocínio se embaralha. É a impermanência cobrando seu preço.
Se vivermos a duração normal de uma vida e tivermos uma morte natural, ficaremos mais e mais enfraquecidos até, um dia, não conseguiremos mais sair da cama. Talvez não sejamos mais capazes de nos alimentar, de evacuar ou de reconhecer as pessoas à nossa volta. Em um dado momento, morreremos. Nosso corpo será como uma casca vazia, e nossa mente estará vagando pela experiência do pós-morte. Este corpo, que foi tão importante por tanto tempo, será queimado ou enterrado. Em um dado momento , nada restará para fazer lembrar aos outros que um dia estivemos aqui. Nós nos tornaremos nada mais do que uma lembrança. Existe também a tradição – no 49º dia – após a perda de um ente querido, de realizar um almoço numa forma de agradecer aos amigos pela ajuda dada em dinheiro no momento do velório e do funeral. Nesse dia os japoneses acreditam que o espírito que estava na terra “sobe” ao céu.
Precisamos incutir em nós uma consciência contínua da impermanência, porque a vida é uma corrida contra a morte e a hora da morte é desconhecida. Contemplar a aproximação da morte muda as nossas prioridades e nos ajuda a abrir mão do envolvimento obsessivo em coisas ordinárias. Se permanecermos sempre conscientes de que cada momento pode ser o último, intensificaremos a prática para não desperdiçar nem fazer mau uso da nossa preciosa oportunidade humana. À medida que amadurece a contemplação dessa verdade, chegaremos à alguma compreensão de como funciona o mundo, de como as aparências surgem e se transformam. Começaremos a ver que tudo é ilusório, como um sonho ou uma miragem. Temos que morrer sós, mesmos que sejamos ricos ou famosos. A única coisa que irá nos beneficiar será a prática do Darma (os ensinamentos do Buda Shakiamuni para atingir a iluminação); a única coisa que nos seguirá na morte será nosso carma positivo e negativo. O Buda ensinou que a iluminação e a salvação -a perfeição do Nirvana - vem, não de algum Deus ou força exterior, mas sim de dentro da pessoa através de seus próprios empenhos em boas ações e pensamentos corretos. O aqui e agora que pode ser vivenciado, não um céu. Nada mais!

No Islamismo, o conceito de vida após a morte é de que: a alma espera no inferno ou no paraíso pelo Juízo Final. O destino da alma é o céu ou o inferno dependendo do comportamento em vida. Um jardim das delícias, com muitas flores, frutas e rios de água límpida: eis o prêmio na vida eterna para os fiéis que seguem estritamente as leis da religião muçulmanos, fundada pelo profeta Maomé.
Nessa moradia celeste, é permitido até mesmo desfrutar de alguns prazeres proibidos na Terra pelas leis do Alcorão, como provar de bebidas alcoólicas e fazer amor livremente com um número incontável de virgens, sempre disponíveis. Para receber essa recompensa, o fiel precisa seguir as principais obrigações religiosas do livro sagrado. Não existe purgatório. Quanto à reencarnação, para eles morrer é passar para a vida eterna. Não acreditam na comunicação com os mortos. A crença no Paraíso tem considerável valor militar, no sentido de reforçar a combatividade natural. Deveríamos, por conseguinte, admitir que os fanáticos religiosos são bem avisados ao encorajar a crença na imortalidade.

No Hinduísmo - A vida após a morte - As pessoas estão condenadas ao eterno retorno, inclusive no corpo de animais, e o destino da alma, a reencarnação, ocorre imediatamente após a morte, e a alma não volta ao mesmo corpo, mas carrega o carma das vidas passadas. A vida terrena faz parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos. Ao deixar o corpo, a alma não morre e reencarna quantas vezes forem necessárias para que possa aprender as lições essenciais a seu aperfeiçoamento. Essas experiências são definidas pela lei do carma, ou de causa e efeito, que afirma que todas as ações e os pensamentos condicionam nossa vida e as existências futuras.
Ao final desse círculo de reencarnações , chamado de samsara, a alma atinge um estado de pureza pura e chega ao Parandham, um mundo incorpóreo, que significa “região suprema” em hindu. É um lugar de paz e silêncio, feito de uma energia puríssima, de coloração, vermelho-dourada, chamada Brahman. Os hinduístas crêem que levar uma vida voltada para o bem, praticar as virtudes e o amor ao próximo, orar, meditar e não comer carne são formas de desenvolver um bom carma. Não acreditam na comunicação com os mortos.

No Espiritismo - a vida após a morte: a alma passa por sucessivas encarnações até atingir a perfeição. O destino da alma vaga entre os vivos até voltar em um novo corpo. Ela retorna quantas vezes for necessário para, por meio de boas ações, atingir o estágio superior. Pode renascer em outros planetas. A reencarnação é a idéia segundo a qual os espíritos em seu processo evolutivo vivem muitas vidas, em diferentes corpos, assumindo portanto distintas personalidades. Quanto a comunicação com os mortos podem contatar os espíritos, mas alguns desenvolvem melhor essa habilidade como os Médiuns - o que está no meio -. A necromancia, a comunicação com os mortos, é um dos hábitos mais antigos que existem.
O líder bíblico do cristianismo , Moisés falou diretamente com Deus e recebeu os Dez Mandamentos. Para os sociólogos da religião, o fenômeno foi o que chamamos de mediunidade.

Índios do Alto Xingu (Camaiurás) - Vida após a morte: os mortos vivem uma vida parecida com a dos vivos num mundo semelhante e os rituais ajudam o morto a chegar ao outro mundo. Quanto a reencarnação, o pajé da tribo entra em contato com os espíritos para saber quem o recém-nascido foi na vida anterior e o fumo é usado pelo Pajé para entrar em transe e controlar a relação da aldeia com os espíritos. Os pajés guaranis conversavam com deuses, assim como os feiticeiros do candomblé.

É difícil acreditar que uma pessoa sobreviva à morte. Ninguém pode provar que isso acontecerá. Nossas lembranças e hábitos estão ligados à estrutura do cérebro. O cérebro, como estrutura, decompõe-se com a morte, e é de esperar-se, por conseguinte, que a memória também se dissolva. Não há razão para se pensar de outro modo, assim como não há razão para que se espere que um rio continue em seu antigo curso depois que um terremoto ergueu uma montanha no lugar em que antes costumava haver um vale. Todos nós sabemos que a memória pode ser extinta por um ferimento no cérebro, que uma pessoa virtuosa pode tornar-se depravada devido à encefalite letárgica e que uma criança inteligente pode transformar-se em idiota devido à falta de iôdo. Diante de fatos assim familiares, parece pouquíssimo provável que o espírito sobreviva à destruição total da estrutura do cérebro, que ocorre com a morte.
Não são argumentos racionais, mas emoções, que fazem com que se creia numa vida futura. A mais importante dessas emoções é o medo da morte, que é instintiva e biologicamente útil. Se acreditássemos seriamente, do fundo de nosso coração, na vida futura, deixaríamos completamente de temer a morte. Deus e a imortalidade, são dogmas centrais da religião cristã, não encontram apoio na ciência. O medo e a angustia da morte, a aceitação do sobrenatural, do sagrado, do divino, constitui a base do dogma religioso, bem como de muitas outras coisas na vida humana. As pessoas que acreditam que, ao morrer, herdarão a salvação e o paraíso (se forem comportados), talvez possam encarar mais facilmente o pavor da morte. Podemos negar a vida após a morte, tendo em vista não haver prova ou raciocínio dedutivo que a prove. No campo psicológico, parece mais provável que as pessoas consigam melhorar acreditando em algo em vez de acreditando em nada, por mais inverídico que seja esse algo.

Se Deus é bom, por que Ele cria um sujeito, sabendo que irá para o inferno quando morrer ? Nenhum clérico me respondeu essa pergunta até hoje. A criação da alma imortal e do inferno após a morte é de uma ignorância, idiotice, superstição óbvia e total. Hoje até meus filhos (formados em Universidades), sabem muito mais sobre a ordem natural das nossas origens, do universo e os fundamentos da arqueologia, biologia, cosmologia, geologia, paleontologia...do que qualquer um dos sábios que escreveram e fundaram as religiões. Aliás, Jesus, nunca escreveu nada e não pensou em fundar uma igreja. Se você segue seus ensinamentos, em breve você estará na cruz. Mas os homens o ressuscitaram e Ele morreu por nós. Para mim com certeza não foi, nunca teria autorizado. Sou contra o suicídio.
É bom lembrar, que não haveria igrejas e templos se a humanidade não tivesse temido a morte, o Apocalipse, dia do juízo final, o clima, o escuro, o eclipse, as pragas, a peste e todas as outras coisas hoje facilmente explicáveis. Sim, todas as previsões dos antigos videntes, como Nostradamus, de que o mundo iria acabar até o século passado. Suas afirmações são verdadeiras, se considerarmos de uma forma diferente daquele que os cristãos fanáticos tem interpretado. Podemos entender que o velho mundo acabou e um novo mundo começou. O velho homem como tem existido por séculos que tem medo da morte já não vai existir mais. Essa é a minha interpretação de Nostradamus. O velho homem está desaparecendo para dar lugar ao novo homem, com novos valores; uma nova terra, uma nova humanidade. O novo homem é um buscador da verdade, um investigador, um questionador em busca de descobertas no mundo exterior e descobertas no mundo interior. Não existe nenhum Deus e o homem passou a ser responsável por aquilo que ele escolheu. Sim, o velho mundo chegou ao fim. Nostradamus, não estava errado, mas seus intérpretes estavam todos errados. E a interpretação é: a morte do velho é o nascimento do novo.
E se a humanidade não tivesse sido compelida a pagar os dízimos e impostos que ergueram os imponentes catedrais, templos, edifícios, das religiões e recentemente transformadas em caça-niqueis, bem como bispos (as) também flagrados no exterior com dólares até dentro da Bíblia.
A Igreja (templos, mesquitas e sinagogas) jamais se preocupou em formar homens fortes, conscientes, livres, ambiciosos, vencedores, mas ao contrário é responsável pela pobreza, pela miséria e pelas guerras no mundo.
A Bíblia Sagrada aponta a mortalidade do homem em tom derradeiro: “Lembra-te que és pó e em pó te tornarás” (Salmo 8,4). Mas, em tantos trechos destaca a ressurreição dos mortos como essência da fé cristã. Para os cristãos, não se nasce para morrer, mas se morre para ressuscitar.

Hoje sabemos muitas coisas sobre a natureza que os fundadores da religião e a Bíblia com seus componentes sócio-culturais e mensagem cristã objeto de promessa e da história da salvação eterna, não tinham sequer começado a supor e que teriam calado suas línguas demasiadamente confiantes se caso soubessem. Só Deus é capaz de criar algo do nada, há milhões de anos o homem são sabia que Deus existia e o homem não rezava pra ele , por que? E depois veio mais um Deus o Espírito Santo. Deuses não existem, as religiões inventaram Deuses, alma, inferno, paraíso e portas celestiais. O mundo em que vivemos pode ser compreendido como resultado de uma trapalhada e de um acidente (hipótese menos penosa e mais plausível); mas, se resultou de um propósito deliberado, tal propósito deve ter partido de um Demônio.

Mas o tema morte é interessante vamos aprofundar mais um pouco com um sumário e comentários da escola de exploração interior e o pensamento oriental da Bíblia Rajneesch e da Comunidade Internacional Osho (Pune-Índia).
Para eles atualmente a morte é a única coisa que permanece virgem incorrupta no mundo e não foi corrompida pelo homem. Em contrapartida, o homem corrompeu tudo, poluiu tudo. Se você não aceita a morte, permanece incompleto, fica pela metade, desequilibrado. Quando você aceita a morte, também se torna equilibrado, torna-se equilibrado e tranqüilo e se torna inteiro.
O ocidental sabe que a vida é muito curta, que estamos esperando numa fila e a cada momento chegamos mais perto da morte. Desde que nascemos, começamos a jornada em direção ao cemitério. Isto cria tensão, angústia, ansiedade. Todos os confortos, todos os luxos, todas as riquezas se tornam sem significado, porque ninguém pode leva-las. Cada qual terá que enfrentar a morte sozinho. O Ocidente não tem nenhuma tradição do misticismo, é extrovertido: olha para fora, há tanto o que ver. Não estão conscientes de que por dentro não há somente o esqueleto; há algo mais dentro do esqueleto – a sua consciência. O Oriente é mais tranqüilo. Primeiro, não dá à morte nenhuma importância – ela é apenas uma mudança de forma. Segundo, por ser tranqüilo, torna-se consciente das riquezas interiores, que seguirão com a pessoa mesmo para o além da vida. A morte não pode toma-las. A morte pode arrebatar tudo o que está do lado de fora, e se você não desenvolveu seu ser interior naturalmente sentirá medo de não poder salvar nada da morte; ela levará tudo o que você tem.
Mas se você desenvolveu seu ser interior, se você encontrou paz, bênção, silêncio, alegria – que não são dependentes de nada exterior -, se você cultivou o jardim do seu ser e viu as flores da sua própria consciência, a questão do medo da morte não surge absolutamente. Livre-se da morte e todos os outros medos desaparecerão. A culpa que envenena tudo é criada pelas religiões, elas fizeram todos os homens culpados – culpados de mil e uma coisas. Tão carregados de culpa que eles não podem dançar, não podem se alegrar com coisa alguma. Você não precisa de uma crença, mas de uma verdade verificada por você mesmo. Não a verdade de outra pessoa, mas a sua própria.
Todas as religiões conspiraram contra seres humanos inocentes para faze-los sentir-se culpados, porque sem torna-los culpados eles não podem ser transformados em escravos. E escravos são necessários. Pelo desejo de poder de algumas pessoas, milhões de pessoas precisam ser escravizadas. Para que algumas pessoas se tornem Alexandre , o Grande, milhões têm de ser reduzidas à condição de subumanas. Não há necessidade de Moisés, Maomé, de Jesus ou Buda morar dentro de você. As religiões do mundo provocaram tantas doenças no homem que elas são incontáveis. Uma das doenças é ter tornado todos os homens ambiciosos por recompensas – se não neste mundo, ao menos no outro. Elas tornaram o homem muito ganancioso e, ao mesmo tempo, todas elas estão falando contra a ganância. E toda a religião deles está baseada na ganância.
Todo adorador, em todo tempo, em toda sinagoga, em toda igreja, está humilhando a si mesmo e humilhando o Deus dentro de si. O Deus interior não precisa de nenhum outro Deus para ser adorado. Tudo que é necessário é o despertar da consciência, a consciência do próprio ser o de Deus dentro de você.
As religiões fizeram tanto mal que não podem ser perdoadas. Elas tiraram toda a dignidade do homem – sua alegria de almejar, de amar, seu prazer em esperar, sua confiança de que a primavera virá. Elas tiraram tudo de você. Você será recompensado somente se fizer certos rituais que não têm nenhuma relação, nenhuma revelância. Uma religião simples e inocente teria mudado toda a Terra. Mas os dirigentes religiosos não poderiam permitir uma religião pura, inocente e infantil, com olhos maravilhados, com alegria, não se importando com idéias estúpidas de céu e inferno. Mas vivendo cada momento com grande amor. A religião tem alguma validade somente devido à morte. Se não houvesse morte, ninguém teria se incomodado com a religião, absolutamente.

Lembre-se somente de uma coisa: você é um ser mortal. A morte é uma ilusão (embora a morte seja a única certeza na vida). Se você não está apegado a nada, a morte pode vir neste exato momento e você estará em atitude de boas-vindas. Livre-se do apego da morte. E estará absolutamente pronto para ir. Faça a sua escolha.

Sêneca dizia que o homem vive preocupado em viver muito e não em viver bem, quando não depende dele viver muito, mas viver bem.

“Só quem aceita a morte e está pronto para morrer pode sentir o verdadeiro sabor da vida”.

O filósofo Epicuro chamou de tolice e aflição com a espera da morte, pois enquanto vivemos, ela não existe, e quando ela chega, nós não existiremos mais.

Finalizo esses pensamentos com as reflexões deixadas por James Randi e Nietzsche,

“- Somente uma coisa é necessária”... Que todo homem, por possuir uma “Alma Imortal”, tenha tanto valor quanto qualquer outro homem; que na totalidade dos seres a “salvação” de todo indivíduo um possa reivindicar uma importância eterna; que beatos insignificantes e desequilibrados possam imaginar que as leis da natureza, são constantemente transgredidos em seu favor – não há como expressar desprezo suficiente por tamanha intensificação de toda espécie de egoísmos Ad Infinitum, até a insolência. E, contudo, o cristianismo deve o seu triunfo precisamente a essa deplorável bajulação de vaidade pessoal – foi assim que seduziu ao seu lado todos os malogrados, os insatisfeitos, os vencidos, todo o refugo e vômito da humanidade.
A “Salvação da Alma” – em outras palavras:
“o mundo gira ao meu redor...”.
Nietzsche

“Depois da morte, você vai ser como era antes de nascer”
“Vivemos apenas no tempo e no espaço e que
todo o imaterial é falso e inútil.”
Shopenhauer

“Para aprender a viver bem, é preciso aprender a morrer bem”

Sócrates

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