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9 de maio de 2010

Big Bang e a Origem do Universo

Big Bang e a Origem do Universo

O caminho em direção às raízes da nossa existência e o desejo de seguir a história do Universo até suas origens é irresistível e só pode ser percorrido porque os fósseis e as estruturas dos organismos permitem uma reconstituição da evolução biológica. Sem fósseis não haveria história primitiva confiável. Em princípio, e de modo diferente da complicada evolução biológica, é contudo possível reconstituir o processo evolutivo do Cosmos, desde o estado em que se encontra atualmente o universo até suas primeiras frações de segundo. É certo que em muitos países do mundo ocidental a religião se encontra em franco retrocesso, ainda que muitas pessoas continuem buscando aquilo que chamam um sentido da vida.
À luz das pesquisas mais recentes, a fé religiosa não tem sentido, sobretudo quando procura explicar o Universo, a vida e as leis que as regulam. Em geral, o progresso da ciência não desfruta de uma imagem social simpática. Hoje em dia é considerada pelos crentes religiosos como: fria, impessoal, carente de sentimentos. Há até quem a culpe pelo fato de que o homem já não seja considerado o ponto central e absoluto de todas as coisas, tal como acontecia no tempo em que o mundo era descrito pelas religiões tradicionais, e de que tenhamos de nos conformar com a idéia de que a humanidade é algo insignificante, alojada num planeta sem importância que se desloca a enorme velocidade pelo vazio do Universo. Para os que escreveram a estória do Criador e aos crédulos , digo que foi um entrave ao conhecimento o progresso humano. Os deuses que existem e existiram no passado, foram todos cientistas loucos, tolos, genocidas, desajeitados, racistas e homofóbicos.
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Todas as religiões possuem seus mitos próprios sobre a criação, um ato planificado de divindades que já existiam anteriormente. O número já foi de milhares, agora reduzidas a e daqui a tempos a uma só ou nenhuma e Jerusalém a “Terra Santa”, por testemunha. A oposição entre a fé e a ciência fez suas vítimas, o filósofo italiano Giordano Bruno, o filósofo italiano, morreu no ano 1600 na fogueira da Inquisição,. No seu livro De I”Infinito Universo e Mondi, disse:

“Há incontáveis terras, todas orbitando em volta de seus sóis da mesma maneira que os sete planetas do nosso sistema...Os incontáveis mundos no universo não são piores nem menos habitados que a nossa Terra.”

Galileu Galilei, o maior pensador de sua época, teve de reconhecer, ante a ameaça de tortura da Inquisição, o “erro” científico da cosmologia de Copérnico, e passar o resto de sua vida numa severa prisão domiciliar. Contudo a “necessidade” científica, não foi detida pela igreja.

Sob o ponto de vista de ciência, em cosmologia, o conjunto do Universo emergiu de um estado extremamente quente há cerca de bilhões de anos devido a uma gigantesca explosão, que popularmente ficou conhecida com Big Bang. Dela há duas provas importantes: o Universo ainda está e continua em expansão acelerada e conserva um mínimo de calor daquela explosão, cuja magnitude jamais se calculou, no entanto, é possível medir este calor que ainda está no Universo, como uma radiação remanescente.
A maioria dos pesquisadores dos Cosmos aceita, que no momento da criação do mundo o tempo e o espaço estavam infinitamente, numa situação que se chama singularidade que se pode chamar também de limite ou fronteira do espaço e do tempo. Após o Big Bang, matéria e energia ficaram distribuídas de um modo assombrosamente uniforme. O Big Bang é uniforme. Todas as regiões do Universo nasceram da explosão com a mesma força. Há quem levante dúvidas se realmente houve algo que explodiu ou se foi uma explosão a causa dessa dilatação observada, mas, a Teoria do Big Bang é a mais aceita hoje pelos cientistas, embora com alguns pontos contraditórios.
A chave do entendimento de todo esse conjunto está na Física Quântica . Normalmente suas leis têm aplicação apenas em processos que ocorrem dentro das menores coisas, como os átomos, ou ainda núcleos dos átomos. O estado do Universo imediatamente após o Big Bang era tão extremo que é muito possível que os efeitos dos quanta tenham provocado a sua estruturação tal como a conhecemos agora. Cálculos já realizados demonstram que muitas das peculiaridades do Cosmos, que hoje ainda parecem misteriosas, têm explicação perfeitamente natural quando se aplicam a elas as leis da mecânica quântica. Isso também vale para quando se deseja investigar porque o Universo, de um lado, é tão uniforme e, de outro, está estruturado de forma tão irregular que tornou possível o aparecimento das galáxias. Tudo acontece numa ordem sucessiva adequada, de acordo com as leis da Física Quântica, que permitem explicar por que podem surgir do nada, com toda a naturalidade, a energia e a matéria. Não sendo mais necessário colocar nas mãos planificadoras de Deus a responsabilidade por tais peculiaridades do Universo.

Uma série de observações astronômicas e considerações teóricas, sobretudo a teoria da relatividade restrita e generalizada de Albert Einstein e outros cientistas, apontaram o caminho a ser percorrido em direção ao ponto zero do nosso mundo, onde temos entre outros estudiosos o famoso físico brasileiro e cientista de fama internacional Mário Novello e o professor , filósofo e físico José Raimundo Chiappin, o cosmólogo Marcelo Samuel Berman, Rômulo Argentière , autor de Viagem à Lua e pioneiro no Brasil sobre a energia nuclear e tantos outros brasileiros ilustres. Desenvolveram se modelos cosmológicos:
1. O universo se encontra num estado estacionário, sem princípio nem fim;
2. O universo nasceu da chamada “grande explosão”, de um “átomo inicial” infinitamente denso, e expande-se desde essa explosão em ritmo cada vez mais acelerado e para sempre fazendo com que o Cosmos fique cada vez maior (modelo de universo aberto);
3. O universo surgiu da grande explosão, mas contém tanta matéria em forma de gás, pó e estrelas que,em qualquer momento do futuro, a própria gravitação travará e inverterá a expansão do universo até que este volte a fundir-se de novo num “átomo inicial” infinitamente denso (modelo de universo “fechado”).

Existem controvérsias sobre a teoria do Big Bang que não seria um acontecimento igual a uma explosão da forma que conhecemos, embora o universo observável com a ajuda das lentes dos modernos telescópios espaciais ainda descreva um resultado de uma explosão (uma fuga cósmica). Há quem levante dúvidas se realmente houve algo que explodiu ou se foi uma explosão a causa dessa dilatação observada. Alguns afirmam que o termo Big Bang é utilizado como uma aproximação para designar aquilo que também se costuma chamar de “Modelo Cosmológico Padrão”. Este consiste numa aplicação da Relatividade Geral do Universo como um todo. Os dados observacionais atualmente são bons o suficiente para saber como é a geometria do universo, porém, não se tem idéia de qual é a topologia do universo em larga escala atualmente, ou se ele é infinito ou finito no espaço. Acreditam alguns que, segundo Relatividade Geral não faz sentido se referir a eventos antes do Big Bang.

Nenhum personagem histórico teve maior impacto na história da astronomia do que Edwin Hubble (1889-1953) determinando a extensão de nosso universo. Ao provar que existem outras galáxias e que se afastam de nós, o trabalho de Hubble definiu nosso lugar no cosmo. As descobertas mudaram a imagem que tínhamos do Universo e sobre o Sistema Solar que habitamos.
Inseparável do seu famoso cachimbo e pesquisava no telescópio de 48 polegadas no Monte Palomar – Califórnia -EUA. Em memória de seu grande trabalho o Telescópio Espacial foi batizado com seu nome. Atualmente existe uma grande controvérsia sobre a taxa de expansão do universo, conhecida como a constante de Hubble. Dedicou-se ao estudo das galáxias, Via Láctea, medindo suas distâncias, localizando sua distribuição no espaço e analisando seus movimentos e densidade.
Edwin Hubble descobriu um dia que o Universo estava se expandindo. As galáxias, umas das outras, se afastando, se afastando. Diante de tais evidências concluiu que num passado distante estiveram todas juntas.
Isso não chega a ser tão diferente daquele universo da infância: cada família, cada casa de um vizinho, era semelhante a uma galáxia. Todas muito próximas, cada uma com suas particularidades, mas todas muito chegadas, que depois foram se afastando, se afastando......
Os cientistas só conhecem em detalhes do que tem dentro da Terra. Com dados de telescópios e sondas espaciais dá para determinar o tipo de planeta e imaginar o seu interior. Recentemente foi registrada pelo Hubble, a colisão das galáxias Antennae: o choque deve gerar bilhões de novas estrelas e, provavelmente, muitos planetas parecidos com a Terra.
O satélite COBE da Nasa, em 1992, descobriu flutuações na radiação de fundo recebida. Aquelas explicariam a formação das galáxias logo após a Grande Explosão.
O que aconteceu na noite anterior ao Big Bang e a teoria das Cordas Cósmicas (Superstrings) que descreve as partículas elementares como modelo de vibração de cordas uni-dimensionais fechadas (loops), ou mais recentemente, membranas bidimensionais, encontra-se no site da NASA o qual tem textos e fartas imagens e todo o assunto em detalhes.

O mundo da física no CERN gastou 14 anos e US$ 9,4 bilhões de dolares para construir a maior máquina do mundo já construída pelo ser humano o Large Hadrom Colider (LHC). Os cientistas esperam recriar as condições como a do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao Universo. A sofisticadíssima investigação sobre o que ocorreu no primeiro trilionésimo de segundo da existência do universo e sobre sua evolução ao longo dos recentes 14 bilhões de anos. Nele, um túnel redondo de 27 quilômetros de circunferência, os cientistas colidiram prótons e íons uns contra os outros para recriar as condições que existiram apenas um trilionésimo de segundo após o Big Bang. Nos detritos dessa recriação primordial, esperam encontrar pistas sobre a natureza. O bóson de Higgs seria a misteriosa 13ª partícula, também chamado de “partícula de Deus”, que daria massa à matéria e comprovaria definitivamente a teoria do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao Universo.
Na época se especulava que a experiência poderia acabar com a Europa e o mundo.
Dois homens, Walter Wagner (pesquisador sobre raios cósmicos) e Luis Sancho, espanhol, (autor e pesquisador da teoria do tempo), entraram com uma ação na corte federal do Havaí (EUA) contra a realização das experiências. Sustentaram que os cientistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN). Responsáveis pelo LHC Large Hadron Colider) em português, Grande Colisor de Hádrons, subestimaram a chance de que o imenso acelerador de partículas, que entrou em funcionamento na fronteira da Suíça e da França, pudesse criar, entre outros horrores, um buraco negro que acabaria devorando a Terra inteira.
A ação apresentada na Corte Federal de Honolulu, pedia que o CERN fosse proibido de fazer testes com o acelerador até que fosse produzido um relatório sobre a segurança das pesquisas. O Departamento de Energia, o Laboratório Fermi, a Fundação Nacional de Ciências (todos dos EUA), além do próprio CERN, foram citados como réus.
Embora muito improvável, cálculos teóricos sugeriam que um minúsculo buraco negro poderia realmente surgir no acelerador de partículas quando prótons e íons se chocassem a velocidades próximas à da luz – hipótese que nos, nos últimos anos, tem sido difundida com estardalhaço, em muitos trabalhos científicos e artigos populares. Mas isso representa perigo? A máquina seria capaz de criar um buraco negro que engoliria a Terra? As experiências provaram que não!
De acordo com o estudo de 1974 do cosmologista Stephen Hawking, um buraco negro criado nestas condições rapidamente se evaporaria em uma nuvem de radiação e partículas elementares, e não se constituiria em uma ameaça. De acordo com representantes do conselho, é possível que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam que compõe 25 por cento do universo mas cuja existência nunca foi comprovada. Astrônomos e físicos dizem que apenas 5% do universo é conhecido hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo. Se conseguirem detectar e entender a matéria escura, nosso conhecimento vai se ampliar para abranger 30% do universo, o que seria um avanço enorme.
Membros de grupo independente avaliaram a segurança do LHC, Michelangelo Mangano, teórico do CERN, e Steve Giddings, da Universidade da Califórnia, trabalharam meses em um artigo explorando todas as possibilidades desses buracos negros. Eles achavam e comprovaram que não há problema. Ele tinham certeza de que “um buraco negro não danificaria a Terra ou as pessoas”. Devido à natureza aleatória da física quântica, para outros havia alguma probabilidade de que quase tudo poderia acontecer. Inclusive a de que o Large Hedron Colider criasse dragões que iriam nos devorar.

A fé por séculos, foi mais forte e mais influente e mais poderosa que a ciência. O choque entre as duas tem raízes profundas na história da humanidade. A começar por Demócrito, que, cinco séculos antes da era cristã, intuiu a existência do átomo em um exercício mental de um vigor espantoso. Diante da afirmação de que tudo era matéria, tudo era átomo, a fé sentiu-se contrariada, porque se tudo é assim, Deus não pode ser imaterial.

Há cerca de dois mil anos, em Roma (acreditavam que o mundo era formado por 4 elementos: fogo, terra, água e ar), o poeta Lucrécio escreveu:
“Do nada não pode sair nada”.

Concordo com ele se estiver se referindo a um criador divino, mas para a ciência, do nada pode sair tudo: espaço, tempo, matéria e até mesmo, ordem. Ou seja já conhecemos mais 7 elementos: Neutrinos, elétrons, quarks, glúons, bósons, fótons, grávitons, que comandam átomos e moléculas que interagem entre si.

Dito isso, fica claro que o conceito de Deus e a imagem dos céus como moradia, está outra vez excluído das preocupações da ciência, pois as leis da Física e pela nova Cosmologia são suficientes para explicar todo o Universo, inclusive sua aparição, e dos Planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte. Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e agora o Superterra GL 581c, que nada tem a ver com a Criação Teólogica. Para conhecer em detalhes as origens do Universo, realizar um tour através de telescópios, satélites e sondas espaciais, sugiro através da Web acessar, baixar e instalar o software [www.worldwidetelescope.org]. Clique em Search, digite “mars landings” na opção Panorama para visitar Marte; “helix nebula” para ver o “olho de Deus”; “milky way” a criação da nossa galáxia.

Por que a Bíblia não diz nada sobre a eletricidade ou sobre a verdadeira idade e extensão do universo? A Bíblia é um livro que é a palavra de Deus, para nos instruir em detalhes sobre a maneira de manter escravos e de sacrificar diversos animais. Era a mente de Jesus ou Deus acima da espécie humana? Era a sua mente igual à de Kepler, Newton ou Einstein ? Se Cristo fosse de fato um Deus, ele saberia todo o futuro e do panorama da ciência e da história por vir. Saberia ele todos os fatos que sabemos, as descobertas as invenções, todas as máquinas maravilhosas com rodas e alavancas que parecem pensar como os computadores? Sabemos que o universo é em bilhões de anos muito mais antigo do que a Bíblia sugere. Isso não é espantoso ! Ou seja o antigo conceito de Deus Projetista e Criador, que tocou com o dedo um botão qualquer e pôs em marcha todo o universo, e “agora” se dedica a contemplar de forma arrependida o seu desenvolvimento.

“Não é possível convencer um crente de coisa alguma,
pois suas crenças, não se baseiam em evidências;
baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar ”.

Carl Sagan

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