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25 de julho de 2012

Religião e Política


RELIGIÃO e POLÍTICA sempre de mãos dadas!
Estados Totalitários Religiosos +Stalin+Hitler+Mussolini & Cia. Ilimitada
Se eu não posso lhe provar que o sentido da religião desapareceu no passado, que seus livros fundamentais são fábulas transparentes, que  é uma imposição criada pelo homem, que tem sido inimiga da ciência e da pesquisa e que sobreviveu principalmente de mentiras e medos e foi cúmplice da ignorância e da culpa, bem como da escravidão, do genocídio, do racismo e da tirania. Eu, quase  certamente posso afirmar que a religião hoje está plenamente consciente dessas críticas.  Também está plenamente consciente das provas cada vez mais numerosas, referentes às origens do universo e à origem das espécies, que a relegam à marginalidade, quando não à irrelevância.
Quando já foi dito o melhor sobre Mitologias, Humanismo, Crítica Bíblica e o pior sobre as Origens do Cristianismo, sobre a Inquisição, as Cruzadas, as contradições, as inconsistências os horrores do Velho Testamento, os relatos desconexos e discrepâncias de seus textos e autores e as fraudes do Novo Testamento. Mas há um ponto que não pode passar sem maiores esclarecimentos.
Não é verdade que regimes seculares e ateus cometeram crimes e massacres que são, na escala das coisas pelos menos tão ruins, quanto não piores?      É possível ir além e dizer que o totalitarismo secular de fato nos deu um resumo do mal humano. OS EXEMPLOS MAIS UTILIZADOS  os regimes de STALIN, HITLER, MUSSOLINI – nos mostram com terrível clareza o que acontece quando os homens usurpam o papel dos deuses. E essa é a objeção mais freqüente dos crentes mais radicais. Seria de esperar que a religião tivesse preservado um pouco mais a sua dignidade. 
O ponto merece uma resposta mais detalhada. Para começar devagar, é interessante descobrir que as pessoas de fé hoje buscam dizer defensivamente que não são piores que fascistas, nazistas ou stalinistas.  Não diria que as fileiras  do secularismo e do ateísmo estão exatamente abarrotadas de comunistas ou fascistas. Mas pelo bem do debate, pode-se considerar certo que, assim como Secularistas e ATEUS RESISTIRAM A TIRANIAS CLERICAIS E TEOCRÁTICAS, os crentes religiosos resistiram às pagãs e materialistas. Mas isso seria apenas dividir a diferença.
A palavra “totalitário” é um termo útil, porque ele distingue as formas “comuns” de despotismo – aqueles que se limitam a exigir obediência de seus súditos – dos sistemas absolutistas que exigem que os cidadãos se transformem inteiramente em súditos e entreguem  suas vidas particulares e suas personalidades ao Estado, ou ao líder supremo. Se aceitarmos essa última definição, então o primeiro ponto a ser abordado também é fácil.
No começo da história da humanidade, o princípio totalitarista era o que reinava. A RELIGIÃO ESTATAL OFERECIA UMA RESPOSTA COMPLETA E “TOTAL” A TODAS AS PERGUNTAS, da posição de alguém na hierarquia social às regras concernentes à dieta e ao sexo. Escravo ou não, o humano era propriedade, e o CLERO GARANTIA a implementação do ABSOLUTISMO. Um pensamento impuro, podia fazer com que você fosse esfolado vivo, ser acusado de possessão demoníaca ou de contato com o Diabo era ser condenado por isso. Independentemente do que fizesse, e por mais que tomasse precauções, os pecados dos quais não tinha consciência sempre podiam ser lançados sobre você.
DURANTE A MAIOR PARTE DA HISTÓRIA HUMANA, a ideia do ESTADO TOTAL ou ABSOLUTO esteve intimamente LIGADA À RELIGIÃO.  Um barão ou rei podia obrigar você a pagar impostos ou a servir em seu exército, e normalmente podia garantir SACERDOTES À MÃO para lembrar a você que era a sua obrigação. MAS os DESPOTISMOS  verdadeiramente ASSUSTADORES foram aqueles que também queriam o conteúdo de seu coração e de sua cabeça.  Quer estudemos as monarquias orientais da China, da Índia ou da Pérsia, os impérios asteca ou inca ou as cortes medievais da Espanha, da Rússia e da França, quase invariavelmente  DESCOBRIMOS QUE ESSES DITADORES ERAM DEUSES, ou OS LÍDERES DAS IGREJAS. Devia-se a eles mais que a mera obediência: qualquer crítica a eles era por definição profana, e milhões de pessoas viveram e morreram de medo de um governante que podia escolher você para um sacrifício...transgredir um dia santo, um objeto sagrado ou uma regra acerca de sexo, comida ou casta, podia produzir calamidades. Isso continuou a ser verdade quando o direito divino dos déspotas começou a dar lugar a versões da modernidade. A idéia de um Estado utópico na Terra, talvez modelado a partir de algum ideal celestial levou as pessoas a cometer crimes terríveis em nome do ideal.
UMA DAS PRIMEIRAS tentativas de criar uma sociedade ideal, baseada no conceito de igualdade humana, foi o Estado socialista totalitário estabelecido pelos MISSIONÁRIOS JESUÍTAS no Paraguai ( e minha cidade vizinha aqui  nas missões no alto Uruguai no RS). Ele conseguiu combinar o máximo de igualitarismo com o máximo de falta de liberdade, e só pôde ser sustentado pelo máximo de medo. Isso deveria ser um alerta para aqueles que buscam aperfeiçoar a espécie humana. Mas o objetivo de aperfeiçoar a espécie, que é a própria raiz e a fonte do impulso totalitário é essencialmente religioso.
Para ter uma disposição totalitária, não é preciso vestir um uniforme nem carregar um porrete ou um chicote. Só é preciso desejar sua própria sujeição e se deliciar com a sujeição dos outros. O QUE É UM SISTEMA TOTALITÁRIO senão aquele em que a glorificação abjeta do líder perfeito é acompanhada da renúncia a toda privacidade e individualidade, especialmente em questões sexuais, e da denuncia e punição, “para seu próprio bem” daqueles que transgridem? O elemento sexual provavelmente é decisivo, no sentido de que a mente mais embotada pode perceber a profunda relação entre a repressão e perversão.
Na visão totalitária religiosa, não é possível escapar deste mundo de pecado original, culpa e dor. Uma infinidade de punições espera por você mesmo depois da morte.  De acordo com os TOTALITARISTAS RELIGIOSOS realmente radicais, como  o torturador, assassino e sádico  João CALVINO, que tomou sua doutrina medonha de Agostinho, uma infinidade de punições pode estar esperando por você mesmo antes do nascimento. Há muito tempo foi escrito quais almas seriam escolhidas ou “eleitas”, quando chegasse o momento de separar as ovelhas das cabras. Não é possível nenhum recurso a essa sentença primordial, e não há boas ações ou profissões de fé que possam salvar aqueles que não tiveram a sorte de ser escolhidos.
A Genebra de Calvino era um Estado totalitário típico. Calvino pode parecer um personagem distante para nós, mas aqueles que costumavam agarrar e usar o poder em seu nome ainda estão entre nós.  São os mesmos que proíbem e censuram livros, silenciam dissidentes, condenam estrangeiros, invadem a esfera privada e invocam uma salvação exclusiva. São a própria essência do totalitarismo. O fatalismo do Islamismo, que acredita que tudo está antecipadamente definido por Alá, tem algumas semelhanças com esta completa negação da autonomia e da liberdade humanas, bem como sua crença arrogante e intolerável de que sua fé inclui tudo o que qualquer um precisa saber.Testemunhas de Jeová ousam dizer que são puros, os escolhidos  os eleitos e que só eles sabem o número exato daqueles que serão poupados da fogueira
ICAR +NAZISMO+FASCISMO+COMUNISMO!
DADO O SEU PRÓPRIO HISTÓRICO de sucumbir a ditaduras, como a religião enfrentou os totalitarismos “seculares” de nossa época?
É preciso inicialmente considerar, por ordem fascismo, nazismo e stalinismo.
O FASCISMO  -  o precursor e modelo do nacional-socialismo, foi um movimento que acreditava em uma sociedade orgânica e corporativa, presidida por um líder ou guia. Surgindo da miséria e da humilhação da Primeira Guerra Mundial, os movimentos fascistas defendiam os valores tradicionais contra o bolchevismo e pregavam o nacionalismo e a piedade. Provavelmente não é coincidência que tenham surgido inicialmente, e de forma mais entusiasmada, em países católicos, e certamente não é coincidência que a Igreja Católica em geral fosse simpática ao fascismo como ideia.
Não apenas a IGREJA VIA O COMUNISMO COMO UM INIMIGO MORTAL, mas também via seu inimigo judeu mais antigo nas mais altas fileiras do partido de Lenin.
Benito MUSSOLINI  mal tinha tomado o poder na Itália e o Vaticano já estava fazendo com ele um tratado oficial, conhecido como Tratado de Latrão de 1929. Pelos termos do acordo, o CATOLICISMO SE TORNOU A ÚNICA RELIGIÃO RECONHECIDA NA ITÁLIA , com monopólio em questões de nascimento, casamento, morte e educação, e em troca conclamava seus seguidores a votar no partido de Mussolini. O Papa PIO XI descreveu il Duce (“o líder”) como “um homem enviado pela Providência”. Eleições não seriam uma característica da vida italiana por muito tempo, mas a Igreja ainda assim levou à dissolução dos partidos católicos leigos de centro e ajudou a financiar um pseudo-partido chamada “Ação Católica”, que foi copiado em muitos países.
Por todo sul da Europa, a IGREJA FOI UMA ALIADA CONFIÁVEL DE REGIMES FASCISTAS na Espanha (general Franco), em Portugal e na Croácia...A Igreja se esforçou para se desculpar durante 50 anos por tudo isso,  mas sua cumplicidade com fascismo é uma marca indelével em sua história.
O primeiro acordo diplomático fechado pelo governo de Hitler foi consumado em 8 de julho de 1933, poucos meses após a tomada do poder, e teve a forma de um tratado com o Vaticano. Em troca de controle inquestionável da educação de crianças católicas na Alemanha, o fim dos abusos infligidos em escolas e orfanatos católicos e a concessão de outros privilégios. A Santa Sé instruiu o Partido Centro Católico a se dissolver e bruscamente determinou que os católicos se abstivessem de qualquer atividade política.. Milhões de católicos que viviam no Terceiro  Reich, que mostraram grande coragem se opondo a ascensão do nazismo, foram traídos.
Por instrução do papa, o cardeal de Berlim regularmente transmitia
“calorosas congratulações ao Führer em nome dos bispos e das dioceses da Alemanha”, sendo essas louvações a partir de 1939, acompanhadas das
orações fervorosas que os católicos da Alemanha estão enviando aos céus a partir de seus altares”. A ordem era obedecida e fielmente executada.
O papa PIO XI , esse papa fraco e doente sempre foi manobrado, ao longo da década de 1930, por seu secretário de Estado, Eugenio Pacelli. Nós hoje o conhecemos Pacelli como o Papa PIO XII, que ocupou o posto depois da morte de seu antigo superior em fevereiro de 1939. Quatro dias depois de sua eleição pelo Colégio de Cardeais, Sua Santidade produziu  a seguinte carta para Berlim:
“ Ao ilustre Herr Adolf Hitler, Führer e chanceler do Reich Alemão!
Aqui, no início de Nosso Pontificado, queremos assegurar que Nós permanecemos dedicados ao bem-estar espiritual do povo alemão confiado a sua liderança. (...) Durante os muitos anos que passamos na Alemanha, fizemos tudo ao nosso alcance para estabelecer relações harmoniosas entre a Igreja e o Estado. Agora que as responsabilidades de nossa função pastoral aumentaram  nossas oportunidades, de forma ainda mais ardente rezamos para atingir essa meta. Que  a prosperidade do povo alemão e seu progresso em todas as áreas se realizem,  com a ajuda de Deus, para a fruição! “.
Seis anos depois dessa mensagem maldosa e vaidosa, o um dia próspero e civilizado povo da Alemanha podia olhar ao redor e dificilmente ver um tijolo sobre outro, enquanto Exército Vermelho sem deus marchava rumo a Berlim.
Estudando aquela guerra, talvez seja possível aceitar que 25 por cento do SS eram católicos praticantes e que nenhum católico foi sequer ameaçado de excomunhão por participação em crimes de guerra. (José Goebbels foi excomungado, mas isso se deu antes e, afinal, ele tinha sido responsável por isso pelo crime de ter se casado com uma protestante.)
Muitos cristãos deram suas vidas para proteger seus próximos, mas a chance de que eles o tenham feito por ordem de qualquer sacerdote é estatisticamente nula. A esquerda secular da Europa se saiu bem melhor da luta contra o nazismo, mesmo que muitos de seus membros acreditassem que havia um paraíso operário além dos montes Urais.
Seres humanos e instituições são imperfeitos, certamente. Mas não poderia haver prova mais clara e vívida de que as instituições sagradas são feitas pelo homem.
O concluio continuou mesmo depois da guerra, com criminosos nazistas procurados, levados para a América do Sul. Foi o próprio Vaticano, com sua capacidade de providenciar passaportes, documentos, dinheiro e contatos, que organizou a rede de fuga e também a necessária proteção e ajuda no outro extremo. Por mais que isso fosse ruim em si, também envolvia cooperação com outras ditaduras  de extrema direita do hemisfério sul, muitas delas organizadas segundo o modelo fascista. Torturadores e assassinos fugitivos como Klaus Barbie se tornavam colaboradores desses regimes, que também desfrutaram de um firme apoio do clero católico local.
Costuma ser esquecido que a tríade do Eixo incluía outro membro, o império do JAPÃO, que tinha como seu chefe de Estado não apenas uma pessoa religiosa, mas na verdade uma divindade. Se a chocante heresia de acreditar que o IMPERADOR HIROHITO ERA DEUS foi algum dia denunciada em algum púlpito alemão ou italiano por qualquer prelado, fomos incapazes de descobrir. Sob o seu sagrado nome milhões de japoneses doutrinados foram martirizados e sacrificados.O CULTO A ESSE DEUS–REI era tão OBRIGATÓRIO e histérico que se acreditava que todo o povo japonês poderia apelar ao suicídio caso sua pessoa fosse ameaçada ao final da guerra. 

Essa deferência à força da opinião religiosa implica o reconhecimento de que FÉ, ADORAÇÃO e POLÍTICA PODEM FAZER AS PESSOAS SE COMPORTAREM REALMENTE MUITO MAL!

Em resumo, para refletir, conforme OSHO:   

“- ...O político também precisa dessas pessoas. Até mesmo os políticos como Hitler e Mussolini, receberam as bênçãos do papa. As massas são enganadas. O sacerdote dá a sanção de Deus, certifica que esse é o homem certo para ser o Presidente, esse é o homem certo para ser o vice-presidente, ministro. É claro que o político necessita disso, porque as massas escutarão os sacerdotes; o sacerdote é imparcial, nada tem a ver com política, está acima da política...ele não está! O sacerdote está nas mãos dos políticos. O que estou lhe dizendo é que esses políticos e esses sacerdotes estiveram constantemente em conspiração, trabalhando juntos de mãos dadas. O político tem o poder político; o sacerdote tem o poder religioso. O político protege o sacerdote, o sacerdote abençoa o político – e as massas são exploradas, sugadas. Seu sangue é sugado por ambos.
Elimine Deus e você elimina os políticos, a política, o sacerdote, a conspiração entre o sacerdote e o político. E com esses dois eliminados, cinqüenta por cento de suas misérias desaparecem.”

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