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4 de maio de 2012

Capítulo 66: A Bíblia Negando a inspirição divina

A Bíblia e as razões para Humanistas negar a Inspiração Divina
Autor: Joseph C. Sommer

Introdução

Este artigo apresenta algumas razões pelas quais os Humanistas asseguram que a Bíblia não é a palavra de Deus.
Os Humanistas estão convencidos de que a Bíblia foi escrita basicamente por seres humanos que viviam numa época de ignorância, superstição e crueldade. Os Humanistas também acreditam que por ter sido escrito por pessoas que viveram numa era bárbara e de pouco esclarecimento, o livro produzido contém muitas afirmativas errôneas e ensinamentos prejudiciais.
Muita crítica tem sido dirigida aos Humanistas pela posição que sustentam em relação à Bíblia. Alguns críticos da filosofia Humanista vão até à ponto de afirmarem que os Humanistas são o próprio Mal ou “agentes” do Demônio. A esperança é a de que este artigo proporcione esclarecimentos quanto às reais opiniões dos Humanistas a respeito da Bíblia.

Contradições

O fato da Bíblia apresentar contradições é uma das razões pelas quais os Humanistas consideram o livro como sendo de autoridade não confiável. Obviamente, se duas afirmativas na Bíblia se contradizem, pelo menos uma das afirmativas deve ser falsa. Pelo fato de que em numerosas passagens ocorrem versículos bíblicos contraditórios, deduz-se que a Bíblia contem muitas afirmativas falsas.
As contradições aparecem já no início, quando relatos sobre a criação do mundo são apresentados.
Por exemplo, Gênesis, capítulo 1, diz que o primeiro homem e a primeira mulher foram feitos ao mesmo tempo, depois dos animais ("Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou" G 1,27). No entanto, Gênesis, capítulo 2, diz que a ordem da criação foi a seguinte: homem, depois os animais e depois a mulher ("Então Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente"G 2,7 - "Deus modelou do solo todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as levou ao homem para ver como ele as chamaria" G2,19 - "Depois da costela que tirara do homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem" G2,22).

A Terra é criada antes da luza e estrelas, pássaros e baleias antes de répteis e insetos, e florescem plantas antes de qualquer animal (1:1-2-3). Deus cria a luz e a separa da escuridão, o dia da noite, no primeiro dia, mas ele ainda não criou os objetos que produzem luz (o sol e as estrelas) até o quarto dia (1:14-19).

Em Gênesis 1, as árvores frutíferas foram criadas antes do homem, mas no capítulo 2 há a indicação de que as árvores frutíferas foram criadas depois do homem. Em G 1:20 diz que as aves foram criadas das águas mas em G:19 se diz que as aves foram criadas do solo. Também em G 1:2-3 afirma-se que Deus criou a luz e a separou da escuridão no primeiro dia, mas G1:14-19 diz que o sol, a lua e as estrelas só foram feitos no quarto dia. Como pôde haver “tarde e a manhã” no primeiro dia se não havia nenhum sol para os marcar? Deus gasta 1/6 do esforço criativo dele (o segundo dia) trabalhando em um firmamento sólido. Essa estranha estrutura que Deus chama céu, pretendende

Contradições também abundam nos relatos bíblicos de um dilúvio universal.
G 6:19-22 diz que Deus ordenou a Noé para trazer para a arca de 450 pés de comprimento, dois (ou sete?) seres de cada espécie. Todos os animais subiram a bordo da arca “no mesmo dia” (7:13-14)

No entanto, em G 7:2-3 há que "de todos os animais puros e das aves dos céus, tomarás sete pares, o macho e sua fêmea; dos animais que não são puros, tomarás um casal, o macho e sua fêmea".
G 7:17 diz que a inundação – o dilúvio- durou quarenta dias, mas
G 8:3 diz que durou cento e cinqüenta dias.
G8:4, afirma que, conforme as águas desceram, a arca de Noé repousou sobre as montanhas de Ararate no sétimo mês mas no próximo versículo se afirma que o topo das montanhas não podia ser visto até o décimo mês.
G 8:13 afirma que a terra estava seca e o solo enxuto no primeiro dia do primeiro mês, mas em
G 8:14 temos que a terra estava seca até o 27º dia do segundo mês.
Quando os animais deixaram a arca, o que teriam comido? Não teriam buscado nenhuma planta no chão que tinha ficado submerso durante meses. O que teriam comido os carnívoros? Qualquer presa teria sido extinta.

O Antigo Testamento também apresenta significativas contradições na história do censo realizado pelo Rei David e a subseqüente punição dos Israelitas por Deus.

De acordo com a história, Deus estava tão enraivecido pelo censo que ele enviou uma praga que matou setenta mil homens. Samuel II 24:1 diz que Deus é que mandou David realizar o censo (Vai, disse Deus, e fazei o recenseamento de Israel e de Judá), mas nas Crônicas I 21:1 afirma-se que David foi influenciado por Satã para realizar o censo (Satã levantou-se contra Israel e induziu Davi a fazer o recenseamento de Israel).

Além disso, há uma contradição no que diz respeito à questão sobre o castigo de Deus às crianças pelos crimes cometidos por seus pais. Em Ezequiel 18:20, o Senhor diz: "Sim, a pessoa que peca é a que morre! O filho não sofre o castigo da iniqüidade do pai, como o pai não sofre o castigo da iniqüidade do filho". No entanto, em Êxodos 20-5, Deus diz: "Sou um Deus ciumento, que puno a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e a quarta geração dos que me odeiam".

O Antigo Testamento é contraditório sobre o comando de Deus para que os Israelitas sacrificassem animais em seu louvor.
Em Jeremias 7:22, Deus diz que não mandou os Israelitas fazerem qualquer sacrifício de animais. No entanto, em
Êxodos 29:38-42 e em muitas outras passagens no Pentateuco, Deus é claro quanto ao pedido para que os Israelitas sacrifiquem animais.

Passando para o Novo Testamento, há contradições quanto à genealogia de Jesus da forma como é apresentada no primeiro capítulo de Mateus e a genealogia do terceiro capítulo de Lucas. Ambas genealogias apresentam o pai de Jesus como sendo José (o que é curioso, posto que Maria teria sido fecundada pelo Espírito Santo), mas Mateus afirma que o nome do pai de José era Jacó, enquanto que Lucas diz que seu nome era Heli.
Também Mateus diz que houve vinte e seis gerações entre Jesus e o Rei David, porém, Lucas diz que o número foi de quarenta e uma gerações.
Além disso, Mateus alega que Jesus era descendente de Salomão, filho de David, mas Lucas afirma que era de Natan, outro filho de David.

Na história do nascimento de Jesus, Mateus 2:13-15 diz que José e Maria partiram para o Egito imediatamente após a vinda dos magos do oriente com seus presentes.
No entanto, Lucas 2:22-40 indica que, após o nascimento de Jesus, José e Maria permaneceram em Belém durante o tempo da purificação de Maria (que era de quarenta dias, de acordo com as leis da época) e que depois levaram Jesus para Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor e depois retornaram para sua casa em Nazaré. Lucas não menciona a jornada para o Egito ou a visita dos sábios do oriente.

Quanto à morte de Judas, Mateus 27:5 diz que Judas pegou o dinheiro que tinha obtido pela traição, atirou-o no templo, e depois foi enforcar-se. No entanto, Atos 1:18 relata que Judas usou o dinheiro para comprar um campo e que caindo de cabeça para baixo, arrebentou-se pelo meio, derramando todas as suas entranhas.
Na descrição de Jesus sendo levado para a execução, João 19:17 diz que Jesus carregou sua própria cruz. No entanto, Marcos 15:21-23 diz que um homem chamado Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, carregou a cruz de Jesus até o local da crucificação.

Quanta à própria Crucificação, Mateus 27:44 nos diz que Jesus foi insultado pelos ladrões que estavam sendo crucificados junto dele.
No entanto, Lucas 23:39-43 diz que somente um dos ladrões insultou Jesus e que o outro ladrão defendeu Jesus a quem Jesus teria dito: "Hoje ainda estarás comigo no Paraíso". Quanto às últimas palavras de Jesus na cruz,
Mateus 27:46 e Marcos 15:34 afirmam que Jesus gritou: "Deus, meu Deus, por que me abandonastes?". Lucas 23:46 diz que as últimas palavras de Jesus foram: "Pai, em suas mãos eu entrego meu espírito". Segundo João 19:30 as últimas palavras de Jesus, foram: "está terminado".

Há contradições inclusive nos relatos da Ressurreição - o evento que é a base da religião cristã.
Marcos 16:2 diz que no dia da ressurreição certas mulheres chegaram ao túmulo ao nascer do sol,
mas João 20:1 diz que quando chegaram já era noite.
Lucas 24:2 nos diz que o túmulo estava aberto quando as mulheres chegaram,
mas Mateus 28:1-2 diz que ele estava fechado.
Marcos 16:5 diz que as mulheres viram um jovem rapaz no túmulo,
Lucas 24:4 diz que viram dois homens,
Mateus 28:2 alega que elas viram um anjo,
e João 20:11-12 afirma que elas viram dois anjos.

Sobre a colocação em cima das cruzes a identidade de cada um dos condenados e a natureza do seu crime, há divergências na redação entre os quatro evangelistas. Qual deles acertou o texto INRI?
Marcos disse: “ O Rei dos Judeus” (Mc. 15,26)
Mateus: “Este é Jesus, o rei dos Judeus” (Mt, 27,37).
Lucas: “Este é o rei dos Judeus” (Lc, 23,38)
João Zebedeu, chamado o Evangelista: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” ) Jo, 19,19).
Quem estava com a verdade, quem tinha razão?

Nesse volume , também muito se fala nas mitologias e lendas (conheça mais em “Grandes Lendas e Mitos Universais – Próximo Oriente” - de John Gray Ed. Verbo) sumérias e gregas e do povo hebreu e seus povos vizinhos, que se mostraram refletidos nos textos da Bíblia.

Como ensina a Igreja Católica, “para escrever os livros sagrados Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo que Ele queria (Dei Verbum); portanto “Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio dos homens à maneira humana” (D.V.,12). Daí que não seja despropositado o estudo e análise literária, que aqui se faz , dos mitos narrados na Bíblia, de um ponto de vista estritamente humano e a par de outras lendas de outros povos.
Numa perspectiva religiosa, contudo, só se deve procurar na Bíblia a "verdade" que diz respeito à salvação do homem. Essa Verdade não se encontra num versículo, nem mesmo num livro, antes em toda a Escritura tomada globalmente (sem ignorar as descobertas científicas e arqueológicas).

Para além dos mitos, são muitas e variadas as formas literárias utilizadas na Bíblia (por exemplo, crônicas ou parábolas). Livros há em que outro gênero de elementos (históricos, épicos, escatológicos, apocalípticos, etc.) se afastam do mito, e outros livros ainda como Deuteronômio ou dos Profetas, representam, em grande parte, uma reação também contra os mitos.

Enquanto que, para alguns autores, toda a revelação do Antigo Testamento pode ser encarada como – “um longo processo de desmistificação”, no Novo Testamento são freqüentes as advertências de S.Paulo contra os mitos e o testemunho de S. Pedro é claro “...não foi baseando-nos em fábulas engenhosas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos visto a Sua majestade com os nossos próprios olhos”.

“Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez de os dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro.
De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos.
Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinadas como a verdade sagrada todo o domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade.”  Bertrand Russel

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