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6 de novembro de 2010

Capítulo 64: A Bíblia - Origem, enigmas e mistérios!

Humanistas falam sobre os Argumentos Relativos


A antiguidade da Bíblia e a extensão histórica

Segundo os apologistas cristãos, a Bíblia possui 3.500 anos de idade, tendo sido escrita entre cerca de 1540 a .C. e 90 d. C. Porém, como estamos neste livro a buscar evidências que sustentem a autoria divina da Bíblia no sentido de entender por que crer na Bíblia, é óbvio que devemos recorrer a fontes extras bíblicas que são apresentadas pelos Humanistas.
Essa idade é fornecida pela própria Bíblia, e sendo assim não poder ser levada em consideração. Caso a idade auto declarada de um Livro sagrado fosse válida nessa discussão, teríamos que admitir que Kibalion de Hermes Trimegistos tem 6.000 anos de idade.

A maioria dos arqueólogos e historiadores não comprometidos com a Bíblia afirma ter sido ela começada a ser escrita entre 600 e 300 a . C, mais provavelmente durante o cativeiro babilônico. Mas há indícios de que o livro de Jô, considerado o mais antigo do Velho Testamento, tenha fragmentos datados de cerca de 1000 a .C.
O ponto mais relevante porém é verificar não em que época a Bíblia começou a ser escrita mas sim quando terminou, e nesse sentido, ela perde largamente para os Hinos Sagrados Hindus, os Vedas, que foram totalmente escritos por volta de 900 a . C., e se declaram divinamente inspirados.
Paralelo a Bíblia também temos o Mahabarata do Bramanismo, datado pelos estudiosos como tendo sido escrito em período equivalente, entre os séculos VI e III a . C.

É comum os defensores da divindade bíblica também afirmarem que a Bíblia foi escrita ao longo de 1600 anos. Tal afirmação é muito discutível. Se eu decidir escrever hoje um livro combinando obras de Platão, Plotino, Tomás de Aquino e Espinosa poderia então afirmar que meu livro foi escrito ao longo de 2500 anos?

Os mais antigos autores da Bíblia sequer tinham idéia de que sua obra receberia tantas adições posteriormente. Os judeus, autores do Antigo Testamento, sequer reconhecem a validade do Novo Testamento. Durante muitos séculos inclusive mantiveram a Torah, ou Pentateuco (os 5 primeiros livros da Bíblia), isolados dos demais livros que viriam a formar a Bíblia Judaica, ou o Velho Testamento.

Quanto a afirmar ser a Bíblia o primeiro livro a começar a ser escrito, tal informação não é verdadeira, sendo os historiadores da antiguidade, mesmo levando em conta a data fornecida pela própria Bíblia. Ela ainda seria mais nova que o Código de Hamurábi, ou vários textos Sumérios. E mesmo que tivesse começado a ser escrita antes de qualquer outra obra literária, ela só viria a ser completada pouco antes do primeiro século da era cristã, ou seja, até então não havia a Bíblia completa.
Como uma obra inteira ela só seria então mais antiga que o Al Corão e o Guru Grant Sahib, perdendo para o Talmud, o Zend Avesta, os Anacletos de Confúcio, o Tão Te King e etc.

Outro problema desse argumento é que ele declara em geral a Bíblia acompanhando toda a história humana desde o Êxodo judaico do Egito, o que leva inevitavelmente ao questionamento de por que ela parou de ser escrita há mais de 1900 anos, que foram tão ou mais marcantes e revolucionários que qualquer outra época?

A popularidade da Bíblia

Dentre todos os 7 argumentos apresentados, este é o único indiscutivelmente verdadeiro, como o pode confirmar qualquer estatística historiográfica literária, ou mesmo índices comerciais de vendas, e até o próprio Livro Guiness de Recordes. Portanto basta verificar então sua relevância. Seria então uma evidência favorável a uma autoria divina?
A princípio nada garante que o simples fato de uma obra qualquer atingir uma grande popularidade prova qualquer autoria divina, além disso, embora seja certo que a Bíblia seja o livro mais difundido, é muito discutível que ela seja o mais lido.
Sem sombra de dúvida, a imensa maioria de todas as Bíblias jamais foi lida sequer em sua maior parte. A absoluta maioria das pessoas que tem acesso a uma Bíblia, jamais a leu totalmente. Sendo assim eu não duvidaria que qualquer romance de Sidney Sheldon ou J.K. Rowling ( ou Paulo Coelho) seja atualmente mais lido que a Bíblia.

Porém, é claro, a Bíblia possui o tempo a seu favor, afinal em sua versão cristã católica, já existe há 1700 anos, e na verdade Protestante há 500 anos. Não obstante, até o século XVIII, a maioria esmagadora das pessoas que já viveram, nunca apreenderam a ler ou escrever, e sendo assim mesmo tendo acesso a uma Bíblia, não poderiam consultá-la diretamente, por isso, se somarmos todos os potenciais leitores da Bíblia que existiram antes do século XX, com certeza não serão tão numerosos quanto o são os do século XX em diante, mesmo porque a população dobrou de tamanho.
Uma coisa é certa, se a Bíblia estivesse disponível a toda e qualquer pessoa que tenha vivido na Terra em qualquer época, ainda que por apenas uma oportunidade e no idioma desta pessoa, seria um argumento fortíssimo a seu favor como um livro de autoria divina, pois evidenciaria o alcance de um poder sobre-humano que permitiria a qualquer pessoa a possibilidade de acessa-la.
Mas é claro que nem mesmo o mais radical fundamentalista bíblico declararia isto. A maioria das pessoas que viveram na Terra jamais teve acesso a Bíblia, e mesmo que tivessem, em sua absoluta maioria eram ágrafas. Mesmo hoje em dia, cerca de pelo menos ¼ da população mundial mal sabe de sua existência. Ainda há pessoas que vivem toda uma vida e sem qualquer chance de tomar contato com o livro conhecido como a Bíblia. Muitas destas pessoas inclusive possuem seu próprio livro sagrado, que também se declara divino.

Dessa forma, embora o argumento da Popularidade da Bíblia seja em essência indiscutível, ele pouco pode contribuir em favor de sua alegada divindade.

A precisão histórica

Esse argumento é amplamente proposto pelos defensores da Bíblia, mas ele não é aceito pelos historiadores. Ao contrário do que alguns afirmam, a Bíblia não é endossada pela história.

Basta recorrer aos conhecimentos básicos sobre História. Nenhum dos eventos bíblicos da Gênese são aceitos pelos historiadores e nem pelos arqueólogos. Não há qualquer indício de que tenha havido não só a Criação Divina, mas também o Dilúvio, as cidades de Sodoma e Gomorra ou a Torre de Babel. O Pentateuco contem dois relatos divergentes da Criação, duas diferentes genealogias da semente de Adão e duas narrativas do Dilúvio. Nem mesmo o Cativeiro dos Hebreus no Egito e o Êxodo, e nem as pragas e o dilúvio possuem qualquer evidência fora da Bíblia. Existem relatos absurdos de longas vidas: Sem 100 anos; Arfaxade 403 anos; Sala 403; Héber 430; Pelegue 209; Réu 207; Serugue 200; Naor 119; Terá 205 anos (Gn:11:10-32).

A Biblia e a História só começaram a se sincronizar a partir da peregrinação em busca da Terra prometida, e só de fato ocorre endosso da história a partir do cativeiro babilônico. Ainda assim há inúmeras incoerências levantadas pelos arqueólogos e historiadores,( já comentados em capítulos anteriores).

De fato, a Bíblia a partir daí se torna uma fonte de pesquisa histórica, mas discordante de outras fontes. Porém a presença de, várias contradições internas nos próprios textos bíblicos, afetam consideravelmente sua confiabilidade.

Outro ponto a se considerar é que apesar da Bíblia se referir as civilizações do Norte da África como Egito e a Etiópia, ou da Mesopotâmia como Babilônia e Pérsia, ela ignora completamente a existência de pelo menos duas civilizações tão ou ainda mais antigas, como os Mongóis e as Chinesas, e praticamente nada fala da Índia.

Pior, de acordo com algumas teologias bíblicas a cultura hindu derivou da Babilônia, apesar da História e Antropologia possuir evidências confiáveis de que a civilização hindu é muito mais antiga que a babilônica, chegando a possuir cerca de 7 mil anos. Mil anos a mais do que a contagem regressiva de gerações até Adão.

Além disso os Evangelhos são a única fonte a citar a existência de Jesus Cristo, que não possui nenhuma outra evidência de existência extra bíblica a não ser escritos que se baseiam na Bíblia.

Por isso, a alegação de que a Bíblia possua precisão histórica é amplamente refutada pela quase totalidade dos historiadores e antropólogos. E mesmo que ela seja uma fonte histórica, a presença de contradições em seu texto depõe contrariamente a seu favor.

Vejamos nos próximos capítulos para reflexão, sobre as pretensões do cristianismo com suas contradições e erros históricos na Bíblia e se ela é verdadeiramente a palavra e a sabedoria de um Deus.


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