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22 de outubro de 2010

Capítulo 60: Filosofando com SARTRE - O Sentido da Vida

Sartre a liberdade de ser e o sentido da vida

O existencialismo do filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980), viveu 75 anos do século XX, anos estes em que o mundo foi marcado, de modo geral, por inúmeras transformações, as quais contribuíram para a construção de um novo modo de ser da humanidade.
Companheiro da filósofa Simone de Beauvoir, “uma moça bem comportada”, a qual foi uma das figuras mais importantes de sua vida e que o acompanhou até a sua morte. De maneira resumida e para leigos é um projeto ambicioso: a interpretação total do mundo. Baseado principalmente na fenomenologia de Husser e em “Ser e Tempo” de Heidegger, o existencialismo (humanismo) sartriano procura explicar os aspectos da experiência humana – o homem é o único ser vivo consciente de sua existência. A maior parte desse projeto está sistematizada em seus dois grandes livros filosóficos: “O ser e o nada” e “Crítica da razão dialética”.

A consciência humana é um tipo diferente de ser, por possuir conhecimento a seu próprio respeito e a respeito do mundo. Cada pessoa só tem como essência imutável, aquilo que já viveu. Posso saber que o que fui se definiu por algumas características ou qualidades, bem como pelos atos que já realizei, mas tenho a liberdade de mudar a minha vida deste momento em diante.

Uma das afirmações mais conhecidas de Sartre, é que o ser humano está condenado à liberdade. Isso significa que cada pessoa pode a cada momento escolher o que fará de sua vida, sem que haja um destino previamente concebido. Ao invés disso, as escolhas de cada um são direcionadas por projetos. Há vários tipos de projeto, como escrever um artigo na Wikipédia ou comprar uma casa, mas Sartre considerava que todas as pessoas são movidas por um projeto fundamental, o projeto de auto-realização, da transcendência.
Todos temos o sonho de sermos pessoas que já realizaram todas as suas potencialidade, todos os projetos. Um ser que realizou tudo o que podia esgota suas potencialidades, torna-se Em-si. Isso pode acontecer, por exemplo quando morremos. Nesse momento a consciência deixa de existir e nos tornamos um ser de essência conhecida, completo e acabado.
Mas a morte é uma contingência, algo que acontece sem que possamos evitar e impede a concretização de nossos projetos. Não é a morte a transcendência desejada. Sartre diz que o projeto fundamental é tornar-se um ser que já realizou tudo, mas preserva a sua consciência, um Ser Em-si-Para-si. Tal ser corresponde à noção que temos de Deus, um ser completo, sem limitações e com todas suas potencialidades já realizadas, mas ainda consciente de si e do mundo. Sartre diz que as coisa físicas só são “em si”, ao passo que o homem também é “para si”. Ser uma pessoa é, portanto, diferente de ser uma coisa. Em outras palavras, para Sartre, o homem é um ser que “projeta tornar-se deus”.

A liberdade é que torna possível escolher dentre todas as alternativas possíveis, aquela que vai nos levar a um caminho mais curto em direção ao projeto fundamental. Obviamente as pessoas estão sujeitas a limitações físicas. Mas isso não diminui a liberdade. Pelo contrário, são limitações que tornam a liberdade possível. Mesmo um homem preso a uma cama pode ter a liberdade de querer se curar e andar. Essa é, para Sartre, a verdadeira liberdade da qual nenhum homem pode escapar.

“Não é a liberdade de realização, mas a liberdade de eleição”.

O importante não é o que o mundo faz de você, mas o que você faz, com aquilo que o mundo fez de você. Uma conhecida fala de Sartre sobre a liberdade é esta.

“Uma vez que a liberdade explode no peito de um homem, contra este homem nada mais podem os deuses”

Cada escolha carrega consigo uma responsabilidade. Se escolho ir a algum lugar, falar alguma coisa, escrever um artigo, tenho que ter consciência de que qualquer conseqüência desses atos terá sido resultado de minha própria escolha. E cada escolha ao ser posta em ação provoca mudanças no mundo que não podem ser desfeitas. Não posso, segundo o existencialismo, atribuir a responsabilidade por esses atos a nenhuma força externa, ao destino ou a Deus. Em cada momento, diante de cada escolha que faço, torno-me responsável não só por mim, mas por toda a humanidade. E faço por minha própria escolha, para que o mundo se torne mais como eu o projetei. Para ser livre também tem que ser responsável, liberdade só dá certo quando o indivíduo age com responsabilidade. Nós mesmos temos que decidir como queremos viver.

Pela má-fé renunciamos à nossa própria liberdade, fazendo escolhas que nos afastam do projeto fundamental, atribuindo conformadamente essas escolhas a fatores externos, ao destino, a Deus, aos astros, a um plano sobre humano.
Assim, não há como responsabilizar o destino ou qualquer providência divina pelos acontecimentos de sua vida. Diria Sartre:
“Estamos sós e sem desculpas”.
O existencialismo ateu de Sartre, por sua natureza avessa aos dogmas da igreja e da moral constituída, atraiu muitos grupos que viam na defesa da liberdade e da vida autêntica um endosso à vida desregrada – obviamente, por um erro na compreensão do que há de essencial na concepção de liberdade elaborada pelo filósofo francês. Seria uma filosofia contra a humanidade. Não há um Deus criador para conceber o homem e para lhe dar uma finalidade prévia. Essa é uma das razões porque toda a obra de Sartre foi incluída mo Index de obras proibidas pelo Vaticano.
Sartre responde a isso na conferência “O existencialismo é um humanismo”, em que afirma que o existencialismo não pode ser refúgio para os que procuram o escândalo, a inconseqüência e a desordem. O movimento não defende o abandono da moral, mas a coloca em seu devido lugar: na responsabilidade individual de cada um. O existencialismo prega uma moral laica em que nossas escolhas não são determinadas pelo medo da punição divina, mas pela consciência de nossa responsabilidade. Mas, admite que, enquanto a humanidade estiver limitada por leis de mercado e pela busca da sobrevivência imediata, a liberdade individual não poderia ser totalmente alcançada.

Na definição do filósofo francês, Jean-Paul Sartre, o desaparecimento de “uma das maiores idéias humanas de todos os tempos” deixou na consciência dos homens “um buraco em forma de Deus”, (Sartre foi um dos coveiros mais recentes do divino, propondo que, mesmo que Deus existisse, seria necessário rejeitá-lo, pois a idéia nega a nossa liberdade).

Qual o Sentido da Vida? Conforme no filme o Sentido da Vida, Sartre:

“O homem não pode desejar nada, a menos que antes compreenda que ele só pode contar consigo mesmo; que está sozinho, abandonado na Terra, sem outros objetivos a não ser os que ele mesmo estabelecer, sem outro destino a não ser o que ele forjar.”

Não se pode negar sua duradoura influência sobre os mais variados ramos do conhecimento humano. Por ser muito voltado à discussão de aspectos formadores da personalidade humana, o existencialismo exerceu influência na psicologia, na literatura, na poesia e cinema. Através de sua contribuição à arte, Sartre conseguiu inserir a filosofia na vida das pessoas comuns. Essa continua a ser sua maior contribuição à cultura mundial conforme lemos acima.

O objetivo da vida é a vida em si – mais vida, vida mais profunda, vida mais elevada, mas sempre vida. Creio na igualdade do homem, na igualdade, justiça, amor, verdade e nas criaturas felizes. Mas não tente forçar alguém a seguir um certo caminho que você acha que é certo. Você pode segui-lo, é a sua liberdade, mas nunca o imponha a ninguém mais. Assim como tenho os meus motivos para não acreditar, não condeno os que acreditam.
O Sentido da Vida! A fonte da sabedoria! A paz! - são as buscas constantes do ser humano. Tais buscas terminarão quando a verdade adormecida em seu íntimo for provocada, porque você já a possui em seu próprio ser. Já nasce com isto! Isso é tudo que existe.

Para o moderno filósofo francês Luc Ferry autor de “Famílias, Amo Vocês” e outros, o ser humano pode viver melhor. E explica que nos últimos séculos, houve mortes maciças em guerras de religião, nacionalistas e guerras revolucionárias. Esses motivos desapareceram. Os jovens ocidentais de hoje não são capazes de morrer nem pela pátria, nem por Deus, nem pela revolução. Acabou! E que os únicos seres humanos pelos quais seríamos capazes de arriscar nossa vida são os outros seres humanos – nossos filhos, nossa família, nossos amigos ou mesmo pessoas que passam por situações graves de miséria. Passamos da transcendência vertical – Deus, pátria, as grandes utopias para a transcendência horizontal – 0s homens. É uma maravilha não morrer por motivos estúpidos, e sim para salvar outros seres humanos.
O novo Humanismo do mundo moderno, o sentido da vida passou a ser a “sabedoria do amor”. Antigamente, o valor absoluto era uma coisa transcendente, ou seja, superior a nós, com Deus e a eternidade. O valor absoluto caía do céu. Mas agora ele está em nós e o amor familiar define tudo hoje em dia. A verdade não é mais descoberta hoje sob argumentos autoritários, superiores, mas na sua parte mais íntima – o coração. Diz o autor de diversas obras. Como os gregos, nós hoje achamos que uma vida mortal bem sucedida é melhor que ter uma imortalidade fracassada, uma vida infinita e sem sentido. Devemos buscar uma vida boa (Aprender a Viver) e aceitar a morte de uma maneira lúcida sem a ajuda de uma fôrça superior.

Algo comum nas religiões: os líderes religiosos explicam a eterna necessidade de que os homens tem do sobrenatural e tratam as pessoas como crianças, deixando-as numa eterna ilusão e não contam que escondem a verdade em alegorias.
Até quando, vamos seguir manuais de instruções dados por um Deus, com rituais e cerimoniais para buscar um ser superior que nós dará a existência para sempre?
Por que dedicar tanto amor a um fantasma, viver desesperado quando há tanto amor para dar ao semelhante. Temos que celebrar a vida e não a morte.
Zaratustra num livro corajoso ensina. Como reverenciar e celebrar a vida. Escolher a vida para “usufruí-la” em vez de ser “usufruído” por ela. Em outras palavras, tinha que amar seu destino e, acima de tudo, havia a pergunta de Zaratustra que sempre fazia – se gostaríamos de repetir a mesma vida eternamente?

Condeno as invenções humanas criadas para aterrorizar e escravizar os humanos através do poder. O mundo não precisa de nenhuma religião professada com explicações mirabolantes. Precisamos de religiosidade. A minha religião é a minha própria mente livre.

Ou se preferirem G. W. F. Hegel no seu Idealismo já dizia:

“ser livre não é nada . Tornar-se livre é tudo”.

O mundo precisa de indivíduos em busca da verdade e de uma vida mais profunda e mais rica, e não de um pseudo Deus, não de um suposto paraíso, não de um céu povoado de anjos e arcanjos . As portas estão dentro de seu próprio coração. E quando a vida se torna infinitamente profunda, ela é o paraíso. Viva e complete essa vida. Viva o melhor possível e, só então morra. Não deixe nada por viver agora. Viva a vida presente e não pense numa vida ilusória futura.

Ou como o próprio Sartre disse que “o inferno são os outros”. O que quer dizer que nós teríamos muito mais chances de sermos felizes e realizados se não tivermos inveja e não olharmos como parâmetro o que os outros possuem de luxo e riqueza. Teríamos mais chances de sermos felizes e realizados se olhássemos só para nós.


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Carpe Diem

“Colha o dia”


“Alegre-se, aproveite o bom momento sempre é possível melhorar.
Combine a satisfação, alegria e contentamento já alcançados com uma busca otimista por novas melhoras e aperfeiçoamentos.
Hoje aproveite o dia.
O ontem já passou e o amanhã pode nunca chegar.”

Horácio


O melhor do Blog ainda nos próximos capítulos ! Aguardem!

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