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16 de outubro de 2010

Capítulo: 56

O Dilúvio e a Arca de Noé nunca existiram!


“Deus disse a Noé:

‘Chegou o fim de toda carne, eu decidi, pois a terra está cheia de violência por causa dos homens, e eu os farei desaparecer da Terra”.

“As águas subiram cada vez mais sobre a terra e as mais altas montanhas que estão sob todo o céu foram cobertas”

Gênesis

No Gênesis da Bíblia, a história do Dilúvio é uma das poucas que ainda alimenta o interesse dos cientistas, depois que os físicos substituíram a criação do Mundo pelo Big-Bang e Darwin substituiu Adão pelos macacos nossos primos ancestrais.

Segundo a Bíblia, choveu incessantemente durante 40 dias e 40 noites (Gênesis, 7,17), cobrindo todo o planeta.

Na terra encontramos a água, segundo a ciência, em dois terços do nosso planeta. Para se ter água a ponto de cobrir todos os montes da terra, temos duas hipóteses:
1ª - Afundamento de toda a superfície de terra; ou
2ª - As águas de chuva vieram de outro lugar que não a Terra, pois água do nosso planeta é pouca para cobrir todos os montes altos (Monte Everest 8.848 metros de altura).
Se considerarmos um Dilúvio localizado em determinada região da Terra, e não nela toda, só em filmes de Steven Spielberg. Se as águas alcançassem essa altura de quase 9 km, todos os mares deveriam subir a uma razão de 222 m por dia. Entretanto, qualquer meteorologista confirmaria o fato de que se as nuvens que estão em nossa atmosfera atualmente se precipitasse de repente sobre todo o mundo, o globo ficaria coberto apenas 5 cm de água.

Deus ordena a Noé, que construa uma embarcação de dimensões semelhantes às de um transatlântico moderno, que só a engenharia naval do século passado conseguiu construir. Teria necessitado a ajuda de centenas de pessoas. O mais absurdo pitoresco e difícil de admitir é que Noé e sua família pudessem ter percorrido os cinco continentes do planeta para trazer todas as espécies de animais existentes, dois (ou sete?) , macho e fêmea de cada espécie. Hoje estimadas em 10 milhões de espécies no Planeta Terra. Se sabemos que até os zoológicos com todas as técnicas modernas tem problemas para manter vivas algumas espécies em cativeiro. Como Noé fez para criar um ambiente apropriado?
Segundo a bíblia, colocou todas, o equivalente a 108 estádios de futebol que nem o Maracanã, ou 60 mil ônibus ou 5 mil Km de vagões de trem...Como Noé conseguiu esse “milagre”?
Noé envia uma pomba para ver se havia qualquer terra seca. Porém ela volta sem achar nenhuma. Então, só sete dias depois sai novamente, e retorna com uma folha de oliveira. Mas como uma oliveira pôde sobreviver à inundação? E se acontecesse de qualquer semente sobreviver, certamente ela não germinaria e produziria folhas num período de sete dias (8:8-11) Quando os animais deixaram a arca, o que foi o que elas comeram? Plantas no chão que teriam ficado submersas durante quase um ano. O que teriam comido os carnívoros? E como os primatas do Mundo Novo ou os marsupias australianos chegaram lá ? (8:19). Noé mata “todo animal limpo” e queima os corpos mortos para Deus. De acordo com isso, teria causado a extinção de todos os animais “limpos” que foram levados para a arca (8:20-21)

Os ecologistas afirmam que uma espécie encontra-se extinta quando restam algumas centenas de exemplares, sendo impossível repovoar o planeta somente com um casal de cada. Por sua vez , a bioestratigrafia rejeita a hipótese da morte simultânea de todas as espécies que habitaram o planeta.

Lendas sobre grandes dilúvios estão espalhadas entre as diferentes culturas. Estima-se que cerca de 300 histórias e mitos desse tipo já tenham sido registradas. A de Noé no entanto, é a mais famosa ficção na civilização ocidental.
O povo hebreu entrou em contato com o mito de Gilgamesh no século VI a . C.,. Em 598 a . C., o rei babilônico Nabucodonosor, depois de conquistar a Assíria, invadiu e destruiu Jerusalém e seu templo sagrado. No ano seguinte os judeus foram deportados para a Babilônia como escravos e o chamado exílio babilônico durou 40 anos. Em 538 a . C., Ciro, o fundador do império Persa, depois de submeter a Babilônia, permitiu o retorno dos judeus à Palestina. Os rabinos ou “escribas” começaram a reconstruir o Templo e a reescrever o Gênesis para, de alguma forma, dar um sentido teológico à terrível experiência do exílio. Assim, a ameaça do Dilúvio seria uma referência à planície inundável entre os rios Tigre e Eufrates, região natal de Nabucodonosor; os 40 dias de chuva seriam 40 anos de exílio; e a aliança final de Deus com Noé, marcada pelo arco-íris, uma promessa divina de que os judeus jamais seriam exilados.
“Frutificai e multiplica-vos, e enchei a terra”. Embora esse teria sido um bom conselho para o Noé mítico, é um conselho mortal para a humanidade. Superpopulação é um dos nossos maiores problemas, contudo não há nenhuma referência sobre isso na Bíblia. De acordo com esse verso, todos os animais temem os homens. Embora seja verdade que muitos animais nos temam, também é verdade que alguns não. “Na vossa mão são entregues (os animais)”. Deus deu os animais aos homens, e eles podem fazer tudo o que desejarem. Esse verso tem sido usado por crentes da bíblia para justificar todos os tipos de crueldade aos animais (9:2). Deus está cheio de remorso por ter matado as suas criaturas. Ele faz um trato com Noé e todos os animais prometendo nunca os submergir novamente, e põe o arco-iris no céu de forma que sempre que vê-lo, o fará lembrar da sua promessa, assim ele não será tentado a fazer isso novamente Gen: 9:9-17). Mas o arco-iris é causado por refração da luz em pingos de chuva. Eles já existem a bilhões de anos antes dos humanos existirem.

Estudiosos apontam que o Dilúvio, parte do Livro do Gênesis, tenha sido escrito entre 550 a .C. e 450 a . C., período em que os judeus mais influentes de Jerusalém foram aprisionados na Babilônia.

O Gênesis cumpria o papel de reforçar a identidade desse povo. Inspirado na literatura babilônica, o livro mostrava que os judeus tinham uma história e um passado respeitável e deveriam buscar seu futuro a partir daqueles ensinamentos de seus antepassados.

A história da Arca de Noé tem muito em comum e semelhança com um poema babilônico escrito por volta de 1600 antes de Cristo, que faz parte do Épico de Gilgamesh. O poema trata de um rei mítico chamado Atrahasis, que é avisado a tempo pelos deuses de que um Dilúvio está prestes a destruir a humanidade. Atrahasis constrói então uma enorme embarcação, e nela coloca Up-napitsi (o Nóe sumeriano) sua família, seus pertences e alguns animais. As semelhanças entre o Gênesis e Gilgamesh são muitas o que se constitui uma apropriação do mito mesopotâmico.

A lenda babilônica, por sua vez, também não é original, mas baseada em uma história suméria cerca de mil anos mais antiga, provavelmente assimilada pelos babilônios durante a conquista da região. É essa a narrativa e a história da narrativa do Dilúvio, que a Bíblia viria a contar mais tarde (O deus Ea, amigo dos homens, revelou em sonho ao seu protegido Ut-napitsi a intenção dos deuses, e Utmapitsi construiu um navio.)

“Tomei comigo tudo o que eu tinha, toda a colheita da minha vida...
carreguei no navio; a família e todos os parentes,
os animais do campo, o gado dos prados e gente de ofício,
tudo embarquei.
Entrei no navio e fechei a porta...

Quando raiou a aurora,
Uma nuvem negra se formou ao longo do horizonte...
De súbito, a luz do dia se transformou em noite,
O irmão não vê mais o irmão,
a população do céu não pôde mais reconhecer-se.
Os deuses encheram-se de pavor ante a enchente,
E fugiram e ascenderam ao céu de Anu,
Os deuses agacharam-se como cães contra a parede e ficaram imóveis...

Durante sete dias e sete noites
A tempestade e a enchente subiram e o furacão reinou sobre a terra,
A tempestade e a enchente subiram e o furacão reinou sobre a terra.
Quando rompeu o sétimo dia, a tempestade amainou,
A enchente, antes raivosa como o exército em luta,
Aplanou, as ondas baixaram, o vento cessou e a enchente não subiu mais,

Espreitei para a água, estava mudo o seu fragor
Toda a humanidade fora transformada em lama!
O lodaçal chegava até à altura dos tetos!...
Olhei para a terra, para o horizonte do mar,
longe, muito longe, surgiu uma ilha.
O navio vagou até ao Monte Nissir,
No Monte Nissir ele parou e ficou imóvel como ancorado....

Quando despontou o sétimo dia,
Enviei uma pomba, soltei-a
Ela voou e voltou, a minha pomba,
porque não encontrou lugar onde pousar, ela voltou.
Enviei uma andorinha, soltei-a,
ela voltou e voltou, a minha andorinha,
porque não encontrou lugar para pousar, ela voltou.
Mandei um corvo, soltei-o,
ele voou, o corvo, viu que o espelho da água baixava;
ele come, ele voa em roda, crocita e não volta mais.”

A versão babilônica não influenciou somente o Antigo Testamento. Entre os gregos, a Lenda era muito popular, pois eles mesmos já tinham presenciado a fúria das águas devido à erupção de um vulcão no século 15 a . C.
Dos gregos, a história passou aos romanos e, dessa vez quem assume a autoria do dilúvio é o Deus Júpiter, enfurecido com a má conduta humana.
Solucionado o “mistério”, a impressionante semelhança e a “verdade” do dilúvio da Bíblia, a verdade deixou de ser a mais antiga verdade.

Na década de 90, dois geólogos americanos da Universidade de Columbia, Walter Pittman e Willian Ryan criaram uma hipótese: por volta do ano 5600 a . C., ao final da última era glacial, o Mar Mediterrâneo havia atingido seu nível mais alto e ameaçava invadir o interior da Ásia na região hoje ocupada pela Turquia, mais precisamente a Anatólia. Num evento catastrófico, o Mediterrâneo irrompeu através do Estreito do Bósforo, dando origem ao Mar Negro como o conhecemos hoje. Um imenso vale de terras férteis e ocupado por um lago, foi inundado em dois ou três dias. Os povos que ocupavam os vales inundados tiveram que fugir às pressas e o mais provável é que a maioria tenha morrido. Os sobreviventes, porém, tinham uma história inesquecível, que ecoaria por milênios. Alguns deles, chamados ubaids, atravessaram as montanhas da Turquia e chegaram à Mesopotâmia, tornando-se os mais antigos ancestrais de sumérios, assírios e babilônios. Estaria aí a origem da narrativa de Gilgamesh. Essa teoria foi recebida por arqueólogos e antropólogos como fantástica demais para ser verdadeira.
No entanto, no verão de 2000, o caçador de tesouros submersos Robert Ballard, o mesmo que encontrou os restos do Titanic, levou suas poderosas sondas para analisar o fundo do Mar Negro nas proximidades do que deveriam ser vales de rios antes do cataclisma aquático. Ballard encontrou restos de construções primitivas e a análise da lama colhida, em camadas profundas do oceano provaram que, há 7600 anos ali existia um lago de águas doce.
No caso do texto de Noé, o Alcorão conta que o Dilúvio ocorreu numa região específica, enquanto a Bíblia diz que foi em todo o mundo, mesmo sabendo que na época havia uma dinastia egípcia florescente e não há registro histórico de que houve a destruição desse povo. Em relação à criação do mundo, enquanto o Gênesis diz que Deus criou a Terra em seis dias e descansou no sétimo (ou se arrependeu ?). O Alcorão afirma que o mundo foi elaborado em seis períodos diferentes e que Deus é capaz de criar a cada dia algo novo. A conotação de descanso não existe para eles.
Todos os anos os cristãos fundamentalistas , na moderna Armênia, fazem expedições ao Monte Ararat, num esforço inútil e na esperança de descobrir os restos da Arca de Noé.

Uma coisa é o que a elite letrada daquela época escreveu e nos transmitiu como verdade e gostariam que fosse. Outra é o que é na realidade, sem dúvida, que a religião puritana é uma bela criação dos homens.
A conclusão é, de que a Arca de Noé com seu zoológico e o Dilúvio Universal nunca existiram. Quanto esforço para afirmar o inacreditável! Todos tomam por verdade e não se perguntam “como”.


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“Só tem convicções aquele que não aprofundou nada”

Cloran

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