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7 de junho de 2010

Capítulo 47: A INQUISIÇÃO - Em nome de Cristo o "manual"

A Inquisição, em nome de Cristo o “manual” da tortura e morte


O Papa na Idade Média, restabeleceu a Inquisição, agora sob a forma do Tribunal do Santo Ofício, sempre com o pretexto de “purificar” a fé cristã, para combater as heresias maçons e judeus, considerados inimigos da Coroa e da Igreja.
O frei dominicano Nicolau Eymerich , foi o autor do livro "Directorium Inquisitorum – Manual dos Inquisidores", escrito em 1376 e revisto e ampliado por outro inquisidor dominicano, Francisco de La Pena, em 1578. Eram comandadas pelo superior da ordem jesuíta. O caminho mais fácil era o de matar a crítica e todos que discordavam da Igreja, ou cuja riqueza despertasse a cobiça voraz dos bispos e papas. Eram queimados vivos e suas propriedades e riquezas confiscadas. Os papas e os príncipes agiam de comum acordo. Assim foi também com a virgem de Orleans, Joana D’Arc que morreu na fogueira.

Eles crucificaram e queimaram Joana D’Arc por ordem do papa, porque ele declarou que ela era uma bruxa. Com que argumento com que base? Porque o papa diz que é assim, isso tem de estar certo. A sua palavra é a lei, a verdade. Eles queimaram uma mulher jovem e bonita, corajosa e inteligente, que lutou pela liberdade do país e conquistou essa liberdade! A razão foi o do ciúme, que uma mulher pudesse se tornar tão proeminente que até mesmo o papa seria passado para trás. Joana, foi queimada por causa do ciúme; ela não cometeu pecado algum. Toda a Europa ficou chocada, e aos poucos as pessoas começaram a levantar suas vozes contra sua crucificação, mas passaram mais de trezentos anos para que as pessoas ficassem fortes a esse respeito, a ponto de um outro papa declarar Joana D’Arc uma grande santa.
Um a queima viva porque ela é bruxa, ela tem relações sexuais com o demônio. E após trezentos anos, outro papa, seu próprio descendente, seu próprio sucessor, representante do mesmo Jesus Cristo e do mesmo Deus – declara que ela era Santa.
Seus ossos foram solenemente retirados da sepultura e venerados, e hoje uma linda catedral se ergue em sua memória. Agora ninguém a chama simplesmente de “Joana D’Arc”, agora seu nome é “Santa Joana D’Arc”. Conforme o brasileiro Ziraldo: “A mulher mais quente que a história já conheceu foi Joana D’Arc. Era fogo! Fora dessa, não tenho outra definição para mulher “fogosa”.

Nas décadas seguintes, em nome do Criador, o Tribunal do Santo Ofício, a Inquisição torturou e condenou à morte milhares de pessoas na Europa e nas colônias além-mar, uma atitude considerada incompatível com a fé cristã. Os primeiros inquisidores oficiais eram frades dominicanos que funcionavam como juízes a serviço da Igreja. O processo de julgamento e condenação era formado com duas testemunhas que podiam ser ladrões ou assassinos, desde que fossem cristãos. Todos que divergiam dos católicos, simples suspeitos, passavam por um interrogatório, e torturas as mais cruéis, onde quebravam os ossos. Tudo para conseguir a confissão de um "pecado" ou crime não cometido para conseguir a “verdade”. Quando culpado, podia sofrer diversas penalidades que iam do confisco da propriedade, bens e principalmente do ouro, que seriam repartidos entre a igreja e o rei, à prisão perpetua e à pena de morte na fogueira. A Inquisição determina:
“Deve-se castigá-los, mas sem derramamento de sangue”...então a solução era queimar. Dessa forma não só os “pecados” não cometidos foram confessados, como alguns impossíveis de serem praticados. Os carrascos liquidavam logo a vítima ou queimavam-na aos poucos para que ela se arrependesse de seus pecados e se convertesse a religião católica. A Inquisição sentenciava as suas vítimas em cerimônias públicas chamadas “autos-de-fé”, como as sessões de tortura eram conhecidas. Na cidade de Verona em um mês foram queimados vivos cerca de sessentas homens. Agostinho assegurava que em “alguns” casos, era permitido matar os descrentes, para a “glória de Deus”, Agostinho e Optato, hoje são venerados como Santos da Igreja. Parece-nos que o passado foi esquecido.

Na Inquisição Espanhola, foi representante Divino o papa Gregório IV, pai da Inquisição e também seu torturador e assassino mais conhecido e cruel Tomaz Turrecremata ou Tomás de Torquemada. Ele mandou matar 2000 homens e mulheres os quais foram combustíveis para à fogueira (alguns estimam oito mil), . A tortura usada para obter confissões foi autorizada pelo Papa Inocêncio IV. Na Espanha foram expulsas 150 mil pessoas entre eles judeus e maometanos, maçons, que decidiram não se converter e que tiveram seus bens praticamente confiscados. Ficaram sem rumo e se abrigaram em outros países. Muitos foram para Portugal, onde depois foram pilhados e também expulsos do país. Em Portugal e colônias a inquisição durou 300 anos de atividade e foram estimados 40 mil processos. Durante séculos os judeus foram perseguidos e considerados heréticos, as causas: religiosas. E as conseqüências todos conhecemos e que repetiu-se na 2ª Guerra Mundial com o ódio religioso e genocídio dos judeus. Houve também a Inquisição Romana , instituída pela Igreja divina e pervertida, sem tolerância. Se não tivesse acontecido essa vergonha, a Igreja católica e protestante poderia ser hoje reconhecida como poderosa instituição defensora da moralidade, da democracia, das relações humanas , incentivadora da ciência e defensora da paz.

Manual da Igreja e dos Inquisidores:

“Aplicar-se-á, do ponto de vista jurídico, o adjetivo herético em oito situações bem definidas. São heréticos:

a)Os excomungados;
b)Os simoníacos (aqueles que comercializam, de alguma forma, os sacramentos ou o sagrado em geral);
c)Quem se opuser à Igreja de Roma e contestar a autoridade que ela recebeu de Deus;
d)Quem cometer erros na interpretação das Sagradas Escrituras no que se refere aos sacramentos;
e)Quem criar uma nova seita ou aderir a uma seita já existente;
f)Quem tiver opinião diferente da Igreja de Roma sobre um ou vários artigos da fé;
g)Quem duvidar da fé cristã.”

É espantoso como essas pessoas possam ser tão desavergonhadas e infalíveis. Quanto horror e sangue envolve o desrespeito ao ser humano. Certamente as bruxas (os) atrapalhavam o negócio da venda de “curas”, “indulgências”, “salvações” e outros tipos de achaques da igreja. Os ensinamentos da Bíblia são tão confusos e contraditórios que foi possível para os cristãos aplicar os ensinamentos do cristianismo, torturar e queimar alegremente os heréticos nas fogueiras, durante cinco longos séculos. Após dilacerar a alma e destruir suas famílias, inclusive após ter sido abolida a Inquisição , fez suas vítimas, censurando os teólogos Hans Küng e Leonardo Boff.
A Igreja Católica, mesmo com as desculpas e “perdão” , pedido pelo Papa João Paulo II, no ano 2000: “erros cometidos a serviço da “verdade”, por meio de recurso a métodos não evangélicos”, manchou de forma definitiva as religiões, a história católica e a história da humanidade. Não me surpreenderia, se o Vaticano reabilitar a figura de Galileu Galilei, “a quem a Igreja desejará honrar”.

“Este dogma aterrorizante, esta mentira infinita: foi isto que me tornou um implacável inimigo do cristianismo.
A verdade é que a crença na danação eterna tem sido o verdadeiro perseguidor.
Fundou a Inquisição, forjou as correntes e construiu instrumentos de tortura.
Obscureceu a vida de muitos milhões.
Tornou o berço tão terrível quanto o caixão.
Escravizou nações e derramou o sangue de incontáveis milhares.
Sacrificou os melhores, os mais sábios, os mais bravos.Subverteu a
noção de justiça, derriscou a compaixão dos corações, transformou homens em demônios e baniu a razão dos cérebros. Como uma serpente peçonhenta, rasteja, sussurra e se insinua em toda crença ortodoxa.
Transforma o homem numa eterna vítima e Deus num eterno demônio.
É o horror infinito. Cada igreja que ensina esta idéia é uma maldição pública. Todo pregador que a difunde é um inimigo da humanidade. Em vão se procuraria uma selvageria mais ignóbil que este dogma cristão.
Representa a maldade, o ódio e a vingança sem fim. Nada poderia tornar o inferno pior exceto a presença de seu criador Deus.
Enquanto estiver vivo, enquanto estiver respirando, negarei esta mentira infinita com toda minha força, a odiarei com cada gota do meu sangue.”

Robert G. Ingersoll

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