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16 de maio de 2010

Capítulo 24: Democracia um desafio para o Islamismo!

Democracia, um desafio para o Islamismo

O Islamismo como a religião que mais cresce no mundo é a segunda do planeta e continua em alta, com um contingente de 1,5 bilhão de fiéis, o que representa um quinto da população mundial. Numa crença cujo próprio nome, Islamismo, significa submissão aos desígnios de único Deus – Alá, difundidos pelo profeta Maomé (570-632), há uma tendência de domínio das autoridades religiosas sobre a sociedade civil.
Esse é um terreno fértil para a expansão dos fundamentalistas que, além de não conseguirem conviver com o pluralismo, às vezes fornecem quadros para o terrorismo, mesmo involuntariamente. O mundo muçulmano se viu confrontado em 11 de setembro de 2001 com o desafio de demarcar as fronteiras da religião com o fanatismo sangrento, personificado na figura terrorista do saudita Osama-Bin -Laden.
Para a maioria dos analistas, isso só será possível se os países muçulmanos avançarem no processo de democratização, começando pela separação entre Estado e a Religião como aconteceu com o cristianismo a partir do século XVI. Hamas é o movimento de resistência islâmica, e, em português significa “devoção”. Que misturou nacionalismo com religião.
O grande desafio do Islã é construir um modelo muçulmano de democracia, o que significa uma ruptura com o fundamentalismo religioso, com alternância de poder e partidos políticos com sufrágio universal. A Indonésia, o mais populoso país muçulmano, tem quase 90% de seus mais de 220 milhões de habitantes rezando em direção a Meca e começa, depois de décadas de ditadura militar, a buscar esse modelo democrático pluripartidário e o processo de instauração da cidadania deverá variar de acordo com cada realidade. Acredito que governos devem ser totalmente neutros ou seja a “separação entre a Igreja e o Estado”. Na Turquia, que convive há tempos com uma tradição laica, este processo está desenvolvido. Em Istambul (antiga Constantinopla-Império Romano do Oriente - até 1453) onde Oriente e Ocidente se encontram a maioria islâmica é um exemplo de convivência pacífica entre credos e tradições de outras religiões. A própria Arábia Saudita tem mostrado alguns avanços.
Os islâmicos precisam investir com urgência em uma interpretação moderna dos valores básicos – amor e fraternidade – do Islã. Sem isso, será difícil evitar que o Islamismo seja visto como uma religião intransigente, raivosa, agressiva e belicosa pelo resto da sociedade, e como conseqüência sejam julgados pelo que alguns criminosos e governantes aprontam em seu nome. Enquanto o terrorismo fundamentalista existir continuará sendo uma ameaça a civilização. O sanguinário Saddam Hussein (Koemini, também), se proclamou sucessor da Nabucodonosor, rei da Babilônia (que destruiu o Templo de Salomão e mandou os hebreus para o exílio), cometeu as piores atrocidades contra seu próprio povo e países vizinhos. Morreu enforcado. Havia colocado na bandeira iraquiana: “Deus é grande” e construído a maior mesquita da região e a batizou com o nome de : “A mãe de todas as batalhas”. Ali Hassan Al-Majid, o primo de Saddam, colaborador do regime na Campanha Anfal (1987-1988), conhecido como o “Ali Quimico”, matou 180 mil curdos, através de armas químicas.
Na fulgurante Babilônia atual Iraque, território bíblico sagrado, berço do Código de Hamurábi, com um sistema de penas para delitos e transgressões e proteção das mulheres, onde teria acontecido o Dilúvio a história da Arca de Noé (O Dilúvio nunca existiu, e a história foi inspirada pelos hebreus no mito de Gilgamesh), surgiu um dos mais sanguinários ditadores da humanidade no atual. Banhou de sangue essa terra magistral, lançando sombras sinistras sobre um território que havia transformado o homem bárbaro em civilizado na maior experiência humana da antiguidade mesopotâmica (babilônios, sumérios, assírios, persas, gregos, romanos, caldeus, hititas...) . Realizou uma das mais indecentes perversões, já perpetuada contra a liberdade humana.
Ora, ora...as religiões não são diferentes do racismo, uma versão dela “inspira” e provoca a outra. No decorrer da história já vimos que religiões são multiplicadores de ódios entre tribos e países.
Quando digo inspira, vejam o exemplo e interesse do vice- presidente de Bush, Dick Cheney, que foi secretário de Defesa em 1991. Durante anos Cheney, foi um ano antes de ser o vice de Bush, em 2000, diretor-presidente da empresa Halliburton, onde ganhou US$ 36 milhões em salários e gratificações, segundo o New York Times e outros jornais. A Halliburton apareceu envolvida em falcatruas bilionárias em obras para reconstruir o que os EUA destruíram no Iraque. Em 2003, obteve do exército e do governo um contrato de US$ 1,4 bilhões de dólares, ainda que auditores do Pentágono demonstrassem que a Halliburton tinha superfaturado US$ 61 milhões no envio de gasolina ao Iraque.
George W Bush, sua primeira eleição foi duvidosa. Com menos votos populares que o democrata Al Gore. Só a fraude eleitoral no Estado da Flórida (governado pela família Bush) o levou a ser proclamado “eleito” pelo intrincado mecanismo do colégio eleitoral. O desastrado presidente conseguiu reeleger-se. Invadiu o Afeganistão, ocupou o Iraque para usufruir dos campos de petróleo. Parte da Europa, o apoiou, outra o incriminou.. A indústria bélica americana passou a ganhar orgias de lucro. Bush filhou, legou trilhões de dívidas públicas.
Para os americanos o mundo é oval, porque tudo que se resolve na Casa Branca é resolvido no Salão Oval. Daí a administração incompetente e política fracassada dos republicanos, quando estavam no poder. Estima-se que duas gerações terão que trabalhar duro para pagar esse rombo da guerra e da crise financeira recente!

Ataques suicidas, com requintes de crueldade poucas vezes vistos, são protagonizados agora também por mulheres-bomba, que carregam explosivos amarrados ao seu próprio corpo, sob o tradicional manto islâmico. Matam e ferem centenas, como forma de protesto e em nome do profeta.
Lembram do 11 de Setembro 2001 ? Com milhares de mortos, atribuído a Osama, filho de Mohamed Bin Laden, que teve 22 mulheres e 53 filhos.
Vejamos a opinião da autoridade muçulmana sobre o assunto,
que reproduzo por uma questão de bom senso, representada pela grande maioria do clero brasileiro e mundial. O Xeque Ali Mohamed Abdduni, do Conselho Superior para Assuntos Islâmicos no Brasil, que explica aos não muçulmanos :

“- ...que a verdadeira preocupação muçulmana de sua religião, é ser pacífico e tolerante. A palavra Islã, significa paz, justiça e submissão total à vontade de Deus. A guerra só pode ser uma forma de um muçulmano se defender, ainda assim dentro do seu território. Quando alguém comete um atentado, nós repudiamos. Quando for provado que Osama Bin Laden organizou os atentados de 11 de setembro, ele também será condenado pelo Islã. O responsável deve ser julgado e punido, seja quem for, seja de que religião for. Muitas vezes, não sabemos se realmente os autores são muçulmanos, mas, se for, somos contra da mesma maneira. Se uma pessoa, se submeter à vontade de Deus, ela jamais terá envolvimento com o terrorismo”. O Islã, tem catorze séculos de existência, uma história marcada pela tolerância. Se o Brasil, a Espanha e a América Latina, são hoje católicos, isso se deve à tolerância que prevaleceu nos oito séculos em que o império muçulmano dominou a Andaluzía, na Península Ibérica”

O Irã, antiga Pérsia, da seita minoritária xiita, é admirado pelas massas árabes a majoritariamente sunitas. E a maioria dos países árabes teme que o Irã atômico se imponha como o país líder do Oriente Médio. O presidente do Irã não se cansa de ameaçar com o fim do que chama de destruir o Estado sionista. Israel tem território equivalente à cerca de 2% a do Irã. Israel nasceu depois da matança de milhões de judeus pelos nazistas e considera o Irã uma ameaça atômica de destruição em massa. Centenas de petroleiros passam diariamente pelo Estreito de Hormuz, entre Omã e Irã, carregando 40% do petróleo consumido pelo mundo. Nas águas próximas ficam em vigilância as poderosas frotas americanas e inglesas, para garantir a navegação. No meio do barril de petróleo, o fanatismo religioso, a bomba atômica iraniana e as esperanças de paz com a diplomacia internacional do novo e 44º presidente americano, agora democrata.

Algo, que algumas religiões cristãs tem em comum, é a inércia , praticando e exercendo o poder através de dogmas do passado num mundo moderno e cientifico. Ora, se até o Comunismo que dizia que o céu era aqui na Terra, se adaptou e mudou com uma nova visão (agora são todos socialistas, neo-liberais, progressistas e com novas filosofias) , por que as religiões não mudam os conceitos ? Os chineses, sempre tiveram a visão e a percepção de um mundo dinâmico. Para eles: crise é mudança, perigo é oportunidade. Mudanças acontecem, o antigo e o novo se harmonizam com o tempo, resultando daí nenhum dano para elas. A história nós ensinou assim. Enquanto os EUA, desperdiçam 3 (três) trilhões de dólares na Guerra do Iraque, dinheiro que também sai indiretamente dos bolsos de todos os países latino americanos.
Um país árabe, está dando o primeiro passo, na construção de uma das mais modernas e bem equipadas Universidades no Oriente Médio, no valor de bilhões de dólares, onde as mulheres poderão chegar e freqüentar dirigindo e estacionando os seus próprios automóveis no campus universitário.

Um homem de consciência e de moral, não irá a guerra, embora muitas escrituras religiosas digam que é virtuoso, sacrificar-se pela sua nação, pela sua religião. E a guerra é certamente imoral. Nem os papas, nem os profetas podem convencer ninguém que em nome de Dele você tem que matar. Um homem consciente, um cristão não pode ser enganado por palavras e dogmas. Os muçulmanos e cristãos dizem que se você morrer numa guerra religiosa, a sua recompensa será enorme no outro mundo. E você por esse ato imoral será recompensado no outro mundo.

Mas afinal, existe a possibilidade de as religiões conviverem em paz? O mundo enfrenta um choque de civilizações, o do mundo islâmico com o mundo judeu-cristão. Então por que não seguem a mensagem de vida de Abraão. E aqui vai minha modesta sugestão como mensagem de Paz Universal.
Conforme relatos Deus escolheu Abraão, que era dedicado a Ele que abandonou a família e partiu para a Terra Prometida. Deus recompensou Abraão com dois filhos, Isaac e Ismael, e ambos receberam a benção de Deus. Isaac tornou-se o pai dos judeus e mais tarde dos cristãos. Ismael tornou-se o pai dos muçulmanos. As duas famílias são abençoadas através de Abraão. Sabemos que ao longo do tempo, mesmo pessoas profundamente religiosas espalharam o ódio em nome de Abraão. No entanto, as histórias mais antigas e mais duradouras sobre Abraão contêm também a mensagem de Deus universal. Se for fato de a história do enterro de Abraão ter aquele poderoso lampejo de reconciliação, quando Isaac e Ismael se encontram depois de décadas de afastamento. A mensagem de Abraão pode ser uma fonte de esperança e unidade em um mundo fragmentado. Ele pode desempenhar esse papel porque é a figura mais proeminente que judeus, cristãos e muçulmanos têm em comum – é o pai de todos? Abraão, é o ancestral comum do judaísmo, do cristianismo e do islamismo. É o pai, e em muitos casos o pai biológico de milhões de judeus, de bilhões de cristãos e muçulmanos em todo o mundo. É o primeiro monoteísta da história. E no entanto é praticamente desconhecido (mais conhecido pelo interminável derramamento de sangue entre seus descendentes e suposta viagem). Nessa hora da História mundial, essa mensagem é ao mesmo tempo altamente política e profundamente pessoal de esperança. Será que Abraão o pai de todos pode salvar o mundo?

Com o desafio lançado elas poderão rever seus valores e conceitos ultrapassados, investindo naquilo que é óbvio, no que elas tem de melhor , realizar efetivas, rápidas e profundas mudanças culturais, com foco no aprimoramento do seu capital humano e ouvindo as “vozes” dos seus “clientes consumidores” devotos. É necessário que as religiões realizem urgentemente um diálogo, pois todos nós fazemos parte do “humano”, somos todos iguais clamando por justiça e paz. É necessário uma reforma urgente antes de se desintegrarem completamente e cometerem mais danos à humanidade por uma eterna disputa de terra.
Ou como disse Mikhal Bakunin:

“Estamos convencidos de que o pior mal, tanto para a humanidade
quanto para a verdade e o progresso, é a Igreja.
Poderia ser de outra forma?
Pois não cabe à Igreja a tarefa de perverter as gerações mais novas e especialmente as mulheres?
Não é ela que, através de seus dogmas, suas mentiras, sua estupidez e sua ignomínia tenta destruir o pensamento lógico e a ciência?
Não é ela que ameaça a dignidade do homem, pervertendo suas idéias sobre o que é bom e o que é justo?
Não é ela que transforma os vivos em cadáveres, despreza a liberdade e prega a eterna escravidão das massas em benefício dos tiranos e dos exploradores?
Não é essa mesma Igreja implacável que procura perpetuar o reino das sombras, da ignorância, da pobreza e do crime?
Se não quisermos que o progresso seja, em nosso século um sonho mentiroso, devemos acabar com a Igreja.”

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