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16 de maio de 2010

Capítulo 22: Espirtismo, o mortos se comunicam

Espiritísmo, os mortos se comunicam

O Espiritismo surgiu na França. É uma religião que nasceu com Allan Kardec, o primeiro indivíduo a codificar a doutrina dos espíritos em “O livro dos Espíritos” (1857), segundo a qual todas as pessoas são espíritos e todos eles são imortais. A alma do ser humano reencarna tantas vezes quantas forem necessárias para que, devido as boas ações, ela se purifique. Retornariam ao mundo físico sempre que necessário, em sucessivas encarnações, até tornarem-se puros como Jesus. Quando atinge o patamar mais alto, torna-se um espírito puro, livre de imperfeições, e não mais retorna ao corpo físico. Os espíritas também acreditam na possibilidade de comunicação entre mortos e vivos por meio de um médiun. Acreditam que qualquer pessoa com algum treino (bem nesse caso, estou fora, pois não consigo nem entortar uma colher, o máximo que consigo é meditar pela paz no mundo), pode se comunicar com os mortos, receber conselhos e orientações daqueles que já superaram os constrangimentos da existência corpórea. O Espiritismo conforta seus seguidores porque oferece explicações para as mazelas da vida e coloca o sofrimento como uma forma de purificação da “alma” e promete um mundo melhor além-túmulo principalmente com a existência de outras vidas, quantas forem necessárias para tirar manchas da “alma”. Afirmam que o tratamento traz benefícios psicológicos para os doentes que agem como apoio sobre as doenças. Essa é uma prática que já vem dos primórdios da civilização, do hinduísmo primitivo (vedismo e bramanismo).
Assim por Espiritismo, muitos entendem hoje as várias doutrinas religiosas e ou filosóficas que crêem na sobrevivência do espírito à morte do corpo, e principalmente, na possibilidade de se comunicar ordinariamente com ele.

É possível que a existência humana, tão complexa e rica, se dissolva quando o coração e o cérebro param de funcionar?

Como uma resposta prática para essa questão crucial e a promessa de comunicação direta com os mortos, o Espiritismo tornou-se a segunda opção religiosa de brasileiros que se recusam a acreditar que a vida pára após a morte. Todas as religiões, sem exceção, enxergam na morte o início de outro tipo de existência, que começaria pela sobrevivência de uma parte da essência humana, chama-se ela de “alma”, espírito ou qualquer outro nome. A alma passaria por sucessivas encarnações até atingir a perfeição. O destino da alma é vagar entre os vivos até voltar em um novo corpo e retorna tantas vezes for necessário para por meio de boas ações, até atingir o estágio superior e pode renascer em outro planeta.
A crença na vida após a morte é quase universal e os adeptos e praticantes não apenas crêem na eternidade da alma, mas dão como certo que a reencarnação e a comunicação com os mortos são possíveis. A doutrina da igreja católica não concebe a comunicação direta entre mortos e vivos, pelos menos não entre mortais comuns e mortos, idem. Já a, comunicação entre “santos” e mortais é admitida pela doutrina católica, mas apenas quando ocorre um “milagre”, coisa não muito rara como se sabe. As religiões cristãs proíbem os seus fiéis de assistir a sessões mediúnicas realizadas ou não com auxílio de médiuns espíritas, posição essa não seguida por grande parte dos fiéis de outras crenças. As comunidades religiosas são tolerantes e procuram manter uma atitude de respeito, por reconhecerem o trabalho social de caridade desenvolvido por eles. Às vezes participam de cultos ecumênicos.

Durante o século XIX houve uma grande onda de manifestações mediúnicas nos Estados Unidos e na Europa. Essas consistiam principalmente de ruídos estranhos, pancadas em móveis e objetos que se moviam ou flutuavam sem nenhuma causa aparente. O cientista e pedagogo, cético até então, Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde adotou o pseudônimo de Allan Kardec, pesquisou por vários anos a respeito de manifestações espirituais. Chegou a afirmar:

“Eu crerei quando vir e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispões de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, dêem-me a permissão de não enxergar nisso mais que um conto para dormir em pé”.

Posteriormente foi investigar os casos das mesas girantes e se viu convencido a crer nos fatos (sem a necessidade de provar-se que uma mesa tinha cérebro e nervos, já que não eram necessários tê-los para que a mesa se movesse). Utilizando se de uma série de relatos de espíritos que foram psicografados por médiuns da época, publicou o Livro dos Espíritos.
A maior parte dos espíritas entende que o Espiritismo como Doutrina, é um só, aquele que foi codificado por Allan Kardec, o que tornaria redundante o uso do termo espiritismo kardecista. O espírita que julga seguir estritamente aqueles ensinamentos codificados por Kardec nas obras básicas, sem a interferência de qualquer outra linha de pensamento que não tenha sido a codificada, ou ao menos prevista pelo mesmo, denomina-se simplesmente espírita, sem o complemento “kardecista”. Alegam que o Espiritismo, em sua essência, não se ligaria à nenhuma figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo e o budismo e a uma coletividade de espíritos que manifestavam através de diversos médiuns.

O Espiritismo de modo geral, fundamenta-se nos seguintes pontos:

O homem é um espírito temporariamente ligado a um corpo, é parte menos nobre e só adquire valor na medida em que possibilitar ao espírito uma relação com o mundo exterior, tendo o Perispírito que é semimaterial, invisível, como intermediário entre a alma e o corpo, que possibilita e explica as aparições nas sessões espíritas.
A Alma ou espírito, uma criação divina a princípio inteligível, no qual residem o pensamento, a vontade e o senso moral; a alma é portadora do livre arbítrio, ou seja, da capacidade de escolher quais atos executar; os atos bons privilegiam a caridade e os maus a materialidade, isto é, estabelecem a diferença entre os espíritos, revelada nos seus diferentes graus de adiantamento.
O Espírito, atinge um certo de grau de adiantamento é que está livre de toda influência corporal. Compreendido como individualidade inteligente da Criação, é imortal;
A Reencarnação é o processo natural de aperfeiçoamento dos espíritos; os espíritos encarnados (“vivos”) e os espíritos desencarnados (“mortos”) podem se comunicar entre si através da mediunidade e conforme seu grau de adiantamento da evolução. Pluralidade dos Mundos Habitados - A Terra não é o único planeta com vida inteligente. O mundo é concebido em dois planos: o material, onde habitam os homens vivos, ou almas encarnadas (aqueles em que o perispírito está presente unindo corpo e espírito) e o espiritual, onde habitam os mortos, ou espíritos desencarnados.
Lei de Causa e Efeito, ligada à reencarnação - essa lei define que recebemos na medida do que damos (bom e mau) em existências passadas ou nesta existência.

Embora não onisciente nem infalível, a Ciência é o melhor método por enquanto para se aproximarem da verdade quanto à reencarnação, a favor da qual há evidências obtidas por métodos científicos rigorosos. Como ciência experimental o Espiritismo tem relações com a pesquisa e com várias tecnologias de experimentação. Como ciência da observação, prescinde da utilização adequada do ferramental disponível em outras disciplinas. O Espiritismo, como um só, tem por princípio as relações do mundo material com os espíritos.

O Deus do Espiritismo brasileiro se chama Xico Xavier (1910-2002). De origem humilde, instrução primária, se tornou uma celebridade nacional, que psicografou mais de 400 livros e vendeu mais de 30 milhões de exemplares. Seu centro espírita recebia caravanas intermináveis de crentes em busca de curas e contatos com os mortos. Sua filosofia era explicar as desgraças e sofrimento dessa vida, propagar a caridade, humanizar o Espiritismo. Tudo isso deu a ele respeitabilidade e reconhecimento internacional. No país estima-se que existam dez mil centros espíritas relacionados a Alan Kardec, que também já venderam mais de vinte e cinco milhões de livros escritos por Kardec o qual psicografou milhares de cartas (a maioria de filhos mortos para pais, onde o espírito escreve com alegria, emoção, para apaziguar o coração da mãe, do pai).
O termo “cirurgia espiritual” é associado a uma prática onde uma suposta entidade espiritual, com ou sem incorporação num médium hospedeiro, e sem cortes (ou com), executariam cirurgias buscando a reabilitação do enfermo. Essa prática foi muito utilizada recentemente no país, apesar do espiritismo não negar a sua eficácia, a prática de cirurgias espíritas por intermédio de médiuns, não é abordada na Codificação espírita. As leis do país não permitem tal prática.
A formação de comunicação com os mortos de acordo com médiuns e pesquisadores:
Incorporação:
Médiuns recebem o espírito e repassam mensagens verbais, muitas vezes com a voz, entonação e vulto do morto.
Transcomunicação:
Uma forma de comunicação com os mortos por meio de aparelhos eletrônicos. É possível gravar e filmar, mesmo simultaneamente, conversas com “desencarnados”.
Materialização:
A pessoa reaparece com o corpo e a voz que tinha. Consta que o fenômeno ocorre em sessões realizadas em centros espíritas.
Escrita:
Cartas e mensagens são psicografadas por médiuns. Psicografar é o ato de escrever um texto no exato momento em que se recebe a mensagem do espírito.

Para entender as expressões usadas, quando os espíritos se comunicam:
Médium: Pessoa que serve de intermediária entre os espíritos e os homens.
Psicofonia: Comunicação dos espíritos por intermédio da voz do médium.
Aparição: Um espírito que se torna visível e, em certos casos, tangível
Telepatia: Fenômeno produzido com a colaboração de entidades desencarnadas, com transmissão de pensamento em estado puro, de mente a mente, sem a necessidade de palavras para traduzí-lo.
Tiptologia: Linguagem de sinais por meio de pancadas. Modo de comunicação dos espíritos.
Telecinesia: Transporte de objetos sem contato do médium, não importando a distância.
Psicografia: Captação da escrita desenvolvida por um espírito desencarnado, um médium.
Transcomunicação Instrumental (TCI): Uso de aparelho eletrônicos para falar com os mortos sem a intermediação de um médium.
Terapia de Vidas Passadas (TVP):
Não é terapêutica espírita, mas uma terapia que encontra na reencarnação a causa, em vidas anteriores, de problemas psicológicos.

O filósofo Epicuro, dizia. – “A terra em que vivemos está alugada a nós por algum tempo e quando chega o momento de nossa partida, somos desapropriados, sem aviso prévio. Mas, se não podemos vencer a morte, vençamos pelo menos o medo da morte. Não lastimemos a brevidade da vida humana. É preferível gozá-la. Não há consciência depois da morte, não há sofrimento, nem castigo no inferno pelas faltas que tenhamos cometido durante nossa estadia neste mundo. A branca mão da morte embala-nos num sono doce, desprovido de sonhos. A morte é o carcereiro amigo que assina os documentos da nossa saída do manicômio deste mundo. É o médico bondoso que nos cura da mais terrível de todas as moléstias – a vida. É preciso pois, vencer o receio da morte e concentrar nossa atenção em todas as venturas que pudermos obter da vida”.

Ӄ mais importante saber com quem vamos comer,
do que o que vamos comer”

Era um cultivador de amizades. Acreditava que o único meio de ser feliz era compartilhar a amizade com outros, não porque isso fosse nobre, mas por que era conveniente.

“Não é possível, viver agradavelmente e a não ser com
juízo,eqüidade e justiça.”

O sentimento da verdadeira amizade é a única dádiva segura que possuímos neste mundo de valor duvidoso. Se os sofrimentos da vida, podem reconciliar-nos com a morte, as alegrias da amizade podem reconciliar-nos com a vida. Epicuro , ainda nós deixou esta reflexão.

“Limitemos nossos desejos. Estejamos satisfeitos com a nossa sorte. Se não podemos realizar nossas ambições, podemos ao menos, reduzi-las ao nível de nossa capacidade”.

Epicuro era pessoalmente o mais simples dos mortais.

No entendimento popular para os espíritas (médiuns) o telefone toca de lá para cá às vezes em hipnose e transe. Os cristãos telefonam daqui para lá e realizam suas conexões espirituais com Ele. Enquanto isso, o ilusionista James Randi, continua oferecendo US$ 1 milhão a quem provar que fenômenos sobrenaturais existem.

Muçulmanos oram repetindo qualidades divinas, budistas acrescentam as visualizações de seres divinos, judeus repetem textos sagrados, evangélicos acreditam na força da imposição das mãos, católicos invocam fervorosamente a ajuda dos seus santos de devoção, e espíritas mandam vibrações espirituais a quem mais precisa. Através de rituais em voz alta, concentração, orações com rosários, penitências, mantras, jejuns, estímulos luminosos, imagens, água benta, óleo sagrado, cantos e simbolismos. Tudo para manter acessa a chama da fé, acreditando que a oração funciona para curar doenças e ferimentos. Será que funciona mesmo? Então Deus não haveria de curar, ocasionalmente, um amputado merecedor dessa graça ?
Seja qual for as formas escolhidas, no íntimo, todos suplicam e acreditam que milagres aconteçam e acreditam fervorosamente que o poder da oração e a cura por meio do Espírito Santo, tem muito a ver com isso.

Vejo tudo de uma maneira diferente e aqui vai o alerta. O homem tem sido condicionado pelas diferentes religiões a viver na miséria e em sofrimento e auto-tortura até a sua morte. A ele são dadas promessas e grandes recompensas para depois da morte. Quanto mais ele sofre , tortura a si mesmo, é masoquista, destrói sua dignidade, mais ele será recompensado. Esse é um conceito muito conveniente para o sistema, porque o homem que está pronto para sofrer pode ser facilmente escravizado. O homem que está pronto para sacrificar o hoje por um amanhã desconhecido, já declarou sua inclinação para ser escravizado. O futuro se torna uma escravidão. E por milhares de anos, o homem tem vivido somente em esperanças, em imaginação, em sonhos, em utopias, mas não em realidade. E não existe outra vida do que a vida real, do que a vida que existe nesse momento. As crenças religiosas não passam de ilusões infantis, um falso conforto contra a dura realidade do sofrimento e da morte. Não existe um Deus Onipotente, Onisciente, misericordioso e milagroso, que nos diz que devemos orar na direção certa, estudar textos sagrados que se mostram sagrados e corrompidos, culto à morte ou ingerirmos uma hóstia para sermos “salvos”.

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Para uma melhor leitura, sugiro começar pelos post meses mais antigos!

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